| Exigimos
a libertação dos camponeses presos políticos
de Patrocínio

Gervásio
Vilaça da Silva, Osair Pinto de Oliveira, Rosivaldo Oliveira
Domingos e Vanir Pires de Oliveira são os camponeses
de Patrocínio, do Acampamento Floresta/Salitre, que estão
injusta e arbitrariamente trancafiados na Penitênciária
de Patos de Minas, desde o dia 19 de agosto. O crime deles foi
lutar pelo legítimo direito de plantar e sustentar seus
filhos.
Sem
terem nenhuma condenação nem conclusão de
inquérito policial, estão trancafiados há
mais de 25 dias em uma penitenciária, o que mostra a perseguição
aos camponeses pobres e a criminalização da luta
pela terra.
Esses
crimes contra os camponeses cometidos pela PM, à mando
do governo Aécio/Lula-FMI, devem ser denunciados por todas
pessoas democratas e progressistas e exigida a imediata libertação
dos companheiros camponeses presos políticos.
PM
atacou, torturou e roubou os camponeses do Acampamento Floresta
Na
tarde de quinta-feira, dia 19 de agosto/2004, uma tropa formada
por 300 policiais militares atacou as 80 famílias de camponeses
do Acampamento Floresta, que lutavam pela posse da Fazenda Salitre,
no município de Patrocínio.
Em
torno de 43 camponeses foram feitos prisioneiros, algemados e
depois presos ilegalmente na delegacia de Patrocínio, onde
os camponeses passaram a noite algemados, dois a dois, com fome
e o companheiro Manoel foi torturado com choques elétricos
e teve agulhas enfiadas nas unhas das mãos e sua cabeça
enfiada no vaso sanitário. Gervásio, Osair, Rosivaldo
e Vanir ainda continuam presos, transferidos no dia seguinte para
a penitenciária agrícola de Patos de Minas.
A
PM forjou a apreensão de armas que disseram encontrar fora
do acampamento. E a mentirosa representante do INCRA e da Ouvidoria
Agrária Nacional, Moema de Fátima, declarou a imprensa
de que teriam sido os camponeses que começaram o conflito.
A
PM covarde utilizou até de helicóptero, cães
e trator de esteira para atacar as famílias camponesas.
Do helicóptero lançaram bombas de gás lacrimogêneo,
dispararam tiros de balas de borracha que feriram mulheres e crianças
e até jogaram um pó químico branco que ardia,
queimava a pele, causava sangramentos no nariz, borbolhas na boca
e desmaios.
O
ataque policial foi no momento em que os camponeses estavam ensacando
seus pertences para sair para a área de cinco hectares.
Os policiais entraram atirando, deram coronhadas de escopeta 12
nos homens e mulheres e arrastaram crianças pelo cabelo.
Um senhor de 94 anos foi jogado no chão e também
espancado. A PM, além de espancar, destruiu e queimou o
acampamento e as lavouras, sumiu com os documentos e também
roubou dinheiro (de aposentadoria, bolsa-escola, etc) e animais
dos camponeses.

B.O.s
(Boletins de Ocorrência) desmentem versão policial
Grande
mentira 1: Foram os camponeses quem atacaram...
B.O.:
“... o comando da PM colocou a tropa em formação
de ataque; que, tal fato ocorreu por volta das 17hs, e quando
os Sem Terra perceberam que os policiais estavam preparando-se
para invadir...”
Conclusão:
a PM partiu para o ataque.
Grande
mentira 2: Acusação de tentativa de homicídio,
camponeses armados, etc...
B.O.:
“Segundo a Oficial de Justiça Denisia Elias Costa
... foi convidada por um policial a acompanhá-los ... havia
armas de fogo ENTERRADAS NUM BURACO FORA DO ACAMPAMENTO...”
Conclusão:
estas “armas” não poderiam ter atirado. Quem
atirou foi a polícia. A prova são os camponeses
feridos.
Apóie
a justa luta dos Camponeses Pobres
Participe
da campanha pela libertação dos camponeses Rosivaldo,
Gervásio, Osair e Vanir, que são presos políticos
do governo Aécio/Lula-FMI. Envie correspondências
ao governador, Aécio Neves (31-3250.6011), presidente do
Tribunal de Alçada, Dr. Alvimar D`avila (31-3225.9708)
e para o juiz de Patrocínio exigindo a libertação
dos camponeses. Para as famílias camponesas que perderam
tudo durante o ataque policial, doe alimentos, roupas, cobertores,
lonas e remédios, etc.
Locais
de entrega das doações:
-
Acampamento Sinhazinha no Arraial Chapadão de Ferro em
Patrocínio
-
Liga dos Camponeses Pobres do Centro Oeste - Rua Ipiaó,
183 - Araxá - tel: (34) 3662-3986.
-
Liga Operária - Rua Ouro Preto, 294 - Barro Preto - BH
- tel: (31) 3291-4713 / 3337-5611
Terra para quem nela trabalha!
Só
a Revolução Agrária libertará o povo
e salvará o país da ruína!
Terra,
Pão, Justiça e Nova Democracia!
| Frente
de Defesa dos Direitos do Povo
Liga
Operária - MEPR - MFP - LPM - Socorro Popular - MEP |
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Setembro 2004 |
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