60
anos do nascimento da guerrilheira do araguaia e heroína
nacional!
Maria Célia Corrêa

Minha
filha, minha heroína*
Irene
Creder Corrêa
Hoje nascia uma flor
cheia de beleza, alegria e fulgor.
Contra a injustiça e a opressão sempre lutou,
e na estrada da liberdade e do amor caminhou.
Aos pobres e oprimidos entregou seu coração
na luta contra os algozes do povo e da nação,
nesta guerra justa talvez tenha caído
nas garras ferozes do inimigo
Nesta batalha covardemente eles a venceram,
mas de uma coisa não se aperceberam:
Que outras flores nascerão
E o caminho dela seguirão,
e seu cheiro se espalhará,
e seu perfume todo o povo sentirá.
A vitória então chegará afinal
e você será heroína nacional.
Militante
do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Desaparecida,
na Guerrilha do Araguaia, aos 29 anos.
Nasceu
em 30/4/45 na cidade do Rio de Janeiro, filha de Edgar Corrêa
e Irene Corrêa.
Era
bancária e estudante de Ciências Sociais na Faculdade
Nacional de Filosofia, hoje UFRJ, no Rio de Janeiro.
Em
1971 foi viver na região do Araguaia, onde já
se encontrava seu irmão Elmo e sua cunhada Telma, ambos
também desaparecidos. Pertenceu ao Destacamento A - Helenira
Resende, da guerrilha.
Foi
vista pela última vez por seus companheiros no dia 2
de janeiro de 1974 e estava com Nelson Lima Piauhy Dourado,
Jana Moroni e Carretel (todos guerrilheiros desaparecidos),
quando houve um tiroteio contra os mesmos.
Os
moradores de São Domingos viram quando Maria Célia
era levada presa, com outros guerrilheiros.
Segundo
o depoimento de Maria Raimundo Rocha Veloso, moradora na Região,
Maria Célia foi presa por “Manezinho das Duas”
que a amarrou e levou com a ajuda de outro homem para o acampamento
do Exército em Bacaba (Transamazônica).
Este
depoimento foi confirmado por Geraldo Martins de Souza, delegado
de São Domingos na época dos acontecimentos, e
que recebeu uma medalha do Comando do Exército na região
por serviços prestados. Geraldo disse que “Rosinha”,
nome com que era conhecida na região, foi presa no local
chamado Açaizal.
Santinho,
vereador pelo PSDB, em 1991, da Câmara de São Domingos
e genro de Geraldo Martins de Souza, diz que eram duas as mulheres
guerrilheiras levadas para Bacaba por seu sogro, uma delas era
Maria Célia. Em todos estes depoimentos as pessoas são
unânimes em afirmar que estava viva e sem ferimentos de
arma de fogo, em meados de 1974.
HONRA
E GLÓRIA AOS HERÓIS DO POVO!