Últimas notícias sobre a Repressão em Andra Pradesh

Retirado de: www.geocities.com/cebraspo

Na sempre crescente repressão em Andra Pradesh ocorreram duas sucessões de fatos perturbadores nos últimos dias. A polícia do Estado começou a repressão sob forma de proibição de encontros públicos e descerramento de monumentos históricos, prisões indiscriminadas, torturas, batidas em aldeias e revistas logo depois da primeira rodada de conversações entre o governo e o Partido Comunista da Índia (Maoísta) e o Partido Comunista da Índia-ML Janashakti. A onda de assassinatos também começou em janeiro, menos de 90 dias depois do primeiro assassinato, em 6 de janeiro, a polícia do Estado, particularmente a vil força criminal Cães Cinzas matou mais de 50 ativistas incluindo algumas pessoas que trabalhavam legalmente na vida pública.

A crescente violência e repressão contra o movimento popular é indício de uma nova fase no envolvimento de representantes do PCI Maoista em falsos casos e a prisão ilegal de um funcionário do Comitê de Amigos e Parentes dos Mártires.

O Partido Comunista da Índia (Maoista) nomeou o poeta revolucionário Varavara Rao, o cantor e compositor revolucionário Gaddar e o romancista e presidente da Associação dos Escritores Revolucionários, G. Kalyana Rao, como seus emissários para as conversações entre ele e o governo. Eles participaram na finalização das modalidades, do acordo para cessar-fogo e agenda anterior às conversações e participaram da primeira rodada entre 15 e 20 de outubro, em Hayderabad. Neste caso o governo reconheceu sua posição e garantiu sua imunidade. Na verdade, isto não é um grande favor do governo de Andhra Pradesh; em qualquer conflito, pessoas que aparecem como advogados das partes em contenda terão reconhecimento e imunidade. No entanto, o governo de Andhra Pradesh tornou-se tão incivilizado e antidemocrático, e mesmo durante as negociações tentou minar a posição dos emissários. Em muitos lugares seus encontros públicos foram perturbados, eles foram acusados de criar argumentos frágeis, “fazer discursos provocativos” e exceder o tempo permitido para seus discursos”. Depois da 1ª rodada a polícia começou a perseguir os emissários e tentou implicá-los em alguns casos falsos. Como parte disto os emissários foram acusados de “conspiração para assassinato” nos casos de assassinato de um guarda no distrito de Mahaboobhagar e de ataque contra a delegacia de polícia em Chillakaluripet, no distrito de Guntur. Os 3 emissários não tinham nada a ver com as acusações e em ambos os casos o PCI(Maoista) reivindicou a autoria. Os emissários das conversações foram implicados nestes casos deliberadamente pelo governo a fim de interromper as conversações e aterrorizar todos aqueles que exigem do governo sustentar as conversações.

O outro ato, a prisão da Srta. Anjamma, secretária de Amarula Bandhumithrula Sangham (Comitê de Parentes e Amigos de Mártires), é um símbolo da intolerância e brutalidade do governo. O seu marido, líder distrital do Fórum de Resistência Popular de toda a Índia foi morto em uma emboscada ano passado e ela se tornou membro de um grupo que tenta manter unidos os parentes de todos os mortos em emboscadas. As familias que perderam seus entes queridos em emboscadas, desde 1969, no estado, atingem mais de 4.000 e o comitê iniciou sua mobilização. As autoridades policiais do Estado que mataram aqueles ativistas não querem que as famílias dos falecidos, fiquem juntas e uma severa repressão foi deflagrada sobre elas. Anjamma fora retirada de seu lar deixando sua velha mãe e duas crianças. Mesmo depois de quatro dias, ela não foi solta nem se produziu nenhum ato legal.

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