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Nacional
Qua, 21 de Junho de 2017 Noticias - Nacional
Retirado de andblog.com.br

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Com informações da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Pará e Tocantins

No dia 13/06, mais de cem famílias camponesas reocuparam as terras do latifúndio Santa Lúcia – fazenda onde ocorreu a Chacina de Pau D’Arco, crime que chocou o brasil e o mundo no qual dez camponeses foram barbaramente assassinados pelas forças policiais do velho Estado no dia 24 de maio deste ano – com o apoio da LCP do Pará e Tocantins, reerguendo o acampamento e mantendo a luta pelo sagrado direito à terra.

Não podemos recuar, pelos nossos companheiros que se foram, e temos que mostrar ao latifúndio que não pode ser como eles querem”, afirmou o camponês Rosenilton Pereira de Almeida em entrevista publicada por Mário Campagnani do Global.org.

Na mesma entrevista a camponesa Geodete Oliveira dos Santos explicou a importância da retomada: “Eles estavam lutando por um pedaço de terra, então nada mais justo do que eu estar aqui. Eles pensaram que a luta tinha acabado quando mataram minha família, mas não é assim. Voltamos aqui para lutar mais e para garantir o direito por essa terra”.

Seguem mais imagens da vitoriosa retomada.

 
Sex, 16 de Junho de 2017 Noticias - Nacional

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Na última segunda-feira (12/06), faleceu em Portugal Alípio de Freitas, histórico dirigente da luta camponesa e contra o Regime Militar Fascista no Brasil.

Alípio de Freitas veio para o Brasil em finais da década de 50, para atuar como Padre e logo se ligou de maneira dedicida às reivindicações e lutas do nosso povo, principalmente do campesinato pobre. Sua trajetória é digna de um verdadeiro revolucionário: após o rompimento com a igreja, se vincula cada vez à luta pela terra no nordeste, chegando a ocupar o cargo de Secretário Geral das Ligas Camponesas. Com o golpe militar de 64, Alípio vai para a clandestinidade e depois é exilado, passando pelo México e por Cuba. De volta ao Brasil, trava séria luta com as organizações de esquerda que propunham a resistência armada ao Regime Militar como caminho da Revolução no país. É neste período em que é preso e passa mais de dez anos encarcerado e sofrendo as mais vis torturas, às quais resiste com a tenacide ímpar da fibra de revolucionário.

Alípio de Freitas defendia que o caminho da revolução no Brasil era a partir do campo, na luta pela conquista da terra para os camponeses. Em 2010, passa a integrar o Conselho Editorial do Jornal A Nova Democracia e é condecorado como Presidente de Honra da Liga dos Camponeses Pobres.

Também neste ano, em entrevista ao Jornal AND, Alípio contou sua história de militância e vida, que pode ser lida aqui.
http://anovademocracia.com.br/no-63/2724-um-homem-de-grande-firmeza

O falecimento de Alípio de Freitas atinge com grande pesar a todos os revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Sua luta em defesa dos mais pobres entre os pobres, pela transformação radical dessa sociedade e pela construção de um mundo novo será para sempre lembrada como exemplo a ser seguido.

COMPANHEIRO ALÍPIO DE FREITAS: PRESENTE NA LUTA!

MORTE AO LATIFÚNDIO! TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA!


 
Ter, 13 de Junho de 2017 Noticias - Nacional

Reproduzimos do Blog de A Nova Democracia

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Nota da Redação: Em junho deste ano, completam-se 50 anos da heroica resistência camponesa de Cachoeirinha contra os ataques covardes do latifúndio em conluio com o velho Estado. Este acontecimento é um marco fundamental da luta camponesa no Norte de Minas Gerais, fazendo parte da história de heroísmo do aguerrido povo brasileiro. Como forma de celebrar e relembrar essa importante batalha pela luta pela terra no país, reproduzimos a nota divulgada pela LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia.

Os dias 12, 13 e 14 de junho de 1967 são marcados pela brava e corajosa resistência das 212 famílias de posseiros de Cachoeirinha frente aos covardes e cruéis ataques do famigerado coronel Georgino Jorge de Souza e seu bando, sob as ordens do gerenciamento militar à serviço dos latifundiários, que ameaçava, perseguia e assassinava os camponeses pobres, destruía as plantações, queimava casas e matava as criações para expulsá-los de suas terras. Diante desses bárbaros crimes os camponeses se organizaram e resistiram o quanto puderam, famílias inteiras se embrenharam pelo mato, onde a fome combinada com um surto de sarampo tirou a vida de 62 crianças.

Os posseiros expulsos de Cachoeirinha seguiram lutando e vão retomando suas terras parte por parte até os dias de hoje, compreendendo que sua vitória será completa com o fim do sistema latifundiário.

 

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Seu Sula, destacado dirigente daquela heroica resistência, há 50 anos. Eleito Presidente de Honra da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia no 8º Congresso. Faleceu em julho de 2016.

Saudamos o heroísmo e exemplo de luta das famílias camponesas por defender suas terras e sua liberdade. Saudamos a persistência no caminho da luta das famílias da Comunidade Vitória, Verde Água, Belvedere, Nova Esperança e tantas outras por retomá-las do latifúndio e devolvê-las aos camponeses pobres para produzir e viver com dignidade.

O sangue dos companheiros Antônio Manso, Juarez, Marcionílio, Martiniano e Ursino Preto corre nas veias dos que hoje seguem seu exemplo e sua luta!

Celebrar essa luta é reafirmar a justeza do caminho marcado a fogo, chumbo e sangue pelos posseiros de Cachoeirinha 50 anos atrás. É manter erguida a bandeira vermelha levantada pelos companheiros Jader e Sula, que participaram da resistência de 1967 e lutaram bravamente até o último dia de suas vidas pela destruição do latifúndio e entrega das terras a todos os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra.

A Liga dos Camponeses Pobres convoca todos os camponeses pobres, remanescentes de quilombolas, indígenas, pequenos e médios proprietários, comerciantes, professores, estudantes, trabalhadores do campo e da cidade, aos honestos e de bem, para celebrarmos os 50 anos dessa batalha.

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Companheiros Antônio Manso, Juarez, Marcionílio, Martiniano e Ursino Preto, Jader e Sula: Presentes na luta! Viva a Revolução Agrária! Morte ao Latifúndio!

 
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Qua, 31 de Maio de 2017 Noticias - Nacional

Reproduzimos a seguir dois documentos denunciando o massacre dos camponeses de Pau D'Arco, no Pará, perpetrado pela polícia a mando de latifundiários. O primeiro é da Liga dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantis - LCP e a segunda uma nota conjunta da Executiva Paraense de Estudantes de Pedagogia, da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia e da Comissão Organizadora do 37º ENEPe. Consideramos tarefa imediata de todos os estudantes, professores, democratas e revolucionários reproduzir amplamente esta denúncia em cada escola e universidade.

TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!

VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!

MORTE AO LATIFÚNDIO!

 

 
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Seg, 17 de Abril de 2017 Noticias - Nacional

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Manifestação no Centro de Porto Velho

No final da tarde do dia 13 de abril ocorreu uma manifestação denunciando as péssimas condições do transporte coletivo em Porto Velho e exigindo melhorias imediatas no serviço. Cerca de 30 estudantes, universitários e secundaristas, concentraram-se a partir de 17:00 na Praça Aluízio Ferreira (Praça do Porto). Já na concentração houve intensa agitação e distribuição de panfletos, aproveitando o horário de saída dos estudantes de escolas estaduais próximas. Uma faixa com a consigna Por um transporte público com segurança e qualidade! foi erguida pelos estudantes.

Antes do ato sair, os presentes discutiram sobre a forma de seguir o trajeto, previamente estabelecido, e deliberaram por descer a Av. Farquar até a Av. 7 de setembro e ir até o cruzamento da Av. 7 de setembro com a Rua Rogério Weber, sem fechar a rua. Nessa primeira parte do trajeto houve intensa agitação ao megafone e palavras de ordem eram entoadas quase que de forma ininterrupta, além da distribuição de panfletos. No cruzamento da 7 de setembro com a Rogério Weber, estudantes intensificaram a agitação, conversando com trabalhadores e estudantes que estavam nos pontos de ônibus, entregando os panfletos e exibindo a faixa no sinal de trânsito.

Chegando à rua Rogério Weber, os manifestantes fecharam a pista sentido Terminal e dirigiram-se para lá. Nesse percurso, vários trabalhadores que passavam de carro e de moto saudaram o protesto, além dos próprios passageiros dos ônibus, que compreendiam muito bem a justeza do protesto. Foi nesse clima de altivez e combatividade que o ato chegou ao Terminal.

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Qua, 22 de Março de 2017 Noticias - Nacional

"Pretender combater o imperialismo sem combater inseparavelmente o oportunismo não passa de fraseologia oca”. – V. I. LENIN

No dia 15 de março ocorreu uma massiva manifestação contra as reacionárias medidas de austeridade de Temer (PMDB) a serviço do Banco Mundial. A princípio convocada pela máfia de CUT/CTB/Força Sindical, que abocanha os sindicatos de nosso país com suas práticas pelegas e corporativistas. Nessa manifestação, porém, toda sua podre prática foi posta à nu e revidada com a vigorosa ação da juventude nas ruas.

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Seguindo o que dita o imperialismo nas práticas dos “movimentos sociais”, as máfias sindicais tomaram como sua tarefa garantir a “segurança e ordem” do ato, como um ato pacífico e ordeiro, sob o total controle de seus vis interesses eleitoreiros. Para isso, esas decadentes organizações travestidas de movimentos classistas ao invés de mobilizarem seus próprios militantes para tal, contrararam elementos ligados a torcidas organizadas de futebol para initimidar e esmagar qualquer expressão de combatividade.

Isso só mostra o total esvaziamento que essas organizações representem  no movimento operário, daí caírem em total desespero e abandonarem o que restava de sua linha política e caírem no mais reles banditismo. Também demonstra a total degeneração do oportunismo que, mesmo fora da gerência do velho-estado burguês-latifundiário, mantém práticas verdadeiramente social-fascistas para controlar a fúria das massas.


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Através de consequente e combativa agitação dos elementos mais conscientes das massas, o bloco combativo e independente da juventude percebeu a contradição que se dava no ato, com o cerco formado pelo oportunismo com seus carros de sons controlados pela máfia sindical, e, por diversas vezes, conseguiram impor suas palavras de ordem defendendo a luta combativa! A resposta dos pelegos, ao contrário do que disseram, que “nunca foram a favor da violência” (inclusive existem inúmeras denúncias nas redes sociais de elementos ligados à CUT dizendo asneiras como “black bloc hoje vai morrer”, “quero nem saber de manifestação, hoje vai ser porrada”), foi enviar seus bate-paus para cima da juventude, porém nesse dia os social-fascistas não passaram!

 
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Ter, 21 de Fevereiro de 2017 Noticias - Nacional

O dia 20/02 ficou marcado pela aprovação, na ALERJ, da venda da CEDAE. Enquanto no lado de dentro os deputados corriam contra o tempo para aprovar logo essa medida antipovo, no lado de fora a população era reprimida e agredida pela Polícia Militar e Batalhão de Choque. Foram pelo menos 50 pessoas detidas, a maioria delas estudantes, sendo acusadas de “resistência”, porém sem prova alguma.

Logo após confirmada a venda da CEDAE pelos inimigos do povo, deputados de diferentes partidos tendo como chefe Picciani, funcionários públicos, servidores do estado, professores e estudantes decidiram sair em ato. A ideia inicial era dar a volta no quarteirão e voltar até a frente da ALERJ, porém, acuada, a direção eleitoreira dos sindicatos fez inúmeras falas, de maneira oportunista, no intuito de desmobilizar a massa que estava fervorosa para dar um resposta à altura.

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No fim das contas, o ato seguiu pela Av. Presidente Vargas, principal via do centro da cidade. Os manifestantes conseguiram parar por várias horas as quatro faixas.

Chegando até a sede da CEDAE, parte do ato parou ali e começou um princípio de confusão quando, logo assim que a massa iniciou as denúncias contra a privatização, o batalhão de choque começou a tacar bombas.

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Daí pra frente o que se viu foi uma ação desesperada da Polícia. Tacando bombas à esmo, atingindo vários manifestantes com balas de borracha, o ato começou a se dispersar. Foi quando a polícia começou a realizar as detenções arbitrárias, pegando aleatóriamente manifestantes que estavam nas ruas ao redor. Até as 21h a maioria dos detidos havia sido liberada.

Juventude Combatente

Longe de fazer desmobilizar a organização do povo para novas batalhas, essa atitude fascista da PM de Pezão (PMDB) só servirá para colocar mais lenha na fogueira da rebelião popular! O governo cassado de Pezão não tem moral nenhuma para mandar prender manifestantes. Essa é mais uma demonstração de que é justo rebelar-se contra todas medidas antipovo que serão votadas ao longo desta semana. As tentativas de repressão atiçam ainda mais a justa revolta popular!

Lutar não é crime!

Rebelar-se é Justo!

GREVE GERAL CONTRA AS MEDIDAS ANTIPOVO DE TEMER-PEZÃO!

 
Qua, 15 de Fevereiro de 2017 Noticias - Nacional

Reproduzido do blog do Jornal A Nova Democracia

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro


Reproduzimos matéria enviada por apoiadores do Jornalismo Investigativo (Rondônia), em primeira mão, do Ato Público de organizações e entidades democráticas contra a criminalização da luta pela terra e os assassinatos de camponeses por bandos armados do latifúndio e pelas forças policiais do velho Estado brasileiro. Mais informações na presente edição de AND, nº 184.


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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, foi realizado na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru um Ato Público convocado pelo CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, a ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo e a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres. O convite, estendido para diversas organizações sociais, populares e de classe, contou com a presença de ativistas da Liga Operária, do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), da Executiva Estadual de Estudantes de Pedagogia, Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região (MARRETA), do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jaru (STTR) e o Movimento Feminino Popular (MFP). Estiveram presentes advogados de Rondônia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e da rede pública estadual e do município de Jaru. Diversas organizações sociais, advogados e intelectuais que não puderam comparecer enviaram mensagens e notas de solidariedade.

 
Qui, 09 de Fevereiro de 2017 Noticias - Nacional

Reproduzido do Jornal Resistência Camponesa

Mais um camponês foi assassinado a tiros. Dessa vez a vítima foi Roberto Santos Araújo, de 35 anos, assassinado dia 1 de fevereiro no km 52 da RO-257, sentido Machadinho do Oeste.

Roberto era recém acampado e muito entusiasta da luta camponesa, havia trabalhado muito em fazendas e sido expulso das mesmas, sem receber seus direitos trabalhistas. Ele era um dos coordenadores do acampamento Terra Nossa que lutava pelas terras da fazenda Tucumã.

A mesma fazenda que no início de 2016 foi palco de barbaridades cometidas pelo latifúndio, e seus bandos armados de pistoleiros e policiais. Na ocasião eles assassinaram os jovens Alysson Henrique Lopes e Ruan Hildebrandt Aguiar no dia 31/01/2016, queimaram o corpo de um deles e sumiram com o corpo do outro jovem. Pequena parte do bando de pistoleiros foi preso com verdadeiro arsenal de guerra. Junto do bando foi detido o 3º sargento PM Moisés Ferreira de Souza, que foi liberado pelos policiais e depois contaram uma fantasiosa estória de ele teria fugido. Até hoje os mandantes e executores desses crimes continuam impunes.

Veja: Pistoleiros promovem terror no Vale do Jamari

Segundo informações de camponeses durante a remoção do corpo de Roberto esteve presente o cabo PM Dutra, que coincidentemente esteve presente também em outra situações parecidas, quando do assassinato da Edilene e Izaque, e em tentativas de forjar provas contra camponeses e intimidação de advogados e camponeses nas áreas Terra Nossa, Seringueiras, área Enilson Ribeiro e área 10 de Maio.

Morte ao latifúndio! Terra para quem nela trabalha!
Viva a Revolução Agrária!

 

RVI

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