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MUTIRÃO ARTE REVOLUCIONÁRIA
A arte a serviço da luta dos
povos.
Pernambuco, 17 de maio de 2009
No
último dia 17 de maio na comunidade Beira-Mar I, município de
Igarassu (PE) ocorreu de forma exitosa o mutirão arte
revolucionária, evento que foi resultado do trabalho realizado
pela escola popular David Siqueiros (batizada com este nome em
homenagem ao grande muralista mexicano Siqueiros). Foi realizado
na escola popular um mini-curso de graffiti durante três meses,
onde eram ministradas aulas de história das artes, história das
revoluções e aulas de produção e técnicas de graffiti.
Todo o mutirão e o
curso foram construídos através do aprofundamento dos grupos
organizadores (MEPR, CR, SDR e parceiros)¹, no seio das massas
estudantis, operárias e camponesas. Não houve nenhum patrocínio
ou contribuição de Ongs, empresas, siglas eleitoreiras ou
gestões públicas; cumprindo assim o objetivo principal de todo o
conjunto das atividades realizadas, que é o de construir o poder
popular, provando ao povo que “podemos com nossas mãos, fazer
tudo que a nós, nos diz respeito”.
A banda Rala Coco
Maria abriu o evento enquanto os grafiteiros já começavam a
fazer sua arte. Após o show, tivemos uma pausa para o almoço,
organizado com a ajuda da própria comunidade, além do apoio
da Liga dos
Camponeses
Pobres
[LCP].
O mutirão contou com
diversas atividades entre elas o graffiti, break, poesias, roda
de capoeira com o grupo “Canoa Grande” e outras bandas como
Atack Fulminante, Jov Mc e Relato Consciente. Ocorreu também na
associação dos moradores a exposição de telas e gravuras de
estudantes de artes plásticas e palestras sobre o dia
internacional do proletariado e a revolução agrária, que foram
ministradas pelo MFP e pela LCP².
O evento ocorreu
perfeitamente bem com alto grau de combatividade e entusiasmo
por se tratar de uma linha revolucionária e não oportunista nem
eleitoreira. Como o caminho da revolução não é um mar de rosas e
sim uma estrada de
pedras e espinhos, também contamos com alguns
contratempos
durante a organização do evento. Parte do que foi solicitado à
prefeitura foi negado por não fazermos conchavos eleitoreiros.
Também choveu em alguns momentos durante o evento, e o
oportunismo agiu descaradamente. Um militante do “PT” estendeu
uma bandeira petista em sua moradia, visando oportuna divulgação
da sigla durante a realização do evento. Mesmo após discutirmos
sobre o caráter do mutirão, ele insistiu em mantê-la, pois
estava em sua propriedade privada e tinha todo direito de
estendê-la. Esse oportunista ainda se dizia comunista, defensor
do socialismo e do povo. Entretanto o próprio curso dos
acontecimentos deu resposta vil a esta atitude oportunista; a
chuva, as palavras e o repúdio dos participantes se incumbiram
de dar a devida resposta.
Fora essas pedras no
meio do caminho que foram chutadas, o mutirão aconteceu da
melhor forma, independente de siglas eleitoreiras, de conluios
empresariais de organizações que enganam o povo. Em
contrapartida, tudo foi construído de centavo em centavo, de
suores, de muita luta e principalmente da aliança entre os
estudantes, operários, camponeses e artistas que convergiam nos
lemas: “Servir ao povo de todo o coração” e ser “tropa de choque
da revolução”.
VIVA
A ALIANÇA DO CAMPO COM A CIDADE!
VIVA A CONSTRUÇÃO
DO PODER POPULAR!
VIVA A ARTE A
SERVIÇO DA LUTA DOS POVOS!
Agradecemos a todos
que construíram mais esta batalha, pois a “guerra” ainda não
está vencida, porém um grande golpe já foi dado por nós, para
construirmos um novo mundo.
¹
MEPR: Movimento Estudantil Popular Revolucionário
CR: Células
Revolucionárias
SDR:
Sobreviventes das Ruas
² MFP: Movimento
Feminino Popular
LCP: Liga dos
Camponeses Pobres
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