Pará: Na UEPA as aulas são paralisadas e estudantes levantam reivindicações

Fora os problemas gerais da universidade – falta de acervo bibliográfico de cada curso, laboratórios de pesquisa, produção científica, docentes especialistas na área de atuação das disciplinas – temos ainda reivindicações de cada curso. A reitoria sabe de nossos problemas porém faz vista grossas e não se empenha para resolvê-los. Os coordenadores de curso não fazem visitas ao núcleo, não discute com os discentes as reformulações e alterações na grade curricular e quando fazem algo é imposto e sem discussão.

Não queremos estar á margem das aprovações e resoluções diversas que ocorrem no âmbito da universidade, queremos participar das discussões e fazer valer nossa opiniões enquanto discentes, que por sua vez compõe maioria dos que integram essa comunidade educacional.

Pelos motivos supra-citados as aulas foram paralisadas. Resultado dos anseios dos alunos do curso de Matemática que exigem a presença do seu coordenador de curso ( que muitos não sabem a cor do seu rosto) e que tiveram uma perda de mais de trezentas horas aulas com a reformulação da grade, dessa forma, todo campos paralisou.

No curso de Pedagogia o projeto político pedagógico, projeto de curso, trás várias contradições no qual não deixa claro as áreas de atuação do pedagogo. Para onde vamos? Para empresas ou hospitais? Qual a nossa função diante desse mercado? Para escolas? Qual área para escolas? Administração, orientação ou supervisão? Ou iremos para qual docência? É diante dessa situação que o curso exige a presença do seu coordenador para dar devidas explicações e escutar nossas opiniões. Não podemos permanecer com essas incertezas.

No curso de Letras, os alunos que já lutavam por uma habilitação bilíngüe, agora perdem até mesmo a antiga instrumentalização em Inglês e Espanhol, fato que reflete o descompasso entre as decisões da coordenação e o mercado, além de ferir os anseios dos discentes do curso.

Em Ciências, problemas como a falta dum laboratório para experiências científicas e de professores com boa formação é uma constante nas reivindicações dos alunos desse curso.

É isso companheiros: vamos nos envolver essa causa é de todos nós. Não aceitar os desmandos que preparam para acabar de vez com a qualidade da educação pública, organizar-se para lutar é a única forma de resolver, participar dos debates e mobilização constante é o melhor caminho.

Fruto das discussões de hoje, foi enviado um documento a Belém.

Não aceitaremos enrolação!

ESTAMOS EM ESTADO DE ALERTA!!!

A mobilização constante e organizada é o que garante a vitória.

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