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Nem impeachment, nem reformas: façamos a Revolução!

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 O discurso fascista da extrema direita e o nocivo papel da falsa “esquerda” eleitoreira

 

salvadores da ptria

Nos últimos dias, as viúvas do regime militar fascista de 1964, se aproveitando do enorme desgaste político do PT após o seu fiasco nas eleições presidenciais e os escândalos de corrupção na Petrobrás, ensaiam um “grande movimento” pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT). Gritando, cínica e raivosamente, em defesa da “ética” e contra a “corrupção” se utilizam do mesmo discurso capenga dos petistas quando na oposição eleitoral ao governo federal de FHC/PSDB. Impulsionados pela ressuscitada oposição tucana, a malta de viúvas do regime militar fascista encabeçada por figuras execráveis como o deputado federal Jair Bolsonaro e o decadente cantor/compositor Lobão, convocam “gigantescas” mobilizações nacionais para o próximo dia 15 de março. De forma semelhante como o fizeram, sob outras condições menos favoráveis, é evidente, a exatos um ano, no dia 22 de março de 2014, em sua tragicômica tentativa de reeditar a famigerada “Marcha de Deus com a família pela liberdade”. Na ocasião, tais caricaturescas “marchas” não lograram reunir quórum para considerar-se sequer “piqueniques” (sic!).

 

Embalado pela frágil e falsa comoção criada pelos gritos histéricos da extrema direita, o oportunismo eleitoreiro encabeçado pelo PT no gerenciamento do velho Estado não tardou a incrementar o discurso do “golpe da direita”, defendendo a necessidade urgente de uma “reforma política” que amplie a “participação popular e limite o poder dos setores ‘conservadores’ no Congresso”. Este discurso já vinha sendo ensaiado desde a eclosão das grandes jornadas de junho/julho de 2013, nas frustradas tentativas dos oportunistas em canalizar a rebelião popular para uma saída institucional. Coube aos seus movimentos estudantis institucionalizados, à UJS (pecedobê) e ao seu irmão caçula Levante Popular da Juventude (PT), nascidos do mesmo ventre putrefato da governista UNE, os papéis de protagonistas na regravação desta antiquada cantilena oportunista da necessidade de uma urgente “reforma política” contra o risco eminente de um “golpe de direita”.

 

 

 

Os dirigentes do Levante Popular da Juventude (PT) tomaram a frente da campanha governista pela “reforma política” e de defesa do gerenciamento petista. O plebiscito sobre a “Constituinte” convocado por eles no ano passado, poucos dias antes das eleições presidenciais, tinha o claro intuito de ser um instrumento eleitoral da candidatura à reeleição de Dilma Rousseff (PT) para a presidência. Os seus dirigentes foram obrigados a assumir a defesa aberta e ativa do governo, uma vez que a pelegada da UJS (pecedobê) ficara muito queimada depois dos protestos populares de junho/julho de 2013 e por sua defesa deslavada da farra da Fifa.

 

De petistas enrustidos, os dirigentes do Levante passaram à condição dos mais radicais “dilmistas”, jogando por terra a máscara de “movimento independente” surgido dos “escrachos” contra os torturadores do regime militar, recentemente (re)anistiados pela “Comissão da Verdade” de sua presidenta Dilma Rousseff (PT). A “menção honrosa” concedida pelo governo federal ao Levante em homenagem a sua defesa dos “direitos humanos”, recebida diretamente das mãos da ratazana delatora Dilma Rousseff (PT) no final de 2012, já era um claro indício da relação amorosa entre a direção deste movimento e o governo, logo quando de seu surgimento. Relação esta que torna cada vez mais evidente ser o “projeto popular” dos governistas, o próprio projeto político “neoliberal” de Dilma Rousseff (PT) e o seu “poder popular”, o poder do povo de ir às urnas votar em seus candidatos.

                               

O fato do discurso governista da “união da esquerda” contra um possível “golpe da direita” ter sido encampado, direta ou indiretamente, pelo oportunismo na oposição oficial ao gerenciamento de turno, como PSOL/PSTU, PCB, PCR, entre outros, não é de surpreender. São todos reformistas, criados na mesma escola de renegados da luta popular revolucionária, adeptos incontestes do cretinismo parlamentar, em suas diversas, mas não essencialmente diferentes, vertentes. Somente por meio de um discurso tão tacanho, poderiam encontrar argumentos para justificar perante suas bases mais combativas seus posicionamentos centristas de “apoio crítico” e de “morde e assopra” com o governo/governistas. Não é sem motivo que também tacham a juventude combatente como direita. Somente assim, poderiam explicar o porquê as massas, durante as grandes jornadas de luta de junho/julho de 2013, passaram por cima de suas propostas conciliatórias, sendo, não poucas vezes, expulsos amedrontados dos protestos pela revolta popular com suas bandeiras eleitoreiras (vermelhas na forma e amarelas no seu conteúdo) arriadas e entre as pernas.

 

O natimorto impeachment dos “Galinhas Verdes”

 

Sem se darem conta, em sua estupidez política, as viúvas do regime militar fascista de 1964 não fazem mais do que jogar água no moinho da falsa “esquerda” reformista, revisionista e eleitoreira no gerenciamento do velho Estado. Nada melhor do que sandices golpistas de uma “extrema direita” descolada e sem bases organizadas entre as massas, para incrementar o discurso hipócrita e fascista da defesa das “instituições democráticas” e para justificar as medidas antipovo de corte de direitos trabalhistas e de verbas nos serviços básicos ao povo, tomadas pela presidenta Dilma “coração valente”. Criando condições para que o gerenciamento oportunista de Dilma Rousseff (PT), por meio de seus “movimentos sociais” chapa branca, possam afirmar, para suas bases corporativizadas e para enganar incautos, que o seu governo passa por um momento difícil e, acuada pelos setores de “direita” e pela necessidade de manter a sua “governabilidade” no Congresso, a presidenta é obrigada a “fazer concessões”.   

 

Se bem que seja verdade o fato do gerenciamento Dilma Rousseff (PT) estar longe de contar com o apoio popular de que afirmam seus marqueteiros (como ficou evidente em sua pífia vitória eleitoral no final do ano passado contra o playboy Aécio Neves (PSDB) e o maior boicote eleitoral já ocorrido no país), seu governo possui maior “popularidade” do que os gorilas de pijama e, o que é mais importante, continua sendo a melhor opção para o domínio semicolonial do imperialismo, principalmente ianque. Os mais poderosos grupos de poder representantes dos interesses do capital monopolista estrangeiro, nacional e do latifúndio de velho e novo tipo (agronegócio) possuem poder de voz e voto dentro do gerenciamento de turno, estando devidamente representados não apenas no Congresso, mas no próprio Executivo à frente dos principais ministérios. Os representantes destes grupos de poder não seriam estúpidos o bastante para, num momento em que o sistema imperialista mundial e o capitalismo burocrático no país enfrentam graves crises, arriscar suas fabulosas margens de lucros abrindo mão de um governo que somente nestes últimos dois meses já lhes deu provas de sobra de sua subserviência, por uma mudança abrupta que pudesse vir a abalar o seu já combalido sistema de governo. Aí vale a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe!”. Por qual motivo as classes dominantes reacionárias se arriscariam?  Só mesmo o ódio raivofóbico das viúvas do regime militar fascista poderia os fazer enxergar em tal governo qualquer traço, por menor que seja, de “esquerda” e “comunismo”.

 

Não dá mais para esconder a crise

 

rio niteri

 

O discurso cometido pela presidenta Dilma Rousseff (PT) no último dia 08 de março, sob o pretexto de homenagear as mulheres brasileiras, é a confissão de mais crimes premeditados pelo gerenciamento oportunista de PT/PMDB/PSB/pecedobê contra os já pisoteados direitos do povo. Anuncia-se, travestido de um “ajuste fiscal” destinado a assegurar a “estabilidade econômica” e a continuidade do “crescimento” da economia nacional, todo um pacotão de medidas impostas pelo FMI/Banco Mundial de cortes de verbas nos serviços públicos essências às classes trabalhadoras, de direitos trabalhistas e previdenciários, aumento da já insuportável carga tributária sobre o povo e o crescimento galopante da inflação.

 

Se num primeiro momento, durante o gerenciamento de Luiz Inácio, este afirmava ser a economia brasileira inabalável aos reflexos da crise econômica do sistema imperialista mundial, não passando esta de uma “marolinha” no país, durante o discurso cometido pela gerentona Dilma Rousseff (PT) no último dia 08 de março, seria esta mesma crise econômica do sistema imperialista mundial, somada à crise de abastecimento resultante da severa estiagem no último período, as causas fundamentais pela crise “passageira” por que passa o país. A aparente contradição nos discursos dos diferentes gerentes representa o malabarismo discursivo do gerenciamento oportunista, visando encobrir e mistificar a realidade de permanente e estrutural crise econômica, política e social do capitalismo burocrático no país, dada a sua condição semicolonial e semifeudal e agravada pelo aprofundamento da crise do sistema imperialista mundial.

 

Neste sentido, o escândalo de corrupção na Petrobrás, que há muito deixou de ser estatal e que, de fato, nunca serviu aos interesses do povo, representa tão somente a publicização da encarniçada disputa entre as diferentes frações e grupos de poder do Partido Único das classes dominantes, em seu desespero por se safarem com os bolsos cheios de um navio chamado “Estado Democrático de Direito” que começa, visivelmente, a se afundar. Na realidade, a canalha petista sempre teve consciência dos limites do mecanismo por eles utilizado para adiar o agravamento da crise, de olho grande na disputa eleitoral: 1) o endividamento sem precedentes da população por meio da liberação em larga escala na economia brasileira de créditos provenientes de capitais monopolistas estrangeiros, liberados pelos cofres dos países imperialistas aos bancos durante a crise de 2008 e que foram atraídos desde o estrangeiro ao país pela maior taxa de juros do mundo e 2) a renúncia fiscal por meio da redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para automóveis e produtos eletrodomésticos da chamada linha branca, tudo visando o “aquecimento da economia”. 

 

O velho conto do “Golpe da Direita”

 

O gerenciamento da frente oportunista e eleitoreira de Dilma Rousseff (PT/PMDB/PSB/pecedobê) cumpre à risca toda a política econômica e social ditada pelo imperialismo (da qual suas bolsas esmolas e sua mentirosa “distribuição de renda” são parte). Ainda assim, o mesmo se dá ao direito de se arvorar como o único e legítimo representante da “esquerda” no país, impondo aos seus críticos e adversários a pecha de “direita”, os acusando de mentores ou, no mínimo, colaboradores de um suposto “golpe da direita”, ao contribuírem com a “desestabilização” de um governo supostamente “progressista”.  

 

Mas, justiça seja feita! Não é mérito do PT, de seu Levante Popular da Juventude ou da UJS (pecedobê) a autoria da velha ladainha sobre a necessidade de se “unir a esquerda” contra o golpe de uma suposta “direita”. Todos repetem, sabendo ou não disso, velhos discursos baseados em falsas teorias tiradas do arcabouço do revisionismo moderno de Nikita Kruchov, elaborados no período posterior à morte do grande camarada Stálin, quando a camarilha revisionista soviética logrou tomar de assalto à direção do PCUS, restaurando o capitalismo na URSS. No Brasil, a nefasta “Declaração de março de 1958”, com suas teses revisionistas sobre a "democratização do Estado burguês"  marcadamente influenciadas pelo revisionismo moderno soviético, serviu como base para que Luís Carlos Prestes, então à frente do PCB, advogasse a existência de um “governo em disputa” formado por um campo conservador e reacionário e outro progressista, acusando de aventureirismo e de favorecer à direita aqueles que defendiam o caminho da derrubada revolucionária da velha ordem, afirmando estes fazerem coro com tal campo conservador, fornecendo justificativas políticas para a deflagração de um golpe de Estado. Para os revisionistas/kruchovistas na direção do PCB, os comunistas, revolucionários e democratas deveriam apoiar tal suposto campo progressista, entregando, na prática, a direção política da revolução nas mãos da fração burocrática da grande burguesia.

 

 O mesmíssimo discurso, ensalsado por invencionices pós-modernas, é utilizado pelos governistas da UJS (pecedobê) e do Levante Popular da Juventude (PT) e seus amiguinhos da falsa “esquerda” eleitoreira na oposição oficial ao gerenciamento de turno, quando criminalizam a juventude combatente reproduzindo o discurso da arquireacionaria Rede Globo, ao afirmarem que os “vândalos infiltrados” ou os “black blocks” estão a serviço ou “são pagos” pelos tucanos (PSDB). Quando dizem ter tido as mobilizações populares de junho/julho de 2013 o caráter de uma “classe média” insatisfeita com a “distribuição de renda” implementada pelo governo petista (bolsa família?!), ou ainda quando dão a entender que as mobilizações contra o seu governo são o resultado de uma maquinação operada pela “imprensa golpista”.

 

Os governistas parecem mesmo acreditar nas fantasias inventadas pelos seus milionários marqueteiros a soldo do Planalto sobre a “estabilidade econômica” de um “país sem miséria” e em pleno “desenvolvimento sustentável”. E, acreditando ter sido o seu gerenciamento tão bom para o povo nos últimos doze anos, sentem-se injustiçados e não podem enxergar os motivos que levam as massas populares a se levantarem espontaneamente, sem que haja uma força política golpista operando e dando as cartas por detrás dos bastidores. Na prática, os governistas e seus aliados fora do governo, questionam a legitimidade dos protestos populares, pintando as grandes jornadas de lutas de junho/julho de 2013 e os persistentes protestos populares, como o dos caminhoneiros no início deste ano, como parte de um engendro do “campo conservador e reacionário” representado politicamente pelo PSDB contra o “campo progressista” representado pelo PT (ou parte dele).

 

Beira ao ridículo, o exagero proposital dos setores governistas no movimento estudantil, representados pela UJS (pecedobê) e pelo Levante Popular da Juventude (PT), quanto ao alcance do natimorto discurso (movimento?) pelo impeachment da gerentona Dilma Rousseff (PT). Culpem-se a si mesmos! São os petistas e seus aliados revisionistas do pecedobê os maiores responsáveis pela ira dos seus falsos inimigos da extrema direita, uma vez que, para enganar suas bases corporativizadas e iludir incautos, se pintam com um verniz de “esquerda” utilizando do passado de uns tantos quantos guerrilheiros arrependidos, delatores e renegados da luta contra o regime militar de 1964 ainda presentes em suas hostes, além de diversionismos diplomáticos com Cuba e Venezuela, no objetivo de angariar simpatia entre o povo e a juventude. O principal responsável pela gritaria da extrema direita empedernida e das viúvas de quartel é o próprio gerenciamento petista, que busca incansavelmente passar como sendo de “esquerda” políticas não apenas semelhantes, mas, essencialmente, idênticas, às aplicadas pelos tucanos do PSDB e por todos os gerenciamentos que os antecederam.

 

“Escândalos” de corrupção na Petrobrás escancaram o caráter de classe do velho Estado

 

A divulgação da lista de dezenas de nomes pelo Supremo Tribunal Federal para abertura de inquéritos e investigações sobre a participação nos esquemas de corrupção na Petrobrás é mais uma comprovação de que as diferentes legendas do Partido Único das classes dominantes são farinha do mesmo saco. Compõe a escusa lista figuras do PMDB, principal partido da base aliada do PT, como o atual presidente do Senado Renan Calheiros - PMDB/AL, o presidente da Câmara deputado federal Eduardo Cunha – PMDB/RJ e o senador Edson Lobão - PMDB/MA (ministro das Minas e Energia durante o governo de Luiz Inácio e de todo o primeiro mandato de Rousseff). E membros do PT que exerceram ou exercem funções de destaque no governo Dilma como a senadora Gleisi Hoffmann - PT/PR (ex-ministra da Casa Civil de Dilma e o ex-ministro da fazenda de Luiz Inácio da Silva, Antônio Palocci). Além do importante “líder” do PSDB em Minas Gerais, o ex-governador e atual senador Antônio Anastasia.

 

Mas, contrariando as expectativas dos tucanos e dos gorilas de pijama, o desgaste político do PT, agravado pela deflagração da Operação Lava Jato, não representará uma vitória política estratégica para o PSDB ou para qualquer outra legenda ou grupo político da direita tradicional, por mais que tenda a lhes render “triunfos” eleitorais num primeiro momento. Os sucessivos escândalos de corrupção levam, inevitavelmente, ao desmascaramento não apenas do PT, mas de todas as legendas do Partido Único das classes dominantes e do seu sistema eleitoral farsante, como ficou comprovado pelo maior boicote na história do país registrado durante as últimas eleições presidenciais. Assim como deixam ainda mais evidente toda a hipocrisia do judiciário, sempre extremamente rápido para criminalizar as lutas e os protestos populares, mas muito “prudente” quando se trata de averiguar e punir os responsáveis pelos gravíssimos crimes cometidos pelos bandidos engravatados no parlamento burguês.

 

E o que é mais importante, com o aprofundamento da crise econômica, política e social do capitalismo burocrático no país, as sucessivas e escandalosas notícias sobre a entrega do patrimônio nacional aos monopólios estrangeiros e a roubalheira generalizada do erário público, respaldam o entendimento por parte de setores cada vez mais amplos do povo sobre a necessidade da luta independente, combativa e revolucionária contra todo o podre sistema de poder das classes dominantes reacionárias, expresso na existência do velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo, principalmente norte americano.

 

O discurso contra a “corrupção” é parte das disputas entre as frações da grande burguesia e o latifúndio no gerenciamento do velho Estado

 

É emblemática a união das diferentes frações do Partido Único das classes dominantes no último capítulo da novela  LAVAJATO, contando com a presença ilustre de figuras como Fernando Collor de Melo - PTB/AL (ele mesmo!) e Roseana Sarney - PMDB/AL (filha da múmia Sarney). Essa é mais uma demonstração de que a corrupção é inerente ao capitalismo de uma forma geral e ao capitalismo burocrático imperante no país, em especial. A essência do velho Estado brasileiro é corrupta e podre, o velho Estado brasileiro é um instrumento nas mãos do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio para reprimir, dominar e explorar as classes populares, garantir e assegurar os interesses do imperialismo, principalmente norte americano e de suas classes dominantes lacaias. 

 

Os chamados “escândalos de corrupção” são mecanismos utilizados pelos grupos de poder, abrigados nas diferentes legendas partidárias, para desgastar politicamente seus adversários na disputa por se apoderarem do controle do aparato burocrático do velho Estado. A corrupção em si e a sua exploração política são parte do modo operante dos diversos grupos de poder que representam os interesses políticos das frações burocrática e compradora da grande burguesia e o latifúndio, serviçais do imperialismo, em suas contendas por assegurarem seus fabulosos lucros. Portanto, todo este velho Estado e o seu sistema de governo, denominado hipocritamente de “democracia representativa”, é corrupto dos pés à cabeça.

 

É um exagero afirmar que o PT é o partido mais corrupto na história do país, mas se pode afirmar, sem medo de errar, que os petistas não deixam nada a desejar aos seus correligionários dentre as legendas do Partido Único das classes dominantes. Neste aspecto, a diferença essencial entre o gerenciamento petista e seus antecessores é o fato deste ter acirrado as disputas entre as diferentes frações e grupos de poder no gerenciamento do velho Estado, ao trazer todos para dentro de seu governo. É justamente o seu esforço por conjurar a crise política do sistema, através da frustrada tentativa de conciliar os diversos interesses destes grupos e frações das classes dominantes, o que faz de seu gerenciamento palco das mais renhidas disputas.

 

O monopólio da imprensa, por estar intrinsecamente ligado ao Estado e aos diferentes grupos de poder que o gerenciam, é utilizado como uma arma nestas disputas, tomando parte quando lhes convêm e, principalmente, buscando impor a falsa idéia de ser a corrupção a causa dos problemas sociais no país, quando esta não é mais do que expressão das disputas entre os políticos pelas migalhas que caem da mesa do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio de velho e novo tipo (agronegócio). O monopólio da imprensa, encabeçado pela Rede Globo, encobre, desta maneira, os maiores crimes contra a economia e a soberania nacional impostos pela dominação semicolonial do imperialismo principalmente norte americano no país, como a crescente desindustrialização da economia nacional, a manutenção da mais alta taxa de juros do mundo, o favorecimento ao latifúndio/agronegócio com o agravamento da brutal concentração fundiária e a utilização da maior parte das terras agricultáveis de nosso território para a produção de bens primários voltados à exportação (commodities) e a criminosa entrega de nossas riquezas naturais e minerais aos monopólios estrangeiros. 

 

Preparar a Greve Geral contra os ataques, corte de verbas e direitos do gerenciamento Dilma Rousseff (PT)/Banco Mundial!

 

Em franca bancarrota, atolado até o pescoço no lamaçal da corrupção e tendo de enfrentar uma crise econômica real que, bem ou mal, havia conseguido adiar em seus cálculos eleitorais, o gerenciamento oportunista seguirá utilizando de seus “movimentos sociais” institucionalizados e domesticados na manobra política fascista e pouco original de se criar um “inimigo interno”. Assim, continuará buscando desesperadamente potencializar a falsa polarização entre “direita” e “esquerda”, fomentando um permanente clima de disputa eleitoral, amedrontando e chantageando as massas, para se apresentarem como salvadores da pátria com sua cosmética “reforma política”.

 

Mas, se nas últimas eleições presidenciais tudo o que conseguiram foi ressuscitar a múmia PSDB e uma vitória eleitoral medíocre, para os próximos dias e meses não terão o que comemorar. O agravamento da crise é visível e inevitável. O governo oportunista não tem nada a oferecer ao povo, senão mais fantasias e repressão. Nas escolas e universidades se gestam grandes e contundentes mobilizações contra os cortes de verbas. Greves e protestos populares contra os cortes de direitos, o aumento dos impostos e a carestia de vida são permanentes. No campo, as tomadas de terra e as mobilizações prosseguem, mesmo enfrentando a mais cruenta repressão e criminalização. A realidade se impõe e com ela a necessidade de aumentar a organização e o poder de resistência do protesto popular, levantando alto a bandeira da Greve Geral por tempo indeterminado.

 

O caminho é a Revolução!

 

A história da humanidade, de uma forma geral, e da sociedade brasileira, em particular, comprova não ser possível ao povo realizar qualquer transformação social que sirva aos seus interesses de classe por meio de reformas ou de saídas institucionais. Propor impeachments, reformas políticas ou qualquer ação neste sentido, numa situação como a que tem chegado o país, é o mesmo que salgar carne podre. A Constituinte de 1988, com os seus direitos fundamentais e universais nunca assegurados aos trabalhadores, está aí para comprovar a falência do caminho burocrático reformista. O que se alterou, fundamentalmente, para atender aos interesses populares desde o impeachment de Collor? Quando muito, mudam-se os gerentes, muitas vezes, substituídos por seus filhos ou netos. Toda a política econômica e social segue a mesma e a participação popular se restringe, na prática, às eleições farsantes e corruptas.  

 

É completamente falsa a idéia de que vivemos em uma democracia e a resposta violenta dos diferentes governos às manifestações populares desde junho/julho de 2013 demonstram que a tendência é o velho Estado incrementar ainda mais a repressão policial fascista e os ataques aos direitos democráticos à livre reunião, manifestação e expressão, ampliando as perseguições e prisões políticas contra o povo de uma forma geral e, particularmente, contra os movimentos e organizações independentes, combativas e revolucionárias.

 

Cabe a juventude combatente, a todos os sinceros e convictos patriotas e revolucionários, levantar ainda mais alto a bandeira de que REBELAR-SE É JUSTO! Opondo às falsas saídas da extrema direita e da falsa “esquerda” eleitoreira o caminho da Revolução Democrática ininterrupta ao Socialismo, pela destruição das três montanhas que pesam sob os ombros de nosso povo: o latifúndio, o capitalismo burocrático e o imperialismo, apoiando e defendendo a Revolução Agrária, pela destruição do latifúndio (classe reacionária anacrônica e principal sustentáculo da dominação semicolonial no país) e a distribuição de todas as terras para quem nela trabalha!  

 

 

Impeachment NÃO! Revolução, SIM! Reforma Política, NÃO! Revolução SIM!

 

Preparar a Greve Geral contra os corte de verbas

e direitos do gerenciamento Dilma Rousseff (PT)/Banco Mundial!

 

Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária!

 

Nem esquecimento, nem perdão, nem reconciliação:

punição para os criminosos do regime militar!

 

Liberdade imediata de Igor Mendes, Caio Silva, Fábio Raposo

e todos os presos políticos da cidade e do campo!

 

 

REBELAR-SE É JUSTO!

 

 

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