Estudantes
da UNIR barram audiência do MEC em Rondônia
Na última quinta-feira, 17 de junho, nós estudantes
da Universidade Federal de Rondônia que integramos o Comando
de Luta Contra a "Reforma" Universitária e
em Defesa do Ensino Público impedimos a realização
de uma audiência pública organizada pelo MEC/Sesu.
A audiência teria a participação do secretário
do MEC Antônio do Carmo Gianichini, para tratar da reforma
universitária. Cerca de 40 estudantes ocupamos o palco
do auditório do Sindsef minutos antes de iniciada a audiência.
Fixamos cartazes, escrevemos no quadro palavras de ordem contra
a "reforma" universitária do Banco Mundial.
Em seguida anunciamos que a audiência não se realizaria
pois se tratava de uma armação do governo para
apresentar como fruto de um amplo processo de discussão
nacional e democrático sua contra-reforma idealizada
pelo Banco Mundial e empurrada goela abaixo aos estudantes brasileiros.
Esvaziada
propositadamente esta audiência que tiraria delegados para
a audiência da Região Norte (Manaus - 23/06), teria
como participantes ninguém além das cúpulas
do PT e do sindicalismo governista da CUT, que após se
lançarem a defender a contra-reforma acusando o comando
de anti-democrático e defendendo a realização
da audiência farsante do governo, abandonaram a plenária
acovardados pelas combativas intervenções dos companheiros
do comando, que desmascaravam seu "democratismo" oportunista.
Esta
audiência que conseguimos impedir e o evento de segunda
(21/06) com o relator do programa "Universidade para todos",
fazem parte de uma série de medidas, em que o MEC concentra
suas forças para preparar a audiência da região
norte que tem uma importância estratégica para a
"aprovação" (leia-se imposição)
da sua contra-reforma.
O
governo lança toda uma propaganda de que está se
fazendo um amplo debate com a sociedade civil através de
painéis, encontros, colóquios e audiências
públicas para se "construir" uma proposta de
reforma universitária. No entanto o que chamam de "sociedade
civil" são na verdade as cúpulas do PT, da
CUT e da UNE. E embora o governo necessite afirmar a todo o momento
que se está "construindo" uma proposta, esta
já está definida e encaminhada desde o ano passado
através dos projetos de leis que já tramitam no
congresso e das medidas provisórias decretadas. Não
só o projeto de avaliação (Provão)
foi apresentado como Medida Provisória, mas a política
de compra de vagas nas universidades privadas ("Universidade
para todos"), também originalmente seria feita por
Medida Provisória. O governo só não a apresentou
por Medida Provisória, primeiro porque há uma resistência
cada vez maior nas universidades públicas, o que levaria
o PT a um desgaste nas próximas eleições
municipais, mas também os empresários da educação
estão demandando mais isenção de impostos
do que o governo, inicialmente, estava disposto a conceder.
Tanto
as audiências regionais programadas e as que têm caráter
preparatório, como os demais encontros, colóquios,
painéis organizados pelo MEC servem a legitimar sua "reforma"
universitária, que carece totalmente de legitimidade dado
seu conteúdo privatizador, que atende as demandas do FMI
e do Banco Mundial. Esta contra-reforma não seria executada
nestes termos senão que pela imposição mais
arbitrária e anti-democrática. Conforme vêm
ocorrendo e como já havia revelado, em dezembro do ano
passado, o ministro da casa civil José Dirceu, ao ameaçar
estudantes e professores.
BOICOTEMOS
TODAS AS ARMAÇÕES DO GOVERNO PARA LEGITIMAR SUA
CONTRA-REFORMA UNIVERSITÁRIA!
ABAIXO
A "REFORMA" UNIVERSITÁRIA DO BANCO MUNDIAL! |