IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo
Defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita!

Construir em todo País o Movimento Estudantil Popular Revolucionário

Plenária Final da III Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo - 2003No ano em que celebramos dez anos de rompimento com o oportunismo eleitoreiro de Une/Ubes, realizaremos nossa IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo, sob a consigna de “Defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita”, impulsionando a construção em todo o país do Movimento Estudantil Popular Revolucionário.

Naquele ano de 1995, durante o XXX Congresso da Ubes em Goiânia, tomamos uma importante decisão: retomar o caminho revolucionário no movimento estudantil. Dava-se início à construção do novo movimento estudantil de caráter popular e revolucionário, se temperando na luta por escolas e universidades que sirvam ao povo, em defesa da Revolução Agrária e da luta antiimperialista de todos os povos oprimidos.

Na certeza de que o movimento estudantil só pode cumprir seu papel histórico de ser “reserva e vanguarda de choque da revo-lução” se está ligado com as massas de operários e campone-ses na luta por uma nova e verdadeira democracia, o MEPR se soma às demais organizações populares classistas na defesa dos direitos do povo.

Cumprindo o papel de ser vanguarda de choque, jogamos um papel importante na luta pelo desenvolvimento do novo movimento estudantil, organizando e participamos de importantes lutas populares e estudantis, imprimindo o espírito classista da prática
combativa e sem vacilações da juventude revolucionária.

Defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita dos ataques governistas

Estudantes da PUC SP em manifestação contra a “reforma’ universitáriaCom sua contra-reforma universitária, o que o governo está promovendo é um verdadeiro crime contra a educação brasileira. Passaram o conteúdo da contra-reforma universitária no roldão das Medidas Provisórias e agora querem regulamentar a privatização com um projeto de lei, jogando migalhas para tentar nos confundir. Privatizam nossa universidade e acabam com a lista tríplice. Entopem de dinheiro as burras dos tubarões de ensino e agora falam em regulamentar o ensino privado. A Une chama isto de “vitória histórica” e o ministro Tarso Genro fala que isto é uma “reforma republicana”, de fato uma república bananeira, uma caricatura grotesca de república democrática com a qual sonham o ministro e seus moleques mega-pelegos. O que buscam com este anteprojeto é culminar o projeto iniciado pelos milicos da década de 60 no intuito de impor o modelo tecnicista de universidade norte-americana. Querem transformar os estudantes e professores cientistas em escravos dos monopólios ianques dentro de nossas próprias universidades, e isso não permitiremos.

O que estamos assistindo é um ataque sistemático aos direitos do povo. As escolas estão literalmente caindo aos pedaços, faltam professores e não há verbas para sequer mantê-las funcionando. A educação básica se encontra em um verdadeiro caos, vigoram projetos como a “Aprovação Automática”, “Seriação por idade” e outros tão criminosos quanto. O resultado é que mais de 60% das crianças se formam na 8ª série sem saber sequer ler e escrever. O que importa para esses sucessivos governos da burguesia e do latifúndio é que nossas crianças sejam meros índices de estatísticas, para que nosso país não esteja no primeiro lugar no ranking das populações analfabetas e ponto.

O governo da traição de Luiz Inácio prometeu ao povo brasileiro investir na educação, uma vida mais digna, e só o que tem dado é repressão, miséria, arrocho salarial, desemprego e fome. Impõe as contra-reformas encomendadas pelo FMI na tentativa de dar sobrevida a esse podre Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo. Aplica políticas que aprofundam a exploração e a sangria da pátria, como a “reforma” da previdência, que retirou direitos dos aposentados. Já anunciaram as reformas trabalhista e sindical. Todas elas com um mesmo intuito, o de arrancar, na base da intervenção direta nos movimentos populares e da repressão sistemática contra os pobres, direitos historicamente conquistados. A “reforma” sindical servirá para preparar o terreno para a “reforma” trabalhista, desmantelando os sindicatos classistas e combativos e fortalecendo as centrais pelegas e governistas, na tentativa de controlar o movimento de massas. A trabalhista virá para retirar direitos como 13º salário, férias, etc. A gerência de Luiz Inácio se esmera em aprovar as “reformas” que FHC não deu conta, inclusive por causa da oposição do PT. São tarefas no objetivo de nova reestruturação do velho Estado para eternizá-lo.

O governo fraudulento do gerente Luiz Inácio é a comprovação cabal de que nenhuma mudança profunda acontecerá no nosso país pela via das eleições podres e corruptas. Todo o circo eleitoral não passa de uma grande farsa, que serve para dar fachada de democracia e modernidade para esse Estado brasileiro das oligarquias rurais, dominado pela grande burguesia em aliança com o latifúndio e a serviço do imperialismo, principalmente ianque. A mudança na vida do povo brasileiro só é possível através da via da destruição cabal deste reacionário Estado brasileiro através da revolução democrática, agrária, antifeudal e antiimperialista, ininterrupta ao socialismo.

A batalha no campo da educação se dá entre estudantes, professores e funcionários progressistas versus o Estado brasileiro reacionário e os oportunistas, pelo controle das escolas e universidades. Os estudantes revolucionários lutam para que a educação sirva à luta de libertação do nosso povo e da nação brasileira. Confronto que opõe radicalmente dois campos em nosso país: o novo movimento estudantil popular revolucionário e o velho movimento estudantil burguês de Une/Ubes, que defende este governo vende-pátria e pró-imperialista que aí está.

Por mais mentiras que os oportunistas de plantão escarrem nos nossos ouvidos, não é possível calar a rebeldia estudantil. A resistência estudantil se impõe num processo crescente e anuncia novos tempos. Crescem as lutas combativas e independentes por todo o país e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário assume um papel de destaque.

Desde 1995, temos organizado o boicote às taxas dentro das escolas e universidades como meio concreto de barrarmos a privatização da educação; companheiros nossos já foram expulsos da UFMG e da UFPE e mesmo toda a repressão não deteve a luta, que se expandiu; hoje organizamos o boicote em todas as regiões do país.

Organizamos as Jornadas de Lutas pelo Passe Livre estudantil em 1999/2000 em Belo Horizonte, numa campanha de 3 manifestações diárias por regiões da cidade, que culminou numa manifestação de 5 mil estudantes. Desde então, já ocupamos a prefeitura e enfrentamos seguranças e policiais para exigir o passe e temos persistido no caminho da mobilização e organização, pois entendemos que somente os estudantes organizados podem conquistar seus direitos pisoteados.

Na luta contra a “reforma” universitária do governo Lula/Banco Mundial, estivemos presentes na organização da primeira manifestação realizada em Curitiba e, desde então, temos denunciado sistematicamente o conteúdo imperialista e privatista desta contra-reforma e organizado a luta por barrar sua implementação nas universidades onde atuamos. Conjugando o trabalho de propaganda com o trabalho de organização das lutas reivindicativas, temos imposto derrotas importantes ao governo, como o fim das taxas em algumas faculdades.

Nos 10 anos de sua existência, o MEPR nunca deixou de lutar decididamente em defesa dos direitos dos estudantes e da educação, nunca entregou a luta e nem se vendeu por cargos e dinheiro, como fazem freqüentemente os “militantes” do velho e apodrecido movimento estudantil burguês de Une/Ubes. Nossos companheiros são estudantes comprometidos com a luta e com os interesses de classe dos oprimidos e isso temos demonstrado na prática.

Pela revolução agrária, base de uma verdadeira democracia e independência nacional!

Camponeses organizados e combativos lutam pela terraA gerência Lula-FMI não só mantém mas aprofunda a submissão do país aos interesses dos monopólios, do imperialismo. Aumento das taxas de juros, corte radical dos recursos para educação e saúde públicas, aumento de impostos sobre os assalariados e as pequenas e médias empresas, tudo por garantir a remessa de centenas de bilhões de reais, a cada ano, para os banqueiros internacionais.

O ufanismo do governo com o superávit na balança comercial nada mais é que a confirmação de que para os oportunistas o Brasil continua como uma mera colônia espoliada em suas riquezas e seus trabalhadores submetidos a uma cruel exploração para abarrotar o mercado mundial de produtos agrícolas, semimanufaturados e minérios, no estrito interesse do imperialismo.

Agronegócio, nova nomenclatura para encobrir e justificar o monopólio e concentração da propriedade da terra. A monocultura para exportação degrada nosso solo, contamina e dilapida nossas águas e empobrece o país. O sistema latifundiário é por isto base fundamental da dominação imperialista no país. É contra ele que se levantam as massas camponesas.

Goiânia, Passira, Quipapá e Pará, os conflitos pela terra sacodem todo o Brasil. Em Goiânia, a polícia assassinou dois operários, numa covarde ação de desocupação de um terreno abandonado. Era o Acampamento Sonho Real, onde 4 mil famílias viviam há nove meses e mais de 2 mil casas de alvenaria já haviam sido construídas. No Pará, a morte de uma religiosa norte-americana fez retornar para os telejornais as notícias do permanente estado de conflito que vive esta região do país. Em Pernambuco, na cidade de Passira, no dia 17 de dezembro, dois líderes camponeses foram assassinados por pistoleiros a mando do latifúndio. No dia do velório, o cortejo fúnebre se transformou em colunas rebeldes e os camponeses invadiram a fazenda do latifundiário e destruíram totalmente a sede da fazenda, terminando por incendiar o que havia restado. Em Quipapá, cidade do agreste pernambucano, uma patrulha do serviço secreto da policia militar invadiu, atirando, o Assentamento Bananeiras perseguindo uma liderança. Os camponeses reagiram, mataram um policial e tomaram suas armas! É a justa rebelião das massas em resposta ao ataque do Estado reacionário da grande burguesia e do latifúndio.

A política dos reacionários do governo Lula-FMI é enviar o exército e a polícia federal para as áreas conflagradas! Isto é, mais violência e controle para cima do povo. Junto com a repressão direta ao movimento camponês, o governo federal envia a Ouvidoria Agrária, que, sob a máscara de intermediar os conflitos agrários, tem aplicado a política do latifúndio. É a criminalização da luta popular, a punição ao direito do povo de se defender! Toda esta repressão revela o nervosismo do governo petista diante da aguda situação da luta pela terra. O que eles preparam, porque esta é a sua única política para o povo, é mais repressão. É a marcha acelerada para o fascismo declarado! Se na cidade sua “campanha pelo desarmamento” se realiza através da entrega voluntária das armas mediante o pagamento de indenização, no campo as polícias militar e federal têm realizado verdadeiras operações de busca de armas entre os camponeses pobres. No Assentamento Bananeiras até as foices foram apreendidas. Desarmar para melhor atacar. Qualquer semelhança com a política de Bush antes da invasão do Iraque não é mera coincidência.

O que existe no campo brasileiro hoje, companheiros, é uma verdadeira guerra agrária. Os camponeses não admitem mais seguir sendo explorados, subjugados pelo latifúndio e expulsos de suas terras, tomam em suas mãos o seu próprio destino. Ao lado do MST surgem outros movimentos como as Ligas de Camponeses Pobres, expressão da necessária luta entre dois caminhos, para romper com o oportunismo e avançar pelocaminho da revolução. O Movimento Estudantil Popular Revolucionário se soma à luta dos camponeses pobres pelo justo direito a terra para quem nela vive e trabalha, apoiando a construção de Escolas Populares no campo com o objetivo de politizar e potencializar esta luta, organizando Comitês de Apoio nas cidades e fazendo das universidades e escolas caixa de ressonância desta luta. Diversos companheiros nossos já trancaram a matrícula e foram passar algum tempo vivendo junto aos camponeses ou até mesmo ficaram morando por lá, cumprindo nosso dever de “Servir ao povo de todo coração!”.

Os estudantes revolucionários brasileiros compreendem que sem destruir em nosso país o sistema latifundiário secular baseado no monopólio e concentração da propriedade da terra não se pode sequer falar em democracia burguesa. O MEPR, portanto, compõe uma mesma frente de luta com o movimento camponês revolucionário, erguendo alto o Programa Agrário e de Defesa dos Direitos do Povo no campo e na cidade.

O imperialismo entrará em colapso com a tempestade revolucionária dos povos!

Eleições no Iraque, o que colhem os imperialistas ianques? Mais ações, mais resistência. Eleições farsantes que não iludem ninguém e só se impõem pelas armas. Democracia com 200 mil soldados invasores no território iraquiano é o último delírio desta mídia semicolonial e pró-fascista. A democracia está nas ações, nas massas que lutam contra a dominação imperialista. Legítima é a heróica resistência do povo iraquiano, que com sua rebeldia inquebrantável conclama os povos do mundo a se unirem contra nosso inimigo comum, o imperialismo norte-americano. Iraquianos resistem contra as tropas invasoras ianquesUma onda de revoltas e de vitórias se espalha por todo o planeta e a resistência iraquiana é a demonstração de que os povos sairão vencedores. O que ganharam o USA com a invasão ao Iraque? Mais colapso em sua economia, maior crise financeira e monetária, o preço do petróleo sobe e a cotação do dólar cai. A luta revolucionária no mundo aprofunda a crise imperialista! Lutemos companheiros, derrotemos os lacaios imperialistas em nosso país, afundemos ainda mais os ianques em sua crise agônica.

O rastilho de pólvora que incendeia todas as nações oprimidas segue seu caminho luminoso de luta e liberdade. O audacioso povo nepalês declara a ofensiva estratégica de sua guerra popular prolongada, impulsionado por um invicto Exército Popular de Libertação que tem derrotado o Exército Real e a monarquia feudal. O povo está prestes a tomar o poder no Nepal! Que farão os imperialistas ianques e os expansionistas indianos? Irão invadir mais uma nação soberana e colherão mais uma derrota humilhante. Do alto do Himalaia, no topo do mundo, tremula a bandeira vermelha da revolução! As massas das nações oprimidas estão retomando seu caminho de luta, uma tempestade revolucionária dos povos se aproxima. Viva a heróica resistência iraquiana! Viva a revolução democrática do Nepal!

A crise do imperialismo ianque não cessa. Com a desvalorização do dólar, com sua balança comercial fechando deficitária em US$617 bi, que fará o governo pró-fascista do USA? A reeleição de George Bush representará a radicalização da violência contra as nações oprimidas. Estejamos certos companheiros, os norte-americanos não cessarão sua política genocida, só a luta das massas pode detê-la. Já estão ameaçando novos ataques. Em sua linha de “guerra preventiva” já estão tomando medidas concretas para atacar países como Síria e Irã e também iniciam preparativos contra a Venezuela. Não podemos consentir, não podemos aceitar que os imperialistas decidam nosso futuro de acordo com suas crises e disputas comerciais.

A gerência da frente popular oportunista e eleitoreira do Brasil, mantém tropas no Haiti, intervindo diretamente nos assuntos internos daquele país para reprimir a resistência democrática do povo e para apoiar e dar fôlego à ocupação norte-americana no Iraque. É a traição do povo brasileiro, que nunca autorizou nenhum governo a enviar tropas para algum país estrangeiro no intuito de reprimir a luta dos povos, sempre desaprovou qualquer intervenção, sendo que a única vez que isto aconteceu foi sob o regime dos militares na década de 60. Quanto servilismo! Os patrões estão atolados até o pescoço no Iraque e não é que o “garoto ouro” dos ianques logo se prontificou a ajudá-los?

O MEPR é um movimento antiimperialista e defende todas as formas de luta e resistência dos povos oprimidos de todo o mundo contra todo o imperialismo, principalmente o ianque, inimigo comum de todos os povos! Em 1997, nosso movimento organizou uma manifestação contra a Alca e o Mercosul em Belo Horizonte, durante o Encontro das Américas, quando as organizações do oportunismo pretendiam combater a Alca através da defesa do Mercosul, segundo os interesses do imperialismo europeu. São oportunistas, deixam para denunciar quando as políticas já estão em curso. Mas o movimento saiu às ruas junto com outras organizações classistas e deu exemplo de resistência, enfrentando a polícia e fazendo com que eles tivessem que fugir da chuva de pedras que caia sobre eles.

No ano de 2003, quando o USA invadiu o Iraque, o MEPR demonstrou ser na prática antiimperialista. Enquanto PT/PCdoB seguravam bandeiras brancas na porta do Consulado norte-americano no RJ, pedindo paz de joelhos para os americanos, o movimento atacou com molotovs a sede do consulado, que ardeu em chamas, provando um pouco ira do nosso povo. Nos somamos à juventude iraquiana, que combate sem tréguas o invasor e demos um aviso aos ianques: não se atrevam a botar as patas em nosso país, a juventude brasileira saberá dar a resposta!

Desde então, temos feito uma campanha sistemática de solidariedade ao povo iraquiano, organizando panfletagens, pixações, cartazes e toda forma de denúncia do imperialismo e de defesa da justa guerra do povo. Organizamos durante aquele antro dirigido por oportunistas e pacifistas chamado Fórum Social Mundial, patrocinado pelo governo brasileiro e pelas ONG’s do imperialismo europeu com o objetivo de desviar a juventude do caminho revolucionário, uma vitoriosa manifestação de apoio ao povo iraquiano, que contou com a participação de um representante da resistência. Esta manifestação foi organizada pela Frente de Defesa dos Direitos do Povo e outras organizações que prestam solidariedade, no dia das eleições farsantes no Iraque e prestou um importante apoio político.

Depois da invasão, nenhuma organização estudantil sequer falou da resistência, colocam a guerra injusta e a guerra justa no mesmo plano e têm a cara de pau de pedir por paz. A paz só será possível com a expulsão e destruição do imperialismo! Morte ao imperialismo! Viva o direito de autodeterminação dos povos!

Varrer o oportunismo no Brasil!
Viva o novo movimento estudantil popular revolucionário!

Já está anunciada a falência do velho movimento estudantil de Une/Ubes. A Une governista já iniciou seu caminho sem volta de desestruturação, sobrevivem graças aos incentivos governamentais, com uma base cada vez mais esvaziada. Estão sendo obrigados a se retirar das universidades públicas para buscar abrigo nas privadas, enquanto isto cresce o número de forças políticas que se dispõem a romper com a Une. Que fiquem por lá PCdoB, PT, PSDB e PFL, eles se merecem. A reconstrução do movimento estudantil brasileiro vive um importante momento de definições. O MEPR como a corrente democrática e popular do movimento estudantil, aumentará passo a passo sua ação, principalmente nas atividades junto às massas, participando das lutas e politizando o seu dia-a-dia. O novo movimento estudantil só nasceu e se desenvolveu na luta contra o velho, negando sua política eleitoreira, reformista, legalista e pacifista e se ligando às organizações mais combativas que a luta de classes no nosso país vem produzindo.

Desmascarar a ingerência do Estado no movimento estudantil através de suas subsecretarias chamadas Une/Ubes é dever de todo estudante revolucionário, porque o que o governo e os oportunistas tentam fazer com seu discurso adocicado, fazendo passar gato por lebre, é ludibriar, enganar e trair as massas estudantis, desviando-as do caminho da luta popular revolucionária. Temos denunciado sistematicamente a ação do oportunismo no seio do movimento, desmascarando sua prática apodrecida, burocratizada e suja e seguiremos fazendo, livrando o meio estudantil de todas as escolas e faculdades da crosta oportunista fortalecendo o movimento dos estudantes pelo caminho da luta. Em 1995, nos negamos a assumir a vice-presidência da UBES e optamos pela revolução!

Nossos militantes não recebem salários para militar e nem são candidatos a coisa alguma que não seja se alistar no exército da revolução. Assim é o MEPR e assim seguiremos servindo ao povo e à construção do Poder Popular.

À IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo!

III Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo - 2003Convidamos os estudantes revolucionários e democráticos a participar da IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo! Nesta Assembléia iremos debater sobre a defesa da educação pública e gratuita, a situação de luta dos povos e os novos passos do Movimento Estudantil Popular Revolucionário na construção do movimento estudantil combativo e revolucionário.

Se os reacionários de plantão acham que podem por fim à resistência e organização Estudantil, estão muito enganados! Se existem os renegados que se vendem ao governo, existem aqueles que lutam até o fim pelos direitos dos estudantes e de todo o povo. Os estudantes brasileiros resistem e sabem que o caminho para a vitória é a sua organização e persistência na defesa do princípio de servir ao povo.

Companheiros, nenhuma noite é eterna, o dia há de raiar novamente! Os camponeses pobres se levantarão numa torrente indestrutível para varrer todo o monturo de lixo semifeudal e semicolonial que emperra o desenvolvimento de nosso país e o mantém na condição de país dominado. Os operários irão ao auxílio dos camponeses e os estudantes serão vanguarda dos combates futuros. Para isso, precisamos nos preparar desde já! Fortalecer nosso movimento, nos preparar para os grandes embates que hão de vir, esta é a tarefa atual dos estudantes, não hesitaremos em cumpri-la.

A prática demonstra que estamos no caminho certo e devemos persistir! Não vacilar, não ceder à pressão ideológica que o imperialismo e seus serviçais despejam sobre a juventude na tentativa de nos paralisar, essa é a luta do momento. Quem está sobrando no mundo são os imperialistas parasitas e toda essa canalha oportunista e as massas oprimidas tratarão de varrê-los da face da terra. O futuro é nosso!

Todos à IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo!

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