| Madri,
11 de março
O
terror promovido pelo imperialismo
Mal
arrefeceu o impacto causado pelas explosões do metrô
em Madri, e o reacionário Estado espanhol, tendo como porta
voz seu Ministro de Interior, Angel Acebes, dedo em riste, apontava
o ETA como autor do atentado. A apenas três dias das eleições
gerais no país, a comoção causada pelos mais
de 200 mortos e 1400 feridos, teve o objetivo de lançar
uma cortina de fumaça, acobertando assim das massas a atuação
servil do governo espanhol capitaneado pelo sabujo do imperialismo
ianque José Maria Aznar na agressão ao Iraque.
Os
veículos de imprensa, a mando do patrão norte-americano,
desataram uma verdadeira cruzada contra o “terror”,
mas ao contrario de Aznar, o EUA atribuiu os ataques à
Al-Qaeda – o que mais lhe convinha - noticiando a aparição
de uma furgoneta contendo detonadores e recortes com versículos
do Alcorão nas proximidades da estação de
Alcalá de Henares – local de onde, segundo a sua
versão, teriam partido os trens carregados de bombas. O
governo espanhol se negava a admitir que as explosões foram
obra de organizações islâmicas, posto que
isso seria o mesmo que assumir que tão injustificável
ato se devia a sua aliança com os ianques na ocupação
do Iraque - fato que sua própria população
se opunha veementemente.
Uma
onda de prisões e perseguição às organizações
que lutam pela independência do povo basco, serviram para
encher de ódio a população que no dia 13
de março, marchou aos milhares pelas ruas de Madri em solidariedade
às vítimas das explosões, exigindo explicações
do até então primeiro-ministro Aznar sobre os verdadeiros
responsáveis pelo atentado. E nem mesmo a exibição
do vídeo onde um suposto porta-voz da Al-Qaeda reclamava
a autoria do atentado fez diminuir a pressão popular.
Nas
eleições diretas, vence o PSOE (Partido socialista
Operário Espanhol) de José Luiz Rodriguez Zapatero,
que num primeiro momento, esbravejando contra a invasão
do Iraque, anunciou a retirada das tropas espanholas daquele país
em junho. Mas bastou a primeira reunião com chefes de estado
na Europa para se mostrar aberto a negociações com
o imperialismo, tanto o norte-americano quanto o europeu.
As
centenas de vítimas das explosões do metrô
de Madri demonstram ao mundo inteiro, o caminho sem retorno no
qual se descambou o imperialismo em crise. Semear o terror contra
os povos, e lançar sua máquina de guerra em nome
da “democracia” não é uma prática
nova em seu currículo. Vejamos o 11 de setembro, quando
milhares de vidas foram sacrificadas como pretexto para a invasão
do Afeganistão. Esse terror não é noticiado
pelos veículos de imprensa burgueses que trabalham a seu
serviço. Escondem assim atrocidades que cometeram contra
os povos do Afeganistão e Iraque, não veiculam imagens
do campo de torturas mantido na base de Guantânamo (Cuba)
onde promovem a tortura física e psicológica 24
horas por dia nos prisioneiros de guerra capturados no Afeganistão,
não divulgam a miséria que impõem aos povos
e nações oprimidas de todo mundo.
Mas
onde há opressão, há resistência! Mesmo
nos países imperialistas, a exemplo do terceiro mundo,
milhares de massas se levantam em luta e percebem cada vez mais
a necessidade da luta sem quartel contra o imperialismo, por uma
pátria livre, por uma nova e verdadeira democracia.
Morte
ao imperialismo e a todos os reacionários!
Abaixo
o terror imposto pelo imperialismo aos povos do mundo!
Viva
a luta popular e revolucionária! |