DOIS LÍDERES MAOÍSTAS ASSASSINADOS NO NEPAL

No dia 3 de setembro, o Exército Real do Nepal (ERN), assassinou a seis líderes e quadros revolucionários; dois eram lideranças centrais do Partido Comunista do Nepal (Maoísta) PCN-(M); Sherman Kunwar (Bishal) membro efetivo do comitê central do PCN (M) e comissário da VI Brigada do Exército Popular de Libertação (EPL), e Mohanchandra Gautan (Kumar), membro suplente do comitê central, quando voltavam de suas atividades políticas no oriente do país depois de uma importante reunião do Comitê Central

Soldados do Exército Real do Nepal, vestidos de civis cercaram a casa no distrito de Sihara onde almoçavam Sherman e Mohanchandra, juntamente de outros líderes e quadros revolucionários, os "terroristas reais" como também são conhecidos pela massa, balearam e feriram a Shreman Bishwar e assassinaram a outros três maoístas que estavam na casa, outros quatro líderes conseguiram furar o cerco, e escapar.

Os soldados reais torturaram os dois dirigentes maoístas por mais de três horas, a fim de obter informações sob o paradeiro do comitê central do PCN, sem obter sucesso, às 15h os arrastaram pelas ruas da aldeia, e executam Sherman e Bishal a tiros no meio da aldeia de Dhanshar.

Ao contrário de aplastar a luta revolucionária naquele país, protestos contra o assassinato dos dois lideres foram convocados e decretada greve geral em todo país de 28 a 29 de setembro, foram suspendidas todas as atividades em escolas e fábricas, todas principais estradas do país foram bloqueadas, as organizações do governo ficaram abertas, porém todas vazias. Segundo a BBC a população de Katmandu que tradicionalmente é reduto do governo, também aderiu a greve.

Em uma tentativa desesperada de conter o avanço da guerra popular no Nepal, o governo monárquico de Gyanendra e Deuba- EUA, lança uma escalada de terror sobre a população nepalesa, com ondas de violência indiscriminada, bombardeiam reuniões de massa, assassinam camponeses, seqüestram e matam a pessoas comuns. Os soldados reais violam mulheres, saqueiam o povo, destroem plantações, animais de criação dos camponeses e outras coisas que os camponeses necessitam para viver.

Toda selvageria promovida pelo governo real tem como sócio direto governo indiano ambos chefiado de perto pelos EUA, que não tem limites em oferecer todo tipo de apoio, bélico com armas, soldados e prendendo maoístas que se encontram no próprio território indiano.

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