O pau quebrou de novo em Rondônia

Estudantes da Unir repudiam a presença de relatores da Reforma Universitária

Na última segunda-feira, 21 de junho, nós estudantes da Universidade Federal de Rondônia que integramos o Comando de Luta Contra a "Reforma" Universitária impedimos a realização do “Encontro da Região Norte para as Instituições de Ensino Superior” onde o Deputado Federal Colombo (PT-PR), relator do programa “Universidade para todos”, realizaria a defesa deste que é o principal programa da “Reforma” Universitária em discussão. Mais de 20 estudantes ocuparam o palco do auditório da Unir-Centro, surpreendendo com um vigoroso apitaço o relator e os deputados Eduardo Valverde (PT-RO), autor do projeto de lei orgânica da autonomia universitária, e Maria Raupp que patrocinava o evento. Erguemos cartazes com os dizeres: “Abaixo a” reforma “universitária do banco mundial!” E “Universidade para todos: Gratuidade para ninguém!”. O deputado Colombo se recusou a passar o microfone para que pudéssemos explicar o motivo do protesto, o que passamos a fazer no gogó mesmo, entre uma seção e outra de silvos do apitaço: “Este encontro não acontecerá, pois entendemos que ele serve a legitimar esta contra-reforma que privatiza as universidades públicas, idealizada pelo banco mundial e empurrada goela abaixo aos estudantes brasileiros!”. Denunciamos. Mesmo assim os deputados sentados à mesa insistiam em continuar o ato, e foram mais uma vez surpreendidos pelos companheiros que depositaram sobre a mesa uma privada, dividindo o espaço com o Leptop e o retroprojetor, dando um novo contraste ao pomposo cenário montado com flores e faixas. Organizados em fila, os estudantes, em um ato simbólico, passaram a rasgar sobre o palco e queimar dentro da privada o projeto “Universidade para todos”, utilizando para isto os convites do próprio evento que estavam na mesa. E de “quebra” encontramos também sobre a mesa, de posse de seu autor (Valverde), o projeto da lei orgânica da autonomia universitária, que também foi para a nossa fogueira “privada”. Em poucos minutos vimos àqueles sorrisos forçados, típicos destes politiqueiros em suas campanhas, desaparecerem das faces do grupo de deputados que presidia a mesa, dando lugar a verdadeiros ataques histéricos. O deputado Valverde chegou a ameaçar os estudantes dizendo que: se for pra ir pro pau a gente também sabe brigar. Cumprindo direitinho a linha de execução da reforma ditada pelo seu chefe no governo, José Dirceu. O deputado Colombo tentou se impor aos gritos no microfone, mas os companheiros conseguiram desligá-lo e no gogó a gente venceu de novo: Depois de mais de quinhentos anos, e lá vem você de novo Colombo, tentar nos colonizar! , gritou um companheiro. A fumaça tomou conta do auditório e com o nosso apitaço ficou impossível para eles continuar o encontro. Os empresários donos de várias universidades particulares e políticos que lotavam o auditório abandonaram aos poucos o local. Resistimos até que os deputados se retiraram, sendo “escoltados” pelos estudantes até a escadaria do prédio, com as palavras de ordem: “Ministro cara-de-pau essa reforma é do banco mundial!” “Apresentada sem discussão, essa reforma é pra privatização!” e “Retira! Retira!” (para retirarem os projetos de leis). Logo depois reunimos o comando e fizemos um balanço de nosso protesto concluindo por unanimidade que este ato junto ao de quinta-feira(17/06), onde conseguimos impedir a audiência pública com o representante do MEC, Antônio do Carmo Gianichini, são uma grande vitória dos estudantes brasileiros na luta por barrar esta contra-reforma. Pois nas discussões que fizemos nas reuniões do comando entendemos que os encontros e audiências públicas organizados pelo MEC não passam de uma armação do governo para apresentar como fruto de um amplo processo de discussão nacional e democrática sua contra-reforma idealizada pelo Banco Mundial e empurrada goela abaixo aos estudantes brasileiros

Em Manaus o "pau quebrou" também. cerca de 500 estudantes impediram a realização da Audiência da Região Norte com um apitaço. Tiveram que transferir para um hotel para terminar, houve confronto.

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