A jornada de lutas pelo passe-livre e contra o aumento da passagem conseguiu barrar o reajuste por 2 meses. No entanto, como se era de esperar da Prefeitura do PT e dos empresários do transporte, o aumento absurdo foi decretado. Mas a resposta do povo foi contundente! Vamos aos últimos fatos.
As manifestações são das massas
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A primeira, no dia 15 de abril, foi organizada pelo DCE-UFG (PCB/PSTU/PSOL) que tiraram um ato as pressas para fazer frente aos estudantes independentes que já haviam articulado dois vigorosos atos. A manifestação saiu do Campus II da UFG com cerca de 200 estudantes, os quais deixaram o Campus da UFG com vários ônibus pichados com a inscrição: "Passe Livre Já".
Os pelegos que dirigem o DCE tentaram delatar os estudantes que escreveram nos ônibus, o que teve uma resposta do MEPR e do Comando de Luta pelo Passe-Livre, que desmascaram o oportunismo e pacifismo destes grupelhos.
Aliás, essa é uma velha prática dos oportunistas: todos os anos eles repetem esta vergonhosa atitude de delação de estudantes à polícia, mostrando claramente que estão ao lado do velho Estado e não dos estudantes.
A saída do Campus foi combativa como exige a luta. Com o “seqüestro” de 2 ônibus que iam até o Terminal Praça da Bíblia resultando em mais pichações, vidros de ônibus quebrados e a paralisação do Terminal. Isso é expressão da fúria das massas, que não suporta mais ser tratada com descaso e desrespeito em ônibus lotados até a tampa!
Depois os estudantes seqüestraram mais dois ônibus para o Centro da cidade onde a manifestação contra o aumento se juntou com outra manifestação, de estudantes da Universidade Estadual de Goiás, que lutam há anos contra o sucateamento da Universidade.
Deste modo a manifestação encerrou-se com muito vigor e solidariedade.
Contra o aumento e contra o oportunismo
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No dia 27 de abril o Comando de Luta organizou novo ato. O Comando de Luta foi muito vitorioso neste protesto, pois para realizá-lo teve de superar a sabotagem da medíocre e apodrecida UBES (PT/PCdoB) que passaram nos colégios mobilizados pelo Comando de Luta "desmarcando" a manifestação. Mesmo assim mais de uma centena de estudantes paralisaram as principais vias da cidade e queimaram um boneco representando os empresários, o prefeito Paulo Garcia (PT) e o governador Marconi Perillo (PSDB), queimando todos os bandidos e parasitas que sugam o sangue e suor do povo!
A luta mostra os dois caminhos do movimento estudantil
Depois dos vários protestos o aumento da tarifa que estava previsto para ocorrer no dia 01 de Abril não ocorreu. Os estudantes e trabalhadores goianienses barraram por 2 meses este aumento criminoso com muita luta, combatividade e disposição.
E toda a luta pelo passe-livre e contra o aumento demonstrou, mais uma vez, que só existem dois caminhos no movimento estudantil: o democrático-revolucionário, trilhado pelo Comando de Luta (composto pelo C.A. de Pedagogia e C.A. de Psicologia da UFG, Grêmio do IFG, MEPR e vários estudantes independentes, tanto universitários quanto secundaristas); e o burocrático-reformista, no qual se afundam a UNE/UBES, e os partidos eleitoreiros que compõem o DCE-UFG (PCB/PSTU/PSOL).
Durante toda a luta, o DCE-UFG se recusou a compor o Comando, se recusou a fazer a luta de verdade. Tentava esconder sua posição financiando panfletos, carro-de-som etc. (o que, convenhamos, é a obrigação de uma entidade diz representar os estudantes). Os oportunistas da UBES, descaradamente, para proteger o seu tão amado prefeito do PT, sabotava o tempo todo a luta.
Essas duas posições, do DCE-UFG e da UBES, que podem até se distinguir em aparência, em essência é a mesma coisa. E a prova cabal disso é o que aconteceu em seguida: em uma reunião de gabinete, UBES e DCE-UFG (PCB/PSTU/PSOL) fizeram um conchavo para organizar a “luta”.
Ou seja, aqueles que há vários anos têm atuado declaradamente como representantes do Governo no movimento estudantil e aqueles que o tem feito de forma dissimulada, se encontram.
Esse conchavo, longe de representar “unidade dos que lutam” (como tem defendido o novo velho movimento estudantil da ANEL, por exemplo), representa a unidade daqueles que dizem lutar com nada menos que...a Prefeitura! Afinal, é ou não é verdade que o PT e PCdoB, partidos que controlam a UBES, estão à frente da Prefeitura fascista de Goiânia?
No fim das contas, o que pretendem todos os representantes do caminho burocrático-reformista é promover seus respectivos partidos eleitoreiros às custas da luta das massas. Tentam fazer com que o povo não perceba a verdade. Tentam esconder que a vitória só pode ser fruto da organização independente de estudantes democráticos e combativos, assim como foi em Goiânia.
O anúncio do aumento desperta a ira das massas
Após a reunião de burocratas no dia 18 de maio, com os prefeitos e empresas da Região Metropolitana de Goiânia, o aumento foi aprovado para o dia 21 do mesmo mês. No entanto, durante a manifestações, estudantes e trabalhadores haviam levantando a seguinte palavra de ordem: “Se a passagem aumentar, o pau vai quebrar!”. E isso não foi esquecido pelo povo! A aprovação do aumento teve uma resposta imediata.
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No dia 19 as massas paralisaram o Terminal Novo Mundo, e o Terminal Padre Pelágio no dia 20. No protesto do dia 20, no Padre Pelágio, os trabalhadores quebraram onze ônibus e enfrentaram a truculência policial, que reprimiu a população com bombas de gás e balas de borracha. No ultimo dia 26, foi a vez do Terminal da Praça da Bíblia: nova paralisação e pelo menos mais 6 ônibus quebrados.
O povo não abaixa a cabeça para seus algozes. As ações das massas durante toda a jornada de lutas e nestes últimos dias é apenas o prelúdio do que está sendo gestado e que colocará fim a todas as catracas, tarifas e empresários.
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Vídeos:
Manifestação no Terminal Novo Mundo, 20/05:
Manifestação no Terminal Padre Pelágio, 20/05:
POR UM MELHOR TRANSPORTE PÚBLICO!
PASSE-LIVRE JÁ!
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