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Massacre de Maio: 5 anos de impunidade

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Em São Paulo, na semana de 12 a 19 de maio de 2006 ocorreu o episódio que ficou conhecido como "crimes de maio". Naquela semana, 493 pessoas foram assassinadas – que constam entre mortas e desaparecidas, principalmente por agentes da repressão do Estado componentes de grupos de extermínio.

Foi uma suposta “resposta” aos ataques do Primeiro Comando da Capital - PCC de poucos dias antes, que atacou policiais, bancos e ônibus. Com o típico clamor do monopólio de imprensa e de setores reacionários da sociedade para que houvesse mais rigor no trato daqueles crimes, é claro, o que viria a seguir seria um banho de sangue sobre o povo pobre.

Naqueles dias São Paulo viveu o caos, com toques de recolher e toda sorte de abusos policiais. Grupos paramilitares compostos por policiais e a própria polícia, executaram centenas de pessoas “suspeitas”, claro, com a desculpa de sempre, os tais “autos de resistência” que dão aos policiais o poder de julgar “suspeita” uma pessoa e justificar as posteriores execuções sumárias.

A barbaridade policial é o cotidiano vivido pelos pobres nas favelas e periferias, é essa matança desenfreada que o monopólio da imprensa e filmes como “Tropa de Elite”, buscam legitimar e justificar. São os jovens, de 10 a 25 anos, que mais morrem em confrontos com a polícia em São Paulo, segundo os próprios relatórios de Ouvidoria da Polícia.

Com o assassinato de muitos jovens pobres inocentes nesse episódio, nasceu o Movimento Mães de Maio - em analogia às “Madres de la Plaza de Mayo¹” da Argentina - que lutam por justiça! Pois passados 5 anos, como de praxe nesse podre Estado, nenhum desses policiais bandidos foi punido, pelo contrário, muitos processos foram arquivados! Às Mães de Maio, às “Mães de Acari” e muitas outras mulheres do povo, que perdem seus filhos e companheiros com as ações truculentas e covardes dos agentes da repressão do Estado, nós dizemos em alto e bom som: a rebelião se justifica! A única coisa que pode garantir a justiça para os pobres é a derrubada violenta desse Estado genocida e a construção de uma Nova Democracia. Num futuro próximo, o povo há vingar os seus algozes!

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¹ Mães da Praça de Maio: são mulheres que se reúnem na Praça de Maio, Buenos Aires, para exigirem notícias de seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983).

 

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