Estudantes de SP invadem Assembléia Legislativa em defesa da educação pública e gratuita

Centenas de estudantes, funcionárias/os e professoras/es das três universidades estaduais paulistas (Unesp, USP e Unicamp) e das Fatecs, ocuparam ontem (13-07) a Assembléia Legislativa de São Paulo para acompanhar a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Reivindicando aumento no repasse do ICMS de 9,57% para 11,6% para as universidades estaduais e 2,1% para o Centro Paula e Souza (que administra as Fatecs).

Ao chegarem ao prédio da Assembléia encontraram um grande contingente militar. Os militares deixavam passar apenas uma pessoa por vez que antes de entrar era revistada sendo proibida de entrar portando mochilas ou alimentos. Nas dependências do prédio, divisórias e dezenas de militares impediam a livre circulação dos manifestantes, sendo direcionados/as a platéia do plenário. Rapidamente a platéia ficou lotada e muitos manifestantes ainda do lado de fora entraram ainda mais lentamente e passam a ser levados/as para uma sala de vídeo, onde era transmitida a TV Assembléia.
Numa votação apertada a base governista aprovou a LDO sem incluir os pontos reivindicados pelas universidades, isto é, sem incluir um maior repasse de verbas para a educação pública.

A partir daí, manifestantes que estavam na platéia do plenário, indignados pularam para o local onde ficam os deputados. Imediatamente os demais manifestantes que estavam na sala de vídeo, completamente lotada, furam o bloqueio militar e retomaram seu direito de livre circulação em um espaço público, tentando assim entrar no plenário. Então a repressão correu solta, tanto dentro do plenário como fora.
Após poucos minutos muitos policiais, que usaram de muita força e Gás Pimenta, já estavam sem identificação, podendo assim reprimir livremente os manifestantes. Do lado de fora do plenário, onde praticamente não havia câmeras para registrar as agressões, grupos de militares encurralavam os manifestantes e os agrediam. Alguns dos manifestantes encurralados pelos militares foram levados para locais isolados do prédio onde foram novamente agredidos e alguns detidos. Ao todo quatro estudantes foram presos e só foram soltos algumas horas depois mediante a intervenção de deputados da oposição.
Agora somente caso o governado Geraldo Alckmin envie um projeto de Verba Extraordinária ou se em Setembro apresentar propostas na Lei Orçamentária, que deverá ser votada até 31 de Dezembro, mais verbas para as universidades estaduais públicas serão conquistadas.

Os estudantes da UNICAMP, UNESP, USP e FAETCs à mais de um mês em greve, se somam a estudantes de todo país, que na luta contra a contra-reforma universitária do Banco Mundial, em defesa do ensino publico e gratuito declaram greves, ocupam reitoria, organizam um vigoroso boicote a taxas de matrícula, e escorraçam UNE/MEC das universidades.

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