Camponeses retomam
Forkilha e são reprimidos pela Polícia Militar
A tomada da Fazenda
Forkilha pelos camponeses em 2007 causou tanto ódio às classes
dominantes, que após alguns meses de ocupação a imprensa venal
porta-voz da reação estampou na Revista Veja e na Folha de São
Paulo matérias caluniosas que nitidamente ordenavam uma operação
militar para retirar os camponeses do latifúndio que fica
localizado na região Sul do estado do Pará.
Cumprindo as ordens
do monopólio de imprensa a governadora Ana Júlia (PT) montou
grande operação militar com polícia civil, militar e rodoviária
federal, além do Exército, utilizando 40 viaturas, 4
helicópteros e 1 avião, e atacou os camponeses pobres na
madrugada do dia 19 de novembro de 2007. Vários camponeses foram
presos e torturados, conforme afirmou o Núcleo de Advogados do
Povo que visitou o local na época.
No dia 26 de maio de
2008, seis meses após esta covarde repressão, os camponeses
retomaram o latifúndio de vinte e dois mil hectares. Desta vez,
o velho Estado foi ainda mais rápido para reprimir aqueles que
lutam por um pedaço de terra. No dia 31 de maio a PM montou um
cerco ao acampamento e agrediu os camponeses atirando bombas de
efeito moral e ameaçando fazer ainda pior que no ano passado.
Esta operação é ilegal até nos marcos deste velho Estado, pois
não possui ordem judicial para ser realizada.
Diante de tal
situação, os camponeses se retiraram da Fazenda e montaram um
acampamento próximo – é o que relata nota escrita pela Liga dos
Camponeses Pobres publicada na internet.
Mais uma vez aqueles
que lutam por democratizar a terra são reprimidos pelo velho
Estado reacionário. Mas a vitória do velho Estado é passageira,
disto temos certeza. A destruição do latifúndio e a entrega da
terra a quem nela trabalha é apenas uma questão de tempo.
Todo apoio aos
camponeses que retomaram a Forkilha! Viva a Revolução Agrária!
O povo quer terra e
não repressão!
Viva a Liga dos
Camponeses Pobres!