| Diretora
da FFPP/UPE expulsa o estudante Flávio
Durante
o último período de matrículas na Faculdade
de Formação de Professores – Petrolina, após
muita mobilização e luta dos estudantes, foi deferida
liminar dando direito ao não pagamento de qualquer tipo
de taxa ou mensalidade.
Depois
disso, a diretoria, que já vinha difamando a luta e perseguindo
os estudantes que haviam participado do boicote às taxas,
desatou uma nova campanha de perseguições.
O
estudante Flávio Pereira, que no período passado
havia sido impedido de estudar por causa da cobrança das
taxas, amparado por esta mesma liminar, preencheu o requerimento
matrícula e encaminhou sua solicitação à
coordenação de curso. Divulgado o resultado dos
pedidos de matrícula, Flávio teve seu pedido negado
sob a argumentação de que já teria se reintegrado
uma vez ao curso e segundo a diretoria isso poderia ser feito
somente uma vez. Esta argumentação é uma
mentira e trata-se de uma ação da diretora da faculdade
que pretende expulsa-lo da FFPP devido sua ativa participação
nas lutas naquela faculdade. A perseguição contra
este estudante tem por objetivo tentar acabar com a luta contra
a privatização da FFPP/UPE, e depois da última
derrota que sofreu, a diretora tenta a qualquer custo reprimir
a ação dos estudantes. Acredita ela que com a expulsão
do companheiro irá conseguir desorganizar os estudantes
e assim sufocar a luta.
A
privatização avança e isto exige que os estudantes
se mobilizem e dêem respostas a estes ataques. O exemplo
da FFPP, juntamente com outras universidades do país, aponta
o caminho a seguir, e é justamente por isto que os inimigos
da educação recorrem à atitudes desesperadas
como esta. Na FaE/UFMG (Faculdade de educação da
Universidade federal de Minas Gerais) a reitoria também
tentou expulsar 6 estudantes que boicotaram a cobrança
de taxas e nem com isso conseguiu conter a luta que cresce e tem
se fortalecido. Da mesma forma esta atitude da direção
da FFPP não sufocará a luta, ao contrário
esta é mais uma batalha que ao final os estudantes vencerão.
A
TRAPAÇA DA 2º REINTEGRAÇÃO
No
2º semestre de 2002, Flávio teve sua matrícula
determinada por liminar. Nesta ocasião a liminar não
foi cumprida e a direção não efetivou sua
matrícula. Ao final do ano uma nova decisão reafirmando
o direito do estudante foi deferida, somente aí sua matrícula
foi efetivada. Agora, vêm com a desculpa esfarrapada de
que no 1º semestre de 2003 Flávio havia reintegrado
à faculdade e que o regimento da universidade prevê
apenas uma reintegração.
A
diretoria diz que Flávio reintegrou-se por força
de liminar. Como ela mesma afirma no documento de resposta à
solicitação ao pedido de reintegração
esta liminar é de 26/08/2002, e seu objetivo era assegurar
que Flávio não perdesse o período que já
havia começado. Isto nada tem a ver com reintegração.
Além disso, a seleção para reintegração
todos os anos só é feita depois período de
matrícula dos estudantes que estão vinculados à
instituição. O período de matrícula
no 1º semestre de 2003 foi de 13 a 23 de janeiro. Como se
pode verificar no comprovante de matrícula de Flávio
sua matrícula foi realizada no dia 13( 1º dia de matrícula
), antes mesmo do início do prazo para os pedidos de reintegração,
se sua matrícula foi feita nesta data é porque ele
não se desvinculou no período anterior, e comprova
portanto que não pode ter ocorrido esta reintegração
que diz a diretora. Aliás se esta reintegração
tivesse ocorrido deveria existir um pedido de reintegração
datado de 2003.1, onde está ele afinal?
A
trapaça da 2º da reintegração é
a tentativa de justificar a expulsão de Flávio para
não despertar a indignação dos estudantes,
pois sabe que este absurdo não será aceito. Esta
falsificação grosseira deve ser desmascarada e denunciada,
o que só pode ser feito através da união
dos estudantes. Garantir a matrícula de Flávio é
dar continuidade a luta contra a privatização pois
é derrotar mais trapaça do inimigo, além
do mais não se pode permitir que alguém seja punido
por lutar por seus direitos. |