| 55
anos da Revolução Chinesa: Lições
para se chegar a um novo mundo!
Há
55 anos atrás no dia 1ºde outubro de 1949 era proclamada
a República Popular da China, Mao Tsetung é eleito
presidente culminando a vitória da revolução
proletária, após mais de 20 anos de luta armada,
particularmente de guerra camponesa, guerra de libertação
nacional contra a agressão feita pelo Japão e outros
países imperialistas e contra a burguesia colaboracionista
do Kuomitang.
A
revolução na China, mobilizou uma massa de 400 milhões
de camponeses, proletários, pequena burguesia, que sacudiu
o país do julgo do atraso e da miséria. O povo chinês,
travou uma intensa e prolongada luta, se libertando do julgo do
feudalismo, do capitalismo burocrático e do domínio
imperialista que espoliava secularmente a nação,
e protagonizou um exemplo vibrante da história da humanidade
em sua luta por passar do reino da necessidade para o reino da
liberdade, da luta por superar todo este podre e degradante regime
de exploração do homem pelo homem. Menos de 2 décadas
após tomar o poder de 1966 a 1976, o povo chinês
mobilizando uma massa humana de mais de 800 milhões avança
na luta no campo das idéias, desatando a grande revolução
cultural proletária, o mais transcendental desenvolvimento
da luta de classes em todo o mundo, luta titânica contra
a restauração capitalista e pelo desenvolvimento
do socialismo.
Sobre
o processo da revolução proletária o presidente
Mao Tsetung afirmou: “a
sociedade socialista compreende um período histórico
muito longo classes, luta de classes e luta entre a via socialista
e a via capitalista são nele uma constante. Revolução
socialista apenas no domínio econômico (no que respeita
a propriedade dos meios de produção) não
basta, nem de resto assegura a estabilidade. Deve haver também
revolução socialista completa nos domínios
políticos e ideológicos. A luta pra saber quem “vencerá”
se o socialismo ou o capitalismo, nos domínio político
e ideológico, exige um período de tempo muito longo
até decidir-se o seu resultado. Para tal, não bastarão
algumas dezenas de anos; em toda a parte são necessários
à vitória, cem anos, mesmo centenas de anos ...
Neste período histórico socialista, temos de manter
a ditadura, conduzir a revolução socialista até
o final se quisermos impedir a restauração e empreender
a edificação socialista a fim de criar as condições
para a transição para o comunismo.” E ainda
que “a grande revolução cultural proletária
em curso é uma grande revolução que atinge
o homem naquilo que ele tem de mais profundo. Representa uma nova
etapa, marcada por uma maior profundidade e o maior desenvolvimento
da revolução socialista do nosso país. Se
bem que derrubada a burguesia tenta corromper as massas e conquistar
o seu coração por meio do pensamento, da cultura,
dos costumes e dos hábitos antigos das classes exploradoras
com vistas a sua restauração.”
(Mao Tsetung o pseudocomunismo de Kruschov e as lições
históricas que dá ao mundo)”.
A
revolução não é um caminho linear
tem inúmeras dificuldades e está marcada por marchas
e contra marchas. Após a morte do presidente Mao Tsetung
em 1976, os setores revisionistas incrustados no partido, contra
cujas idéias reacionárias e capitalistas ele genialmente
tinha mobilizado as massas na grande revolução cultural
proletária, desataram um golpe contra revolucionário
empreendendo a restauração capitalista na China
e derrotando temporariamente a revolução.
Às
custas de uma repressão sanguinária aos revolucionários
e do engodo revisionista hoje na China impera a exploração
brutal do homem pelo homem. A imprensa reacionária de todo
o mundo tenta confundir e divulga a falsa idéia de que
lá o regime é comunista. Mas inúmeras greves
e rebeliões sacodem o país que não respeita
qualquer direito trabalhista e previdenciário. A extração
da mais valia é tanta na China atual o que torna os seus
produtos dos mais competitivos do mundo, que os outros países
imperialistas estão acionando até a OIT para ver
se conseguem diminuir a concorrência capitalista “desleal”
da mão de obra escrava. A miséria e a prostituição
voltaram a grassar ao lado do enriquecimento de uma minoria de
novos ricos e burocratas ligados ao partido que de comunista só
tem o nome.
Todo
o processo da revolução chinesa, o que era a china
antes da revolução, durante e agora com a restauração
capitalista, trás inúmeros ensinamentos e ilumina
o caminho da classe operária e dos camponeses na gloriosa
e difícil luta pela destruição do atual sistema
de opressão e construção do mundo novo. A
revolução Chinesa nos mostra que a revolução
proletária se dá dentro de um processo de luta entre
contra restauração e restauração,
ou seja, que nenhuma revolução se consolidou de
uma só vez. Portanto , tomar o poder não garante
por si só a vitória da revolução que
terá que brigar implacavelmente contra a restauração
e lutar por contra restaurar até que a classe se firme
definitivamente no poder.
O
período histórico do socialismo está em seu
começo. A experiência histórica confirma que
após a tomada do poder pelo partido, a luta entre as duas
vias, a capitalista e a socialista se agudiza e percorre um longo
período de voltas e reviravoltas até a vitória
definitiva do socialismo. É cada dia mais atual e justa
a seguinte afirmação do presidente Mao Tsetung:
“o mundo progride e o futuro é brilhante; ninguém
pode mudar esta tendência geral da história. Devemos
realizar entre o povo uma propaganda constante sobre os progressos
do mundo e o seu futuro luminoso para que se adquira confiança
na vitória.”
O
Movimento Estudantil Popular Revolucionário resgata esse
grande momento histórico e para saudar essa grandiosa data,
publicamos o poema “O Desfile” de Pablo Neruda.
O
Desfile
Pablo Neruda
Diante
de Mao TseTung
o povo desfilava.
Não eram aqueles
Famintos e descalços
que desceram
as áridas gargantas,
que viveram em covas,
que comeram raízes,
e que quando baixaram
foram vento de aço,
vento de aço de Ien-an e do Norte.
Hoje outros homens desfilavam,
decididos e alegres,
pisando fortemente a terra libertada
da pátria mais larga.
E
assim passou a jovem orgulhosa, vestida
de azul operário, e junto a seu sorriso,
como uma cascata de neve,
quarenta mil bocas têxteis,
as fabricas de seda que marcham e sorriem,
os novos construtores de motores,
os velhos artesãos do marfim.
andando, andando
diante de Mao,
toda reunida a China, grão a grão,
de férreos cereais,
e a seda escarlate palpitando no céu
como as pétalas enfim conjugadas
da rosa terrestre,
e o grande tambor pesava
diante de Mao,
e um trovão escuro
dele subia saudando-o.
Era a voz antiga
da China, voz de coro,
voz do tempo enterrado,
a velha voz, os séculos
o saudavam.
E então como uma árvore
de flores repentinas
os meninos, aos milhares,
saudaram, e assim
os novos frutos e a velha terra,
o tempo, o trigo,
as bandeiras do homem por fim reunidas,
ali estavam.
Ali
estavam, e Mao sorria
porque lá das alturas
sedentas do Norte
nasceu este rio humano
porque das cabeças de moças
cortadas pelos norte-americanos
(ou por Chiang Kai-Check, seu lacaio)
nas praças,
nasceu esta vida enorme.
Porque do ensinamento do Partido,
com pequenos livros mal impressos,
saiu esta lição para o mundo.
Sorria, pensando
nos ásperos anos passados,
a terra cheia de estrangeiros, fome
nas humildes choças,
o Yang Tsé mostrando em seu lombo
os répteis de aço
encouraçados
dos imperialistas invasores,
a pátria saqueada
e hoje, agora,
limpa a terra,
a vasta China límpida
e pisando o seu chão.
Respirando
a pátria
desfilavam os homens
diante de Mao
e com sapatos novos
golpeavam a terra,
desfilando,
enquanto o vento nas bandeiras vermelhas
brincava e no alto
Mao Tsetung sorria. |