Preparemos o caminho para derrubar a grande burguesia!

Frente Revolucionario del Pueblo - Marxista Leninista Maoísta-Bolívia

O que se esconde atrás da chamada "defesa da unidade nacional" e "defesa da democracia"?

Nada mais e nada menos do que a defesa do sistema. Como nós temos indicado Carlos Mesa é o continuador do vendepátria e do assassino Gonzalo Sanchez de Lozada, não é alguém que está no meio do conflito da luta social como dizem os "analistas" pagos deste sistema. Não! Mesa manteve e mantem a política econômica do Fundo Monetário Internacional e o faz com o Ministro da Economia Fernando Cueva, o personagem que veio trabalhando com a MNR do primeiro governo de Goni.

Recordemos que seu governo convidou a Juan Carlos Virreyra como delegado para Revisão da Capitalização, quando Virreyra mostrou ao país documentos oficiais que as empresas transnacionais tinham sonegado impostos, que os contratos que fez Goñi, em representação do Estado boliviano com estas empresas, teriam irregularidades e que estas por cada dólar investido se lucravam 20. Que fez Mesa? O tirou do governo, isso foi o que ele fez, então como que ama a pátria, o país, si o que está fazendo é defender às empresas transnacionais, ao imperialismo?

Ao início de 2004 o governo boliviano, com Carlos Mesa a frente, sugeriu ao parlamento a aprovação da Lei de imunidade às forças norte-americanas, quer dizer que, se as tropas ianques cometem delitos de lesa humanidade como genocídio, tortura, seqüestro, desaparecimento de pessoas, etc. em solo boliviano, contra o povo boliviano, o Estado boliviano não poderá julgá-los, o que tem que fazer é deportá-los à seu país donde serão premiados por sua “valente” ação em defesa da ordem estabelecida. Isto é uma prova a mais do “nacionalismo” e da defesa da “unidade nacional” que quer Mesa para o país.

Mas isso não é tudo. Recordemos que prometeu o referendum, dizendo que era um mandato de Outubro de 2003. Falou de recuperar os hidrocarbonetos, industrializar o gás, de distribuir os impostos na saúde, educação e etc., etc. Mas o que foi que ele fez? Depois do referendum, enviou um Projeto de Lei de Hidorcarbonetos ao Parlamento que até hoje não se aprovou, e que meses mais tarde, o 1º de outubro de 2004, admitiu sem se envergonhar em Miami, na Conferência das Américas organizada pelo Miami Herold que o projeto de lei estava feito pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional; ademais se vangloriou da pergunta cinco do referendum dizendo que “o mais importante ( do referendum) foi liberar o gás, deshipotecar o gás, romper a idéia de que se havia assentado em outubro (2003) de que a Bolívia não queria vender seu gás, não queria exportar seu gás, porque considerava que este não recebia os benefícios adequados para o país”. Como havíamos indicado de maneira clara e certeira, o referendum se fez com o fim de vender o gás e nada mais, para Mesa era um “dos êxitos mais importantes do referendum” (textual). Mas diria ainda mais que sobre as petroleiras e seus contratos: “Não estamos, em conseqüência, na linha nem da confiscação, nem da expropriação, nem de nenhuma linha que poderia significar uma ruptura de uma relação de segurança com quem já tem investido no país e quem tem que fazê-lo no futuro imediato”; o que significa isto? Que não se ia tocar nenhum contrato feito com as petroleiras, como não se tem feito até o momento.

Então, qual é o benefício para o país? Nenhum. O referendum como o próprio Mesa dizem foi o triunfo para sua política de vender gás e não tocar os contratos com as transnacionais lesivos aos interesses do país, o referendum não foi mais que um engano. Hoje os impostos para as empresas transnacionais não se tem modificado, por tanto estas seguem, levando 20 dólares por cada dólar que investem. Assim Mesa tem “respeitado” a agenda de outubro e tem devolvido a “dignidade” ao país frente as empresas estrangeira, sem mudar nada, uma mostra mais de seu “amor pelo país...(ianque)”.

Entretanto a lista não termina, em pleno processo de referendum nos encontramos com o que o novo Delegado para a Revisão da Capitalização, o senho Francesco Zarati havia recebido pagamento nada menos que da empresa que ele ia fiscalizar. Petrobrás pagava aos enviados do mencionado senhor e dos consultores que faziam auditoria à Petrobrás, ou seja, que o governo boliviano, os delegados bolivianos fiscalizam nada menos que a quem lhes pagava os gastos da dita operação. Uma mostra da “dignidade” que tem dado ao país estes governantes. Mas por si só não foi pouco, a publicidade que montou o governo através de pesquisas de opinião para o referendum também foram pagas pelas empresas transnacionais, mediante o famoso Anexo D, quer dizer, Mesa financiou sua campanha para o referendum com prata das empresas transnacionais; referendum que supostamente ia decidir a recuperação dos hidrocarbonetos para o Estado destas mesmas transnacionais que punham seu dinheiro. Por que será? Tão boa gente são as empresas transnacionais e tão maus somos os “radicais minúsculos” como qualifica o senhor Mesa aos opositores de seu governo? A resposta é óbvia, Mesa governa com as transnacionais, e isto é uma prova de que não é o defensor da nação.

Mas o governo deste indivíduo, não contente em defender as empresas que espoliam o nosso país, impõe ao povo boliviano como presente de ano novo uma chicotada que atenta contra a economia do povo, põe uma carga a mais sobre suas costas, e este pretende dizer que não há dinheiro, que todos devemos fazer um sacrifício e que não pode seguir subsidiando os hidrocarbonetos. Essa é a verdadeira cara do governo, deste demagogo e pró-imperialista, assim defende às transnacionais e explora o povo, e todavia tem o descaramento de dizer “não me deixam governar”. Como vamos deixar que faça semelhantes coisas, não podemos consentir que este vende-pátria hipoteque mais o país e imponha cargas pesadas ao nosso povo, como podemos permitir isto? Pelo contrário é uma responsabilidade de todo aquele que se considera revolucionário impedir que estas negras tentativas se concretizem na realidade. Agora pretende que o poder judicial não toque em nada os militares que dispararam contra o povo em outubro 2003, e foi o próprio governo quem se opôs, pois o Ministro da Defesa, do gabinete de Carlos Mesa, foi quem disse aos fiscais que não se pode notificar os militares implicados nos sucessos de outubro, que essa informação tem um caráter reservado, logo, a cúpula militar respaldada pelo governo tem dito que esses já tem feito um processo e não há responsabilidades. Então quem matou a tanta gente, seguramente foram os marcianos. Aonde está a promessa de fazer justiça que fez Mesa na cidade de El Alto quando nem bem havia assumido o governo. Essa é a justiça que quer para o povo Boliviano, pedindo que não se toque aos militares ianques e às forças armadas assassinas, enquanto se aplica chicotadas no povo.

Mas a “respeito da vida” de Mesa, pode ver em seu discurso quando falava que “não o deixavam governar”. Este sujeito dizia que se se visse obrigado a derramar sangue dos bolivianos ele iria renunciar, então nos perguntamos, quem são os cinco mortos que já leva em seu governo? Acaso não eram bolivianos? Para Mesa seguramente que não, como os mortos são cocaleros, sem terras, gente do povo, para Mesa eles não importam, os que importam são seus sócios burgueses de Santa Cruz, claro, esses senhorzinhos de rancho deforento feudal, são os bolivianos que Mesa não vai derramar sangue pois se isso sucedesse ele renunciaria.

Esse é o verdadeiro rosto deste governo, então não cabia nem cabe dar apoio, a este miserável pelo hipotético chamado da “unidade nacional”, menos ainda da “defesa da democracia”, e pior ainda a tão célebre “defesa da Constituição” esse é o argumento mais risível que podemos ver, quando são os governos de turno quem sempre tem violado a constituição a seu capricho, o mesmo Mesa viola a constituição e os acordos internacionais quando quer que o país se submeta as imposições ianques, quer dizer, a ortogar imunidade a sua tropas em caso de que cometam crimes de lesa humanidade, então apoiar a Mesa significa fazer o jogo de uma fração da grande burguesia.

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