Me Gustan los Estudiantes
Composição de Violeta Parra

Ouça a bela música de Violeta Parra cantada por Mercedes Soza. Nesta música Violeta Parra declara seu encanto pelos estudantes e pela luta empreendida pelo movimento estudantil.

 Mercedes Soza - Me gustan los estudiantes
Que vivan los estudiantes,
jardín de nuestra alegría,
son aves que no se asustan
de animal ni policía.
Y no le asustan las balas
ni el ladrar de la jauría.
Caramba y zamba la cosa,
qué viva la astronomía!

Me gustan los estudiantes
que rugen como los vientos
cuando les meten al oído
sotanas y regimientos.
Pajarillos libertarios
igual que los elementos.
Caramba y zamba la cosa,
qué vivan los experimentos!
 
Me gustan los estudiantes
porque levantan el pecho
cuando les dicen harina
sabiéndose que es afrecho.
Y no hacen el sordomudo
cuando se presente el hecho.
Caramba y zamba la cosa,
el código del derecho!

Me gustan los estudiantes
porque son la levadura
del pan que saldrá del horno
con toda su sabrosura.
Para la boca del pobre
que come con amargura.
Caramba y zamba la cosa,
viva la literatura!
 
 

Me gustan los estudiantes
que marchan sobre las ruinas,
con las banderas en alto
pa’ toda la estudiantina.
Son químicos y doctores,
cirujanos y dentistas.
Caramba y zamba la cosa,
vivan los especialistas!

Me gustan los estudiantes
que con muy clara elocuencia
a la bolsa negra sacra
le bajó las indulgencias.
Porque, hasta cuándo nos dura
señores, la penitencia.
Caramba y zamba la cosa,
qué viva toda la ciencia!
Caramba y zamba la cosa,
qué viva toda la ciencia!
 

Violeta Parra, uma cantora do povo
Yo soy Ramón,
aquel la luz del oprimido.
La carne, sangre y piel
del hombre redimido.
 
 

Yo soy el león que va
cruzando la montaña,
por montes y quebradas
rugiendo libertad

(Hasta la Victoria)        

Violeta Parra foi uma ilustre cantora de música popular. Nasceu em outubro de 1917 no Chile, cidade de San Marcos, em uma família simples de camponeses pobres. Seu pai era professor de música e sua mãe também adorava canções populares.

Como eram muito pobres, Violeta e seus 8 irmãos sempre trabalharam desde cedo para sustentar a família – a situação econômica ainda piorou quando da morte de seu pai em 1929. Ela teve que largar a escola ainda bastante nova; aos 9 anos já tocava violão e aos 12 já compunha suas primeiras e belíssimas músicas. Violeta teve uma vida inteiramente vinculada à arte, além de cantora e compositora, era também artista plástica, pintava, bordava e esculpia. Suas obras são inegavelmente vinculadas com o povo e sua luta.

Aos 15 anos ela se mudou para a capital Santiago e começou a cantar em bares e pequenos estabelecimentos com sua irmã Hilda, com a qual formava a dupla As Irmãs Parra. Em 1935 sua mãe e seus outros irmãos também migram para a capital. Na década de 30 ela já ganha atenção no cenário musical, tocando em rádios e se destacando como folclorista. Em 1938 casa com o ferroviário Luis Cereceda com quem teve 2 filhos: Angel e Isabel, que também se tornaram músicos.

O primeiro casamento durou 10 anos. No mesmo ano em que Violeta se divorciou do marido, ela fez suas primeiras gravações, junto com sua irmã Hilda. A dupla musical atuou até 1953.

Na década de 50, no intuito de conhecer ainda mais as riquezas da cultura popular chilena, ela viajou pelo interior do país, levando sua música aos camponeses pobres de diversas regiões. Nestas viagens, conheceu pessoalmente o poeta Pablo Neruda e Pablo de Rokha. Chegou a compor aí mais de 3 mil canções, expostas no livro Cantos Folclóricos Chilenos, e depois, gravou seu disco Cantos Campesinos.

Ela apresentava um programa na rádio chilena chamado “Canta Violeta Parra”. Ainda na década de 50 ganhou o prêmio de folclorista do ano e logo em seguida foi convidada para participar de um Festival Juvenil que foi realizado na Polônia. Nesta viagem, ela aproveitou também para conhecer a União Soviética e outros países europeus.

Voltou ao Chile em 56 trabalhando muito com pintura à óleo e cerâmica. Trabalhou no Museu de Arte Popular e Folclórico que ela mesma ajudou a criar na Universidade de Conceição e passou a correr o país oferecendo cursos para o povo.

Em 1961 volta novamente para a Europa, onde gravou musicas com seus filhos, e só volta ao Chile no ano de 65. Um ano depois, termina seu segundo casamento com o músico e antropólogo Gilbert Favré com o qual casou em 1949 e teve mais 2 filhos. Tomada de uma grave depressão, a célebre cantora do povo acaba por suicidar-se em 1967, deixando letras e músicas que expressam seu amor à vida e sua luta contra a injustiça e a exploração.

Para baixar o CD Cantos Campesinos de Violeta Parra, clique aqui.

 

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