No
dia 9 de maio último mais de 5.000 estudantes e trabalhadores
foram às ruas de Madrid marchar uma vez mais contra o Plano do
imperialismo de privatização da educação, denominado Plano
Bolonha.
O
Plano tem início com a Declaração de Bolonha, acordada em 1999
pelos ministros da educação dos países membros da União Européia
- o nome se dá em referência à cidade italiana onde esta
declaração foi subscrita.
Com meta para ser implementado até 2010/2011 o objetivo da
Declaração é o de orientar as reformas (leia-se contra-reformas)
educacionais a serem promovidas em dezenas de países. Trata-se
de diversas diretrizes que, sob as esfarrapadas justificativas
de "melhorar a qualidade" e "atender as novas demandas sociais",
aprofundam ainda mais a privatização do ensino superior, tornam
o acesso ainda mais restrito e direcionam as pesquisas
científicas e currículos para o atendimento das necessidades de
grandes monopólios.
Assim como o conteúdo nos parece ser familiar, tendo a mesma
base da "reforma" universitária aplicada por Luiz Inácio, a
repressão policial também lá tem se comparado com a que
enfrentamos aqui. Durante estes vários anos de luta contra
Bolonha, já são dezenas de estudantes processados e perseguidos.
Na manifestação do dia 9 de maio foi enorme o efetivo policial
nas ruas, além de helicópteros sobrevoando a área e proximidades
do protesto.
Ouça aqui o programa de rádio especial que cobriu o protesto: