Governo corrupto dá mais um passo para acabar com direito à meia-entrada

 

Como já havíamos publicado em matéria de 12 de novembro – “governo pretende acabar com meia-entrada” – a Comissão de Constituição e Justiça do Senado havia aprovado um projeto que lança mais um ataque aos nossos direitos; trata-se da restrição, praticamente extinção, da meia-entrada em eventos culturais.

Agora, no último dia 25, foi a Comissão de Educação, Cultura e Esporte que aprovou o projeto que desta vez recebeu mais um ponto nocivo: a limitação da venda de ingressos de meia-entrada em 40% do total. Significa que estudantes e idosos podem não ter o direito a pagar meia caso a instituição diga já ter vendido toda a cota.

O projeto pode passar por outra votação no Senado ou já ir direto para a Câmara. Certamente o monopólio da indústria cultural está pressionando muito seus capachos senadores e deputados para aprovar neste fim de ano, durante as férias estudantis, este projeto que acaba com um direito histórico conquistado pelos estudantes.

Esta é a política deste Estado Brasileiro: enquanto não dá absolutamente nada à juventude; destrói o ensino básico e superior; exclui do mercado de trabalho a maior parte dos jovens (jovens de 15 a 24 anos representam 49,6% do total de desempregados no país); enfim, além de não garantir nem os direitos básicos da juventude ainda acaba com o mínimo que temos direito – e é mínimo mesmo, pois é enorme a parcela de estudantes que não pode nem pagar meia-entrada devido ao alto preço dos ingressos somado também com o elevado preço dos transportes.

Enquanto os famigerados filmes enlatados hollywodianos enchem a programação dos monopólios de TV e cinemas; enquanto a grande indústria sufoca a boa música popular e os grupos de teatro independentes, que engrossam a resistência cultural para poderem sobreviver, o governo ainda avança para acabar com a meia-entrada. Fica cada vez mais difícil ao jovem usufruir de eventos culturais com qualidade.

Este é o objetivo destes pusilânimes escondidos no Congresso Nacional: além de garantir ainda mais lucro para as grandes empresas do setor, querem dificultar ao máximo o acesso do jovem à cultura, restando de fácil acesso apenas a cultura imperialista das programações televisivas e alguns eventos patrocinados que ora ou outra são realizados mas carecem, com raras exceções, de qualidade para o povo.

Pela permanência do direito estudantil!

Abaixo o corte de direitos!

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