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Repúdio às ações difamatórias e ameaças à vida de professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Reproduzimos nota da ABRAPO -  Associação  Brasileira  dos  Advogados  do  Povo contra a recente campanha de difamação e repressão por parte de setores reacionários  da Universidade e da cúpula  latifundiária que  domina  o  estado de Rondônia aos professores progressistas da UNIR - Universidade Federal de Rondônia.

Leia e entenda o caso:

  1. Estudantes da UNIR continuam em Greve!;
  2. NOTA PÚBLICA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DO CAMPUS DE ROLIM DE MOURA;
  3. NOTA DE REPÚDIO! - DCE/UNIR e CA's;
  4. Repudiamos os ataques apócrifos aos professores democratas do Campus de Rolim Moura da UNIR;
  5. PROFESSORA DA UNIR É AMEAÇADA DE MORTE;

A  Associação  Brasileira  dos  Advogados  do  Povo  (ABRAPO),  seção brasileira  da Associação  Internacional  dos  Advogados  do  Povo  (IAPL),  diante  da  campanha  sórdida  de difamação e repressão aos professores progressistas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e  especialmente as  ameaças  de  assassinato  perpetradas  contra  a  professora  universitária Marilsa Miranda de Souza, vem protestar pelo respeito às prerrogativas constitucionais desses profissionais, bem  como  exigir medidas  efetivas para  garantir  a  segurança  da  comunidade  acadêmica  daquela Universidade.

Os ataques, provenientes de  setores  reacionários  da Universidade e da cúpula  latifundiária que  domina  o  estado  tiveram  início  com  a divulgação  de mensagens  eletrônicas  apócrifas  -  aliás  encaminhadas  pelo próprio  Reitor,  Sr.  Januário  Amaral  -,  atacando  a  honra  dos  docentes  do Departamento de Educação, sobretudo da professora Marilsa. Ao mesmo tempo, há  fontes seguras  de  que  pistoleiros  já  teriam  sido  contratados para  por  fim  à  vida  da  referida  professora,  uma probabilidade  real, considerando que a pistolagem é uma verdadeira  instituição em Rondônia, um estado controlado pelo latifúndio e assolado pela corrupção e a impunidade.

 

O mais  absurdo  é  que  essa  perseguição  teve  início  após  os  professores, na  última  greve,  terem questionado as negociações efetuadas pela Universidade relativa à compra de um terreno por 8 milhões de reais, cujo valor não ultrapassa 1,5 milhão de reais, enquanto a administração justifica não ter recursos para pagar àgua, energia elétrica, comprar  livros. Sintomático é que o proprietário do  terreno, que  fez acusações à professora Marilsa, em  rede de  televisão, de  impedir o “negócio”, tenha  relações familiares  com  a  alta  administração  da Universidade,  bem  como  o ex-governador Valdir  Raupp,  e  sua  esposa  (deputada  Marinha  Raupp), empenhados  na  transação  lesiva  ao patrimônio público.

A ABRAPO solidariza-se com os professores e estudantes da UNIR, vítimas desses ataques e  ameaças  de  morte,  e  denunciará  tais  fatos internacionalmente  e  às  autoridades  brasileiras,  sobretudo ao Ministério Público Federal, exigindo providências no sentido de que seja investigada a ação  difamatória,  a  encomenda  no  assassinato  da  professora  Marilsa,  e, ainda,  o  processo  de aquisição desse imóvel, lesiva ao patrimônio público.

Conclama,  outrossim,  a  todos  os  democratas,  trabalhadores,  estudantes, intelectuais progressistas, a cerrarem  fileiras contra as ações dos serviçais do  imperialismo, que a exemplo de outras regiões dominadas pelo latifúndio, como no estado de Rondônia, atuam, com todo o tipo de arbitrariedades, usurpando os bens da coletividade e manchando as mão de sangue, para reprimir as lutas dos povos pela democratização da terra, pelo progresso social e intelectual.

 

15 de abril de 2010

Diretoria da ABRAPO

Associação Brasileira dos Advogados do Povo

 

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