No
ano em que celebramos dez anos de rompimento com o oportunismo
eleitoreiro de Une/Ubes, realizaremos nossa IV Assembléia
Nacional dos Estudantes do Povo, sob a consigna de “Defender
com unhas e dentes a educação pública e
gratuita”, impulsionando a construção em
todo o país do Movimento Estudantil Popular Revolucionário.
Naquele ano de 1995, durante o XXX Congresso da Ubes em Goiânia,
tomamos uma importante decisão: retomar o caminho revolucionário
no movimento estudantil. Dava-se início à construção
do novo movimento estudantil de caráter popular e revolucionário,
se temperando na luta por escolas e universidades que sirvam
ao povo, em defesa da Revolução Agrária
e da luta antiimperialista de todos os povos oprimidos.
Na certeza de que o movimento estudantil só pode cumprir
seu papel histórico de ser “reserva e vanguarda
de choque da revo-lução” se está
ligado com as massas de operários e campone-ses na luta
por uma nova e verdadeira democracia, o MEPR se soma às
demais organizações populares classistas na defesa
dos direitos do povo.
Cumprindo o papel de ser vanguarda de choque, jogamos um papel
importante na luta pelo desenvolvimento do novo movimento estudantil,
organizando e participamos de importantes lutas populares e
estudantis, imprimindo o espírito classista da prática
combativa e sem vacilações da juventude revolucionária.
Defender
com unhas e dentes a educação pública e
gratuita dos ataques governistas
Com
sua contra-reforma universitária, o que o governo está
promovendo é um verdadeiro crime contra a educação
brasileira. Passaram o conteúdo da contra-reforma universitária
no roldão das Medidas Provisórias e agora querem
regulamentar a privatização com um projeto de
lei, jogando migalhas para tentar nos confundir. Privatizam
nossa universidade e acabam com a lista tríplice. Entopem
de dinheiro as burras dos tubarões de ensino e agora
falam em regulamentar o ensino privado. A Une chama isto de
“vitória histórica” e o ministro Tarso
Genro fala que isto é uma “reforma republicana”,
de fato uma república bananeira, uma caricatura grotesca
de república democrática com a qual sonham o ministro
e seus moleques mega-pelegos. O que buscam com este anteprojeto
é culminar o projeto iniciado pelos milicos da década
de 60 no intuito de impor o modelo tecnicista de universidade
norte-americana. Querem transformar os estudantes e professores
cientistas em escravos dos monopólios ianques dentro
de nossas próprias universidades, e isso não permitiremos.
O que estamos assistindo é um ataque sistemático
aos direitos do povo. As escolas estão literalmente caindo
aos pedaços, faltam professores e não há
verbas para sequer mantê-las funcionando. A educação
básica se encontra em um verdadeiro caos, vigoram projetos
como a “Aprovação Automática”,
“Seriação por idade” e outros tão
criminosos quanto. O resultado é que mais de 60% das
crianças se formam na 8ª série sem saber
sequer ler e escrever. O que importa para esses sucessivos governos
da burguesia e do latifúndio é que nossas crianças
sejam meros índices de estatísticas, para que
nosso país não esteja no primeiro lugar no ranking
das populações analfabetas e ponto.
O governo da traição de Luiz Inácio prometeu
ao povo brasileiro investir na educação, uma vida
mais digna, e só o que tem dado é repressão,
miséria, arrocho salarial, desemprego e fome. Impõe
as contra-reformas encomendadas pelo FMI na tentativa de dar
sobrevida a esse podre Estado brasileiro de grandes burgueses
e latifundiários, serviçais do imperialismo. Aplica
políticas que aprofundam a exploração e
a sangria da pátria, como a “reforma” da
previdência, que retirou direitos dos aposentados. Já
anunciaram as reformas trabalhista e sindical. Todas elas com
um mesmo intuito, o de arrancar, na base da intervenção
direta nos movimentos populares e da repressão sistemática
contra os pobres, direitos historicamente conquistados. A “reforma”
sindical servirá para preparar o terreno para a “reforma”
trabalhista, desmantelando os sindicatos classistas e combativos
e fortalecendo as centrais pelegas e governistas, na tentativa
de controlar o movimento de massas. A trabalhista virá
para retirar direitos como 13º salário, férias,
etc. A gerência de Luiz Inácio se esmera em aprovar
as “reformas” que FHC não deu conta, inclusive
por causa da oposição do PT. São tarefas
no objetivo de nova reestruturação do velho Estado
para eternizá-lo.
O governo fraudulento do gerente Luiz Inácio é
a comprovação cabal de que nenhuma mudança
profunda acontecerá no nosso país pela via das
eleições podres e corruptas. Todo o circo eleitoral
não passa de uma grande farsa, que serve para dar fachada
de democracia e modernidade para esse Estado brasileiro das
oligarquias rurais, dominado pela grande burguesia em aliança
com o latifúndio e a serviço do imperialismo,
principalmente ianque. A mudança na vida do povo brasileiro
só é possível através da via da
destruição cabal deste reacionário Estado
brasileiro através da revolução democrática,
agrária, antifeudal e antiimperialista, ininterrupta
ao socialismo.
A batalha no campo da educação se dá entre
estudantes, professores e funcionários progressistas
versus o Estado brasileiro reacionário e os oportunistas,
pelo controle das escolas e universidades. Os estudantes revolucionários
lutam para que a educação sirva à luta
de libertação do nosso povo e da nação
brasileira. Confronto que opõe radicalmente dois campos
em nosso país: o novo movimento estudantil popular revolucionário
e o velho movimento estudantil burguês de Une/Ubes, que
defende este governo vende-pátria e pró-imperialista
que aí está.
Por mais mentiras que os oportunistas de plantão escarrem
nos nossos ouvidos, não é possível calar
a rebeldia estudantil. A resistência estudantil se impõe
num processo crescente e anuncia novos tempos. Crescem as lutas
combativas e independentes por todo o país e o Movimento
Estudantil Popular Revolucionário assume um papel de
destaque.
Desde 1995, temos organizado o boicote às taxas dentro
das escolas e universidades como meio concreto de barrarmos
a privatização da educação; companheiros
nossos já foram expulsos da UFMG e da UFPE e mesmo toda
a repressão não deteve a luta, que se expandiu;
hoje organizamos o boicote em todas as regiões do país.
Organizamos as Jornadas de Lutas pelo Passe Livre estudantil
em 1999/2000 em Belo Horizonte, numa campanha de 3 manifestações
diárias por regiões da cidade, que culminou numa
manifestação de 5 mil estudantes. Desde então,
já ocupamos a prefeitura e enfrentamos seguranças
e policiais para exigir o passe e temos persistido no caminho
da mobilização e organização, pois
entendemos que somente os estudantes organizados podem conquistar
seus direitos pisoteados.
Na luta contra a “reforma” universitária
do
governo Lula/Banco Mundial, estivemos presentes na organização
da primeira manifestação realizada em Curitiba
e, desde então, temos denunciado sistematicamente o conteúdo
imperialista e privatista desta contra-reforma e organizado
a luta por barrar sua implementação nas universidades
onde atuamos. Conjugando o trabalho de propaganda com o trabalho
de organização das lutas reivindicativas, temos
imposto derrotas importantes ao governo, como o fim das taxas
em algumas faculdades.
Nos 10 anos de sua existência, o MEPR nunca deixou de
lutar decididamente em defesa dos direitos dos estudantes e
da educação, nunca entregou a luta e nem se vendeu
por cargos e dinheiro, como fazem freqüentemente os “militantes”
do velho e apodrecido movimento estudantil burguês de
Une/Ubes. Nossos companheiros são estudantes comprometidos
com a luta e com os interesses de classe dos oprimidos e isso
temos demonstrado na prática.
Pela
revolução agrária, base de uma verdadeira
democracia e independência nacional!
A
gerência Lula-FMI não só mantém mas
aprofunda a submissão do país aos interesses dos
monopólios, do imperialismo. Aumento das taxas de juros,
corte radical dos recursos para educação e saúde
públicas, aumento de impostos sobre os assalariados e
as pequenas e médias empresas, tudo por garantir a remessa
de centenas de bilhões de reais, a cada ano, para os
banqueiros internacionais.
O ufanismo do governo com o superávit na balança
comercial nada mais é que a confirmação
de que para os oportunistas o Brasil continua como uma mera
colônia espoliada em suas riquezas e seus trabalhadores
submetidos a uma cruel exploração para abarrotar
o mercado mundial de produtos agrícolas, semimanufaturados
e minérios, no estrito interesse do imperialismo.
Agronegócio, nova nomenclatura para encobrir e justificar
o monopólio e concentração da propriedade
da terra. A monocultura para exportação degrada
nosso solo, contamina e dilapida nossas águas e empobrece
o país. O sistema latifundiário é por isto
base fundamental da dominação imperialista no
país. É contra ele que se levantam as massas camponesas.
Goiânia, Passira, Quipapá e Pará, os conflitos
pela terra sacodem todo o Brasil. Em Goiânia, a polícia
assassinou dois operários, numa covarde ação
de desocupação de um terreno abandonado. Era o
Acampamento Sonho Real, onde 4 mil famílias viviam há
nove meses e mais de 2 mil casas de alvenaria já haviam
sido construídas. No Pará, a morte de uma religiosa
norte-americana fez retornar para os telejornais as notícias
do permanente estado de conflito que vive esta região
do país. Em Pernambuco, na cidade de Passira, no dia
17 de dezembro, dois líderes camponeses foram assassinados
por pistoleiros a mando do latifúndio. No dia do velório,
o cortejo fúnebre se transformou em colunas rebeldes
e os camponeses invadiram a fazenda do latifundiário
e destruíram totalmente a sede da fazenda, terminando
por incendiar o que havia restado. Em Quipapá, cidade
do agreste pernambucano, uma patrulha do serviço secreto
da policia militar invadiu, atirando, o Assentamento Bananeiras
perseguindo uma liderança. Os camponeses reagiram, mataram
um policial e tomaram suas armas! É a justa rebelião
das massas em resposta ao ataque do Estado reacionário
da grande burguesia e do latifúndio.
A política dos reacionários do governo Lula-FMI
é enviar o exército e a polícia federal
para as áreas conflagradas! Isto é, mais violência
e controle para cima do povo. Junto com a repressão direta
ao movimento camponês, o governo federal envia a Ouvidoria
Agrária, que, sob a máscara de intermediar os
conflitos agrários, tem aplicado a política do
latifúndio. É a criminalização da
luta popular, a punição ao direito do povo de
se defender! Toda esta repressão revela o nervosismo
do governo petista diante da aguda situação da
luta pela terra. O que eles preparam, porque esta é a
sua única política para o povo, é mais
repressão. É a marcha acelerada para o fascismo
declarado! Se na cidade sua “campanha pelo desarmamento”
se realiza através da entrega voluntária das armas
mediante o pagamento de indenização, no campo
as polícias militar e federal têm realizado verdadeiras
operações de busca de armas entre os camponeses
pobres. No Assentamento Bananeiras até as foices foram
apreendidas. Desarmar para melhor atacar. Qualquer semelhança
com a política de Bush antes da invasão do Iraque
não é mera coincidência.
O que existe no campo brasileiro hoje, companheiros, é
uma verdadeira guerra agrária. Os camponeses não
admitem mais seguir sendo explorados, subjugados pelo latifúndio
e expulsos de suas terras, tomam em suas mãos o seu próprio
destino. Ao lado do MST surgem outros movimentos como as Ligas
de Camponeses Pobres, expressão da necessária
luta entre dois caminhos, para romper com o oportunismo e avançar
pelocaminho da revolução. O Movimento Estudantil
Popular Revolucionário se soma à luta dos camponeses
pobres pelo justo direito a terra para quem nela vive e trabalha,
apoiando a construção de Escolas Populares no
campo com o objetivo de politizar e potencializar esta luta,
organizando Comitês de Apoio nas cidades e fazendo das
universidades e escolas caixa de ressonância desta luta.
Diversos companheiros nossos já trancaram a matrícula
e foram passar algum tempo vivendo junto aos camponeses ou até
mesmo ficaram morando por lá, cumprindo nosso dever de
“Servir ao povo de todo coração!”.
Os estudantes revolucionários brasileiros compreendem
que sem destruir em nosso país o sistema latifundiário
secular baseado no monopólio e concentração
da propriedade da terra não se pode sequer falar em democracia
burguesa. O MEPR, portanto, compõe uma mesma frente de
luta com o movimento camponês revolucionário, erguendo
alto o Programa Agrário e de Defesa dos Direitos do Povo
no campo e na cidade.
O
imperialismo entrará em colapso com a tempestade revolucionária
dos povos!
Eleições
no Iraque, o que colhem os imperialistas ianques? Mais ações,
mais resistência. Eleições farsantes que
não iludem ninguém e só se impõem
pelas armas. Democracia com 200 mil soldados invasores no território
iraquiano é o último delírio desta mídia
semicolonial e pró-fascista. A democracia está
nas ações, nas massas que lutam contra a dominação
imperialista. Legítima é a heróica resistência
do povo iraquiano, que com sua rebeldia inquebrantável
conclama os povos do mundo a se unirem contra nosso inimigo
comum, o imperialismo norte-americano.
Uma
onda de revoltas e de vitórias se espalha por todo o
planeta e a resistência iraquiana é a demonstração
de que os povos sairão vencedores. O que ganharam o USA
com a invasão ao Iraque? Mais colapso em sua economia,
maior crise financeira e monetária, o preço do
petróleo sobe e a cotação do dólar
cai. A luta revolucionária no mundo aprofunda a crise
imperialista! Lutemos companheiros, derrotemos os lacaios imperialistas
em nosso país, afundemos ainda mais os ianques em sua
crise agônica.
O rastilho de pólvora que incendeia todas as nações
oprimidas segue seu caminho luminoso de luta e liberdade. O
audacioso povo nepalês declara a ofensiva estratégica
de sua guerra popular prolongada, impulsionado por um invicto
Exército Popular de Libertação que tem
derrotado o Exército Real e a monarquia feudal. O povo
está prestes a tomar o poder no Nepal! Que farão
os imperialistas ianques e os expansionistas indianos? Irão
invadir mais uma nação soberana e colherão
mais uma derrota humilhante. Do alto do Himalaia, no topo do
mundo, tremula a bandeira vermelha da revolução!
As massas das nações oprimidas estão retomando
seu caminho de luta, uma tempestade revolucionária dos
povos se aproxima. Viva a heróica resistência iraquiana!
Viva a revolução democrática do Nepal!
A crise do imperialismo ianque não cessa. Com a desvalorização
do dólar, com sua balança comercial fechando deficitária
em US$617 bi, que fará o governo pró-fascista
do USA? A reeleição de George Bush representará
a radicalização da violência contra as nações
oprimidas. Estejamos certos companheiros, os norte-americanos
não cessarão sua política genocida, só
a luta das massas pode detê-la. Já estão
ameaçando novos ataques. Em sua linha de “guerra
preventiva” já estão tomando medidas concretas
para atacar países como Síria e Irã e também
iniciam preparativos contra a Venezuela. Não podemos
consentir, não podemos aceitar que os imperialistas decidam
nosso futuro de acordo com suas crises e disputas comerciais.
A gerência da frente popular oportunista e eleitoreira
do Brasil, mantém tropas no Haiti, intervindo diretamente
nos assuntos internos daquele país para reprimir a resistência
democrática do povo e para apoiar e dar fôlego
à ocupação norte-americana no Iraque. É
a traição do povo brasileiro, que nunca autorizou
nenhum governo a enviar tropas para algum país estrangeiro
no intuito de reprimir a luta dos povos, sempre desaprovou qualquer
intervenção, sendo que a única vez que
isto aconteceu foi sob o regime dos militares na década
de 60. Quanto servilismo! Os patrões estão atolados
até o pescoço no Iraque e não é
que o “garoto ouro” dos ianques logo se prontificou
a ajudá-los?
O MEPR é um movimento antiimperialista e defende todas
as formas de luta e resistência dos povos oprimidos de
todo o mundo contra todo o imperialismo, principalmente o ianque,
inimigo comum de todos os povos! Em 1997, nosso movimento organizou
uma manifestação contra a Alca e o Mercosul em
Belo Horizonte, durante o Encontro das Américas, quando
as organizações do oportunismo pretendiam combater
a Alca através da defesa do Mercosul, segundo os interesses
do imperialismo europeu. São oportunistas, deixam para
denunciar quando as políticas já estão
em curso. Mas o movimento saiu às ruas junto com outras
organizações classistas e deu exemplo de resistência,
enfrentando a polícia e fazendo com que eles tivessem
que fugir da chuva de pedras que caia sobre eles.
No ano de 2003, quando o USA invadiu o Iraque, o MEPR demonstrou
ser na prática antiimperialista. Enquanto PT/PCdoB seguravam
bandeiras brancas na porta do Consulado norte-americano no RJ,
pedindo paz de joelhos para os americanos, o movimento atacou
com molotovs a sede do consulado, que ardeu em chamas, provando
um pouco ira do nosso povo. Nos somamos à juventude iraquiana,
que combate sem tréguas o invasor e demos um aviso aos
ianques: não se atrevam a botar as patas em nosso país,
a juventude brasileira saberá dar a resposta!
Desde então, temos feito uma campanha sistemática
de solidariedade ao povo iraquiano, organizando panfletagens,
pixações, cartazes e toda forma de denúncia
do imperialismo e de defesa da justa guerra do povo. Organizamos
durante aquele antro dirigido por oportunistas e pacifistas
chamado Fórum Social Mundial, patrocinado pelo governo
brasileiro e pelas ONG’s do imperialismo europeu com o
objetivo de desviar a juventude do caminho revolucionário,
uma vitoriosa manifestação de apoio ao povo iraquiano,
que contou com a participação de um representante
da resistência. Esta manifestação foi organizada
pela Frente de Defesa dos Direitos do Povo e outras organizações
que prestam solidariedade, no dia das eleições
farsantes no Iraque e prestou um importante apoio político.
Depois
da invasão, nenhuma organização estudantil
sequer falou da resistência, colocam a guerra injusta
e a guerra justa no mesmo plano e têm a cara de pau de
pedir por paz. A paz só será possível com
a expulsão e destruição do imperialismo!
Morte ao imperialismo! Viva o direito de autodeterminação
dos povos!
Varrer
o oportunismo no Brasil!
Viva o novo movimento estudantil popular revolucionário!
Já
está anunciada a falência do velho movimento estudantil
de Une/Ubes. A Une governista já iniciou seu caminho
sem volta de desestruturação, sobrevivem graças
aos incentivos governamentais, com uma base cada vez mais esvaziada.
Estão sendo obrigados a se retirar das universidades
públicas para buscar abrigo nas privadas, enquanto isto
cresce o número de forças políticas que
se dispõem a romper com a Une. Que fiquem por lá
PCdoB, PT, PSDB e PFL, eles se merecem. A reconstrução
do movimento estudantil brasileiro vive um importante momento
de definições. O MEPR como a corrente democrática
e popular do movimento estudantil, aumentará passo a
passo sua ação, principalmente nas atividades
junto às massas, participando das lutas e politizando
o seu dia-a-dia. O novo movimento estudantil só nasceu
e se desenvolveu na luta contra o velho, negando sua política
eleitoreira, reformista, legalista e pacifista e se ligando
às organizações mais combativas que a luta
de classes no nosso país vem produzindo.
Desmascarar a ingerência do Estado no movimento estudantil
através de suas subsecretarias chamadas Une/Ubes é
dever de todo estudante revolucionário, porque o que
o governo e os oportunistas tentam fazer com seu discurso adocicado,
fazendo passar gato por lebre, é ludibriar, enganar e
trair as massas estudantis, desviando-as do caminho da luta
popular revolucionária. Temos denunciado sistematicamente
a ação do oportunismo no seio do movimento, desmascarando
sua prática apodrecida, burocratizada e suja e seguiremos
fazendo, livrando o meio estudantil de todas as escolas e faculdades
da crosta oportunista fortalecendo o movimento dos estudantes
pelo caminho da luta. Em 1995, nos negamos a assumir a vice-presidência
da UBES e optamos pela revolução!
Nossos
militantes não recebem salários para militar e
nem são candidatos a coisa alguma que não seja
se alistar no exército da revolução. Assim
é o MEPR e assim seguiremos servindo ao povo e à
construção do Poder Popular.
À
IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo!
Convidamos
os estudantes revolucionários e democráticos a
participar da IV Assembléia Nacional dos Estudantes do
Povo! Nesta Assembléia iremos debater sobre a defesa
da educação pública e gratuita, a situação
de luta dos povos e os novos passos do Movimento Estudantil
Popular Revolucionário na construção do
movimento estudantil combativo e revolucionário.
Se os reacionários de plantão acham que podem
por fim à resistência e organização
Estudantil, estão muito enganados! Se existem os renegados
que se vendem ao governo, existem aqueles que lutam até
o fim pelos direitos dos estudantes e de todo o povo. Os estudantes
brasileiros resistem e sabem que o caminho para a vitória
é a sua organização e persistência
na defesa do princípio de servir ao povo.
Companheiros, nenhuma noite é eterna, o dia há
de raiar novamente! Os camponeses pobres se levantarão
numa torrente indestrutível para varrer todo o monturo
de lixo semifeudal e semicolonial que emperra o desenvolvimento
de nosso país e o mantém na condição
de país dominado. Os operários irão ao
auxílio dos camponeses e os estudantes serão vanguarda
dos combates futuros. Para isso, precisamos nos preparar desde
já! Fortalecer nosso movimento, nos preparar para os
grandes embates que hão de vir, esta é a tarefa
atual dos estudantes, não hesitaremos em cumpri-la.
A prática demonstra que estamos no caminho certo e devemos
persistir! Não vacilar, não ceder à pressão
ideológica que o imperialismo e seus serviçais
despejam sobre a juventude na tentativa de nos paralisar, essa
é a luta do momento. Quem está sobrando no mundo
são os imperialistas parasitas e toda essa canalha oportunista
e as massas oprimidas tratarão de varrê-los da
face da terra. O futuro é nosso!
Todos à IV Assembléia Nacional dos Estudantes
do Povo!