| Abaixo
a repressão e a ditadura no Fontes!
Greve
de estudantes pelo direito de estudar e aprender
No
dia 25 de março, se iniciou na Escola Estadual Técnico
Industrial Professor Fontes, uma greve dos estudantes. O movimento
estourou quando já no final de março (no meio do
ano letivo), a diretoria decidiu aprovar automaticamente todos
os estudantes do 1º ano do ensino médio que haviam
sido reprovados no ano passado. Além disso, com o intuito
de cortar ainda mais gastos com a educação, fundiu
várias turmas deixando as salas superlotadas! Essas medidas
foram colocadas em prática pelo diretor Geraldo, que sequer
foi eleito, e a exemplo de uma série de outras escolas
no país, foi designado como interventor da Secretaria de
Educação.
No
turno da tarde desse dia, revoltados com a decisão da diretoria,
os alunos paralisaram as aulas e ocuparam o pátio da escola
se recusando a entrar nas salas enquanto essas medicas não
fossem canceladas.
A
paralização daquele dia deixou desesperado o interventor
Geraldo, que do seu gabinete acionou a PM para reprimir a manifestação.
A mando da diretoria, invadiram o pátio da escola 5 viaturas,
e os soldados da PM batendo a torto e a direito prenderam o diretor
da UCMG Felipe Nicolau. Cercados pela massa de estudantes que
gritavam “Escola que é prisão, vai ter rebelião!”
os policiais arrastaram o companheiro até a viatura.
Nesse
ano, quando tanto se fala dos 40 anos do golpe militar fascista,
quando se fala de democracia e liberdade, o que vemos no Professor
Fontes é a cópia do famigerado decreto-lei 477 do
general Costa e Silva, que autorizava a prisão e perseguição
de estudantes e professores que se levantassem contra o regime.
Essa medida demonstra como o interventor Geraldo é antidemocrático,
autoritário e fascista. Esse aprendiz de Lúcia Pinochet
(isso mesmo, agora a ditadora de plantão é Superintendente
da Secretaria de Educação e Chefe do diretor) ao
invés de debater os problemas da escola com os estudantes,
professores e pais, aciona a polícia para executar seus
desmandos.
Mas
o Sr. Geraldo e a Secretaria de Educação que não
se enganem. A história do fontes é de resistência
e não é atoa que essa é a única Escola
Estadual que manteve o ensino técnico, não por outro
motivo senão pela luta.
O
movimento de 25 de março, serviu para alertar todos os
estudantes, professores, funcionários e pais, que o Professor
Fontes deve resistir e eles devem se unir para defender com unhas
e dentes a escola democrática, que respeite os direitos
dos estudantes. |