| PM
atacou, torturou e roubou dos camponeses em Patrocínio
- MG
A
verdade sobre a resistência dos Camponeses da Floresta/Salitre
PM covarde atirou nos camponeses e feriu idosos, mulheres e crianças

Na
tarde de quinta-feira dia 19 de agosto, a polícia militar
de Minas Gerais, por volta das 16:30 horas, atacou com mais de
300 policiais as 80 famílias de camponeses do Acampamento
Floresta, que lutavam pela posse da Fazenda Salitre, na cidade
de Patrocínio. Em torno de 43 camponeses foram feitos prisioneiros,
algemados, mantidos as margens da estrada onde estava organizado
o acampamento, sob frio intenso, de 17:00 às 22:00 hs.
As cenas lembravam os campos de concentração nazistas,
ou prisioneiros das resistências iraquianas e afegãs
capturadas pelos imperialistas dos EUA, ou ainda os camponeses
que ficaram presos enquanto policiais e pistoleiros caçavam
supostos líderes camponeses no Massacre de Santa Elina,
em 1999 em Rondônia.
Foi
durante esse período de mais ou menos cinco horas que um
fato que poderia passar despercebido, mas de grande importância,
aconteceu. Alegando não ter para onde levar os camponeses
presos, segundo a polícia 41 homens e 2 mulheres, na verdade
o comando da operação militar precisava desse tempo
para forjar uma justificativa para a ação violenta
uma vez que, após demorada negociação, se
chegava a um acordo entre as partes quando ocorreu o ataque militar.
Tudo poderia ter sido mais simples para as forças da repressão
se as companheiras, para proteger seus maridos e filhos, não
tivessem se negado a abandonar a área do conflito enquanto
não tivessem certeza do paradeiro dos seus.
A única coisa que o comando da PM conseguiu nesse tempo
foi forjar apreensão de armas que disseram encontrar fora
do acampamento, e apresentar como dos camponeses cartuchos (disparados
ou não) de espingardas calibre 12. E arrancar da representante
do INCRA e da Ouvidoria Agrária Nacional, Moema de Fátima,
a declaração de que teriam sido os camponeses que
começaram o conflito.
Não
tenhamos dúvidas, foram às mulheres que, mesmo atacadas
com balas de borracha, bombas de gás, cães e etc.,
e tendo de proteger a si e a seus filhos pequenos, que impediram
que seus maridos fossem torturados ou mesmo assassinados pela
repressão, e também que se forjassem ainda mais
acusações mentirosas contra os camponeses.
A
PM covarde utilizou até de helicóptero, cães
e trator de esteira para atacar as famílias camponesas.
Do helicóptero lançaram bombas de gás lacrimogêneo,
dispararam tiros de balas de borracha que feriram mulheres e crianças
e até jogaram um pó químico branco que ardia,
queimava a pele e causava sangramentos no nariz, desmaios e borbolhas
na boca.
O
ataque policial foi no momento em que os camponeses estavam ensacando
seus pertences para o sair para a área de cinco hectares,
após ter sido aberto cochete de arame para o caminhão
da mudança entrar.
Os policiais entraram atirando, deram coronhadas de escopeta 12
nos homens e mulheres e arrastaram crianças pelo cabelo.
Um senhor de 94 anos foi jogado no chão e também
espancado.
A
PM, além de espancar, destruiu e queimou o acampamento
e a roça, sumiu com os documentos e também roubou
dinheiro (de aposentadoria, bolsa-escola, etc) e animais dos camponeses.
Na
delegacia os camponeses passaram a noite algemados, dois a dois,
com fome e o companheiro Manoel foi torturado com choques elétricos
e teve sua cabeça enfiada no vaso sanitário.
Permanecem
injusta e arbitrariamente presos os companheiros Genivaldo Oliveira
Domingos, Gervásio Vilaça da Silva, Osair Pinto
de Oliveira, Vanir Pires de Oliveira, João de Deus Rodrigues
e Enio Antonio da Silva.
Vanir
está com a perna ferida por mordida de cachorro e João
de Deus está urinando sangue devido aos covardes espancamentos.
Todos estão muito machucados.
Exigimos
a imediata libertação dos camponeses presos políticos
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As
grandes mentiras
Foram
os camponeses que iniciaram o conflito?
Segundo
o INCRA e a PM, o enfrentamento se iniciou quando o comando dos
militares teria ido comunicar a tropa que os camponeses aceitaram
mudar o acampamento de local. É muita cara de pau falar
isso. Quem estava cercando quem? Os 300 policiais ou os 150 camponeses?
Quem estava com todo o tipo de armamento? Se havia uma negociação,
porque não se retirou da volta do acampamento o aparato
de guerra? Se apenas faltavam detalhes para sair um acordo provisório,
porque manter as armas apontadas para os camponeses? E se as tropas
se preparavam para se retirar, porque avançaram em direção
aos camponeses? E nós perguntamos mais: quando há
três semanas atrás, companheiros de Buritis, vinculados
ao MST (e olha que estes criticaram a direção do
MST por fazer acordos com o governo federal), que se recusavam
a sair e cumprir mandato de reintegração de posse,
prenderam um carro do INCRA para garantirem ao menos uma negociação,
porque não estavam cercados de polícias? Porque
não foram atacados pela Dona Moema? Essa hipocrisia fede,
cheira mal! Dona Moema continua, segundo a Internet, que os policiais
foram atacados com estilingue, bolinha de gude, rojão e
coquetéis Molotov. Certamente armamentos muito mais poderosos
do que os da PM, que ainda assim teria se preocupado, segundo
o Incra, em resguardar, enquanto atacava os camponeses, as mulheres
e crianças.
Os
camponeses cometeram crime ambiental?
Até
essa acusação a polícia teve coragem de fazer,
mesmo todos, juiz, Incra, Iter, PM, etc., terem conhecimento que
os camponeses saíram da área dita de preservação
ambiental.
Os
camponeses se negavam a fazer acordo?
Qual
acordo feito na Vara Agrária o INCRA cumpriu, nos últimos
05 anos? Em nenhum ele fez o que prometeu no prazo acordado.
O
INCRA (governo federal) não tem dinheiro para fazer a reforma
agrária?
Mas
e o dinheiro que vai para o FMI? E o dinheiro que o governo emprestou
para a TV Globo? E o dinheiro que o governo quer emprestar para
salvar a VARIG da falência? E o dinheiro que saiu da saúde
e foi para o Lula comprar avião novo? E os 38 bilhões
de financiamento para os latifundiários escravistas do
agronegócio? Não tem dinheiro?
O
latifundiário utilizava a terra?
Nos
últimos 10 anos, ninguém em Patrocínio tem
notícia de nada que tenha saído da Salitre. Inclusive,
na primeira audiência de reintegração de posse,
no ano passado, não foi comprovada nem com documentos nem
com testemunhas nem com produção a posse do latifundiário,
e o juiz de então, fiel à sua condição
de "proprietário" de terras, e pressionado pelos
políticos que compareceram em peso na audiência,
deu a "reintegração de posse" para o latifundiário
alegando que os camponeses estavam em área de preservação
ambiental, porque estavam perto de um rio onde poderiam ter água
para beber, banhar e cozinhar.
Chega
de mentira e enganação!
Abaixo a farsa das eleições e a violência
contra o povo!
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As
verdades
Os
camponeses tem o direito de se defender
Estávamos no nosso justo e legítimo direito de nos
defender! E se tivemos algum erro, foi confiar nos negociadores
do INCRA que, diante de seu fracasso, passaram a nos atacar para
justificar a ação policial.
Em Minas Gerais, já são mais de 18.000 famílias
de camponeses que estão acampadas lutando pela terra.
No governo Aécio Neves, só nesse ano, foram mais
de 20 ações de reintegração de posse
com força policial, ao custo médio de R$ 50.000,00
cada uma, para agradar o latifúndio.
O
Incra-Mg reconhece só ter recurso para assentar 1.000 famílias
em MG em 2004.
O
"novo" agronegócio nada mais é que o "velho"
latifúndio, com trabalho escravo, pistolagem, corrupção
e privilégio, como o demonstram as regalias do latifundiário
Mânica (o "Rei do Feijão", mandante da
"Chachina de Unaí") na Polícia Federal.
Governo
FMI-Lula é contra o povo
O
governo Lula-FMI que ataca os camponeses (principalmente os pobres
e a Liga), junto com seu compadre governador de Minas, Aécio
Neves, estão sujos até o pescoço na corrupção.
O presidente do Banco Central do Brasil, até poucos dias
atrás, ganhava quase R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais)
por mês, como gerente de um banco dos EUA. Para não
pagar imposto, disse que morava no estrangeiro. Para ser candidato,
disse que morava no Brasil. E para ele não ser preso por
mentiroso, o governo Lula-FMI transformou-o em Ministro, que não
pode ser processado por qualquer um de nós, simples mortais.
Quando
uma CPI começou a ameaçar os ladrões, principalmente
políticos, que enviavam e ainda enviam bilhões para
o estrangeiro, Lula mandou abafar a tal CPI do Banestado. E ainda
começou a ensaiar censurar mesmo a imprensa burguesa, assim
como tenta calar o Ministério Público.
Governo
FMI-Aécio = Governo FMI-Lula = Repressão
Já
o seu compadre Aécio Neves, além de fazer como no
tempo dos militares, mandar bater nos professores em greve, tirou
fotografias com o Presidente da Sociedade Rural de Montes Claros,
que sustenta milícias armadas de latifundiários
no Norte de Minas.
A
Dona Moema sabe que isso é verdade. Como o seu "chefe",
o Ouvidor Agrário Nacional, Sr. Gercino, também
sabe quem são os criminosos de Rondônia, mas resolveram,
os dois, para garantir seus empregos no governo Lula-FMI, atacar
os camponeses que não se ajoelham perante as injustiças.
Dona
Moema ataca os camponeses de Patrocínio, e o Dr. Gercino
os camponeses de Rondônia, ameaçando-lhes tomar as
terras, com base no Decreto fascista de FHC, que criminaliza a
luta pela terra. E que foi mantido por Lula-FMI para ser usado
na forma: "Para os amigos, tudo. Para os inimigos, os rigores
da Lei!".
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A
resistência camponesa é justa
A
resistência camponesa foi justa. Os camponeses da Floresta
Salitre já concluíram a montagem do novo Acampamento
onde vão prosseguir na luta. Que todos os de bem, honestos,
nos apóiem. Nós vamos triunfar. E não vai
ser com migalhas doadas pelo Incra, que nada mais é que
um órgão de um governo controlado por latifundiários
e burgueses serviçais do imperialismo. Vai ser através
da verdadeira Revolução Agrária, obra de
todo o povo pobre, da aliança operária e camponesa.
Que
todos os pequenos produtores, pequenos comerciantes, pequenos
proprietários, intelectuais honestos e democratas se somem
aos camponeses nesta luta difícil, mas necessária.
Nós triunfaremos. A verdade vai ganhar da mentira. Os democratas
vão ganhar dos fascistas. Os que nada têm, como todos,
vão ter tudo. Os que acusam os camponeses, para justificar
a selvageria dos opressores, vão para a mesma lata do lixo
dos opressores! E a terra que hoje é fonte de miséria,
vai ser fonte de fartura!
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Exigimos
a área para os camponeses plantarem e indenização
pelas truculências e roubos cometidos pela PM
As
famílias camponesas acampadas na Fazenda Floresta/Salitre
já estavam trabalhando a terra e criando galinhas, porcos,
etc., lutando pelo seu sagrado direito a uma vida digna. Esse
sonho foi ensangüentado na tarde de quinta-feira, dia 19/8,
pelas balas assassinas da polícia militar e pela enrolação
do Incra (governo FMI-Lula) e ITER (governo FMI-Aécio).
Antecedendo a ação covarde e criminosa da PM; que
investiu selvagemente contra crianças, mulheres e idosos
e ainda roubou os seus parcos pertences; os órgãos
governamentais haviam proposto uma área provisória
para os camponeses ficarem.
Exigimos o cumprimento do acordo com a destinação
da área da Fazenda Floresta/Salitre para os camponeses,
até a completa expropriação da fazenda e
a punição e indenização dos crimes
cometidos pela PM.
VIVA
A RESISTÊNCIA DOS CAMPONESES DO ACAMPAMENTO FLORESTA!
SÓ A REVOLUÇÃO AGRÁRIA LIBERTARÁ
O POVO E SALVARÁ O PAÍS DA RUÍNA!
O POVO QUER TERRA, NÃO REPRESSÃO!
TERRA, PÃO, JUSTIÇA E NOVA DEMOCRACIA!
24
de agosto de 2004
Liga dos Camponeses Pobres do Centro Oeste
Relatório
protocolado pela Liga dos Camponeses Pobres do Centro Oeste na
Promotoria de Direitos Humanos – dia 25/08/2004
Relatório
das agressões causadas pelos PMs aos camponeses, camponesas
e crianças do acampamento Floresta/Salitre
Patrocínio,
25 de agosto de 2004
Ataque
da polícia
No
dia 18/08, quarta-feira, um dia antes do ataque policial, a representante
do Incra e da Ouvidoria Agrária, Moema de Fátima
Sales, passou no acampamento, dizendo que estava a caminho de
Patrocínio e prometeu retornar mais tarde naquele mesmo
dia.
A
representante do Incra só retornou no dia seguinte, 19/08,
por volta das 9 h, acompanhada pela polícia e por seguranças
da fazenda.
Na
tarde de quinta-feira, às 17:15, a polícia militar
com um efetivo de 300 policiais atacou o Acampamento. O ataque
policial foi no momento em que os camponeses estavam ensacando
seus pertences para saírem para a área negociada
de 5 hectares. A polícia entrou no momento em que os colchetes
foram abertos para os caminhões de mudança entrarem.
Os
policiais estavam fortemente armados com escopetas calibre 12,
utilizavam cachorros para morder os acampados e dispararam tiros
de bala de borracha e lançaram bombas de gás lacrimogêneo
e explosivas.
A
PM utilizou um helicóptero, que deu vôos rasantes,
e do qual foram atiradas as bombas de gás, de efeito moral,
as balas de borracha e um pó branco. O pó químico
jogado do helicóptero queimava e coçava, causando
ardor nos olhos e criando bolhas nas mucosas.
Com
um trator de esteira derrubaram os barracos com todos os pertences
dos camponeses, destruíram todo acampamento, matando inclusive
criações e acabaram com a lavoura. A polícia
ainda colocou fogo no que restou e serrou árvores na tentativa
de incriminar os camponeses por crime ambiental.
As
lonas foram rasgadas e as roupas jogadas no chão. Os poucos
pertences dos camponeses ou foram destruídos ou roubados
pelos policiais. Poucos objetos, mas que eram tudo o que aquelas
famílias possuíam, como pode ser visto abaixo na
listagem levantada entre os acampados.
Após
destruírem o acampamento, os policiais obrigaram mulheres
e crianças a se ajoelharem e apontaram escopetas contra
suas cabeças. 43 companheiros (entre eles duas mulheres)
foram feitos prisioneiros. Ficaram algemados na margem da estrada
onde estava organizado o acampamento, sob frio intenso, das 17
às 22 h. Os companheiros algemados tinham seus documentos
retirados dos bolsos e estes eram jogados no chão. Algumas
mulheres tiveram seus cartões de aposentadoria e de bolsa-renda
quebrado pelos policiais. Na delegacia os companheiros dormiram
nas celas algemados de dois em dois e sem nenhuma alimentação.
Os presos só tiveram atendimento médico no dia 20
à tarde.
Os
policiais desrespeitaram a todos, xingando mulheres e moças,
chamando-as de “vagabunda”, “vadias”,
“piranhas” e xingamentos racistas como : “Sua
negra morta de fome, raça desgraçada.”
Após
o ataque o gerente da fazenda Floresta/Salitre, Donizete, saudou
os policiais e comemorou dizendo que haviam sido vitoriosos. Isto
a noite e na frente dos camponeses algemados.
Barbárie
e torturas sobre o povo
Na
delegacia o companheiro Manuel, foi torturado com choque elétrico,
com sessões de afogamento no vaso sanitário e agulhas
debaixo da unha para que ele dissesse que tinha arma dentro da
acampamento e quais eram as lideranças. O companheiro Ivanir
foi torturado no córrego com sessões de afogamento.
Torturaram outro companheiro para que ele afirmasse que havia
uma escopeta 12 dentro do acampamento. A polícia obrigou
Ênio e Ceará a assinarem depoimentos que os incriminavam
como assaltantes de bancos e ladrões de caminhões.
A
truculência policial foi enorme, deixando claro que a intenção
da PM não era negociar e sim retirar os camponeses à
força. Um PM, o cabo Renato disse: que tinha que “descer
o pau” nos camponeses. Outros diziam: “Nós
vamos tirar vocês de um jeito ou de outro, ou vivo ou morto”.
No
acampamento Floresta, várias pessoas foram espancadas covardemente,
não respeitaram nem as mulheres, as crianças e os
velhos. Havia 63 crianças mais alguns adolescentes no momento
do ataque policial, 06 delas ficaram com seqüelas. No dia
21, algumas crianças não conseguiam nem ficar de
pé e tiveram que ser internadas no Hospital de Pronto Socorro.
Uma
bomba de gás foi jogada no colo de uma criança deficiente
física. O trailer utilizado como dormitório de outra
criança deficiente foi destruído e amassado pela
polícia (vide foto).
Sebastiana
Maria foi agredida na cabeça com coronhadas de escopetas.
Foi jogada no chão e pisoteada na coluna por um “gorila”
do GATE. Ainda no chão esta companheira levou um tiro de
bala de borracha na barriga. A empurrões e pontapés
jogaram no chão uma mulher com uma criança de 2
meses no colo. A criança se machucou e saiu sangue de seu
ouvido.
Crianças
levaram tiros de borracha na perna e na cabeça, uma menina
teve queimadura nas partes intimas. Outras crianças foram
jogadas no chão e arrastadas pelo cabelo pelos policiais.
Quase todas as crianças ficaram com bolhas nos lábios
e sangramento no nariz resultante do pó químico
lançado pelos policiais, outras foram sacudidas pelos cabelos.
Um nenê ficou com a boca ferida devido ao pó branco
e não conseguia mamar.
O
companheiro “Pelé” levou um tiro de bala de
borracha nas costas que sangrou bastante. Vicente Bueno de Souza
também sofreu um ferimento de bala de borracha no peito.
Esdres Marcelino foi ferido nas costas por bala de borracha.
Agrediram
o Sr. Joaquim de 94 anos, ele foi preso, algemado e espancado.
Ele, devido a idade, tem dificuldade de escutar não entendeu
quando os policiais o mandaram deitar no chão, um PM, então
o jogou com toda força, indo o seu chapéu parar
longe, a sua cabeça ficou suja de terra e capim.
250
policiais participaram do ataque. Os policiais: soldado Alencar,
Major Henertis e Tenente Coronel Kleber foram identificados como
agressores pelos camponeses.
2
fogões da marca Dako, que duas famílias há
pouco tempo haviam comprado e ainda estão pagando as prestações,
foram jogados pela polícia de cima do caminhão de
mudança destruindo-o totalmente. Outros fogões também
foram destruídos totalmente.
Quase
todos os animais sumiram, os poucos móveis, panelas e eletrodomésticos
foram todos quebrados.
No
momento em que a polícia espancava uma companheira camponesa,
a representante do Incra, Moema Fátima Sales sorria e debochava,
enquanto na frente dos repórteres chorava e se mostrava
preocupada.
Dos
43 companheiros ilegalmente presos, 37 foram liberados somente
no dia seguinte às 21h. Permanecem arbitrariamente presos
6 companheiros:
João
de Deus Rodrigues
Ênio
Antônio da Silva
Genivaldo
Oliveira Domingos
Vanir
Pires de Oliveira
Osair
Pinto de Oliveira
Gervasio
Vilaça da Silva.
O
companheiro João de Deus, que ainda se encontra detido,
foi violentamente agredido e está urinando sangue devido
a covarde agressão policial, principalmente do sargento
ou tenente Couto. Ele apanhou de cinco policiais a ponta pés
e socos, mesmo no chão ele continuou sendo agredido. Os
policiais seguravam sua cabeça e batiam-na contra o chão.
O companheiro Vanir está com a perna ferida por mordida
de cachorro. Todos estão muito machucados. Até hoje
tem crianças passando mal devido ao ataque policial. Um
bebê de 3 meses continua vomitando e sangrando pelo nariz.
A
fazenda Floresta/Salitre se encontra toda ocupada por pistoleiros
à soldo do fazendeiro, ostentando armas de grosso calibre
sem sequer serem incomodados pela polícia. |