Paulo
de Tarso Celestino da Silva Filho
Militante
da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu a 26 de maio de 1944 em Morrinhos, Estado de Goiás,
filho de Pedro Celestino da Silva e Zuleika Borges Pereira Celestino.
Desaparecido aos 27 anos.
Presidente da Federação dos Estudantes Universitários
de Brasília. Advogado em Goiânia.
Em 24 de março de 1971 foi julgado e condenado à
revelia, à pena de 2 anos e 6 meses de reclusão.
Foi preso no Rio de Janeiro em 12 de julho de 1971, juntamente
com Eleni Guariba.
Inês Etienne Romeu, em seu relatório sobre sua
prisão na "Casa da Morte", em Petrópolis,
afirma que ouviu Paulo de Tarso sendo torturado naquele aparelho
clandestino da repressão, em julho de 1971. Foi interrogado
durante 48 horas pelos torturadores conhecidos como Dr. Roberto,
Lalcato, Dr. Guilherme, Dr. Teixeira, Zé Gomes e Camarão.
Colocaram-no no pau-de-arara, deram-lhe choques elétricos
e obrigaram-no a ingerir grande quantidade de sal. Durante muitas
horas Inês ouviu-o suplicando por um pouco d’água.
Apesar da denúncia pública da OAB, sua prisão
não foi reconhecida.
Em 8 de abril de 1987, a revista "Isto É",
na matéria "Longe do Ponto Final", publicou
declarações do ex-médico torturador Amílcar
Lobo (cassado em 1989 pelo Conselho Federal de Medicina) que
reconheceu que Paulo de Tarso esteve no DOI-CODI/RJ, sem precisar
a data.
HONRA E GLÓRIA AOS HERÓIS DO POVO!