Companheiro Aroldo
Exemplo de combatividade e dedicação à causa dos oprimidos!

No dia 11 de julho sofremos uma grande perda com o falecimento do nosso companheiro de lutas, Aroldo Almeida de Souza. Este bravo e dedicado companheiro tinha 60 anos de idade e faleceu no Hospital Vera Cruz devido a problemas cardíacos.

Nascido em 21 de junho de 1945, na cidade de Sete Lagoas, o companheiro Aroldo foi caminhoneiro e motorista do transporte coletivo urbano. Em seus 26 anos de profissão, percorreu o Brasil de norte a sul, o que o tornou profundo conhecedor da realidade de nosso país e das injustiças sofridas pelos trabalhadores. Destacava-se pela simplicidade e inteligência; sua incessante busca do conhecimento e incontida indignação contra a miséria, a exploração e opressão que pesam sobre o nosso povo e contra a subjugação de nosso país. Sempre lançava libelos em favor da ciência e contra a ignorância e alienação imposta pelo clericalismo.

Ativo participante da luta sindical dos trabalhadores rodoviários foi eleito em 1999 diretor do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte. Foi também um destacado militante da Liga Operária. O companheiro Aroldo destacava-se pela atuação firme, combativa, persistente e dedicada. A grave enfermidade que o acometia, há mais de dez anos, jamais o abatia. Ele não arredava pé das batalhas mais difíceis, das panfletagens e piquetes nas frias madrugadas e quase sempre tínhamos de lhe chamar a atenção para que cuidasse de sua saúde e não se expusesse tanto a essas situações. Ele sempre nos respondia: “Quando tive a primeira crise o médico me deu apenas mais 6 meses de vida; o que me mantêm vivo é essa nossa luta”.

Como um autêntico combatente proletário o companheiro Aroldo sempre respondia presente aos chamados da classe: apoiou com dedicação a luta dos camponeses pobres, dos estudantes revolucionários, dos lutadores por moradia, dos professores e demais lutas. Veemente na condenação da farsa eleitoral defendia a revolução agrária como caminho em nosso país para construção de uma verdadeira e nova democracia. Antiimperialista convicto, condenava com vigor todas agressões aos povos do mundo e saudava com entusiasmo cada golpe desferido pela resistência dos povos, particularmente da heróica resistência iraquiana.

Cumpria cada tarefa, das mais simples as mais complexas, com a mesma dedicação e seriedade. Não se queixava de nada; não lamentava suas limitações físicas e sempre transbordava entusiasmo e otimismo em relação às nossas lutas e ao futuro grandioso da causa de nossa classe.

Sua última batalha foi a participação na eleição de delegado sindical da empresa em que trabalhou até a aposentadoria, a Coletur, onde o companheiro teve importante papel na derrota do oportunismo. Muito emocionado, ao final do dia ele se sentiu mal e teve que ser hospitalizado. Mesmo no CTI - Centro de Tratamento Intensivo - perguntava como estava a luta e o processo das eleições do Sindicato. Na madrugada do dia 11, o seu combalido coração parou de bater.

Sua vida de trabalho e sua dedicação às lutas da classe são um chamado a que continuemos o seu combate.

Mensagem de solidariedade da JND - Juventude de Nova Democracia (Turquia)

Mensagem de solidariedade da Frente Revolucionario del Pueblo (Bolívia)

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