A experiência da União
Soviética mostrou claramente na pessoa do traidor Krushchov
que dentro do PCUS germinou uma nova classe exploradora que
seguia chamando-se socialista. O mesmo estava acontecendo na
China. Dentro da estrutura político e econômica
do próprio Partido Comunista da China estava se formando
uma elite neo capitalista. O revisionismo e o oportunismo, ou
seja, a traição, operavam sutilmente dentro do
Partido e do Estado em nome do marxismo e estavam ocupando as
mais altas posições de autoridades no aparelho
do Estado e, pior ainda, no Partido. Ocupavam as lacunas deixadas
pelos verdadeiros revolucionários comunistas que morreram
ou combatendo, ou naturalmente ou mesmo assassinados pela reação.
“...em toda a etapa histórica
do socialismo, poder ou não persitir, conseqüentemente,
na ditadura do proletariado é um assunto de importância
primordial...” (Acerca da ditadura onmímoda sobre
a burguesia, Chang Chun Chiao)
Era necessário fazer
algo com urgência, mobilizar as massas, desafiar a autoridade
burguesa e reacionária dentro e fora do Partido, fazer
surgir, no fogo da luta das massas, novas lideranças
e verdadeiros revolucionários para desafiar, lutando,
essa autoridade “seguidora do caminho capitalista”
e levar a cabo a transformação ideológica,
econômica, política e social das relações
dentro da sociedade e do Partido durante a fase do socialismo.
Dentro do campo teórico,
Chang aprofundou a linha de Mao de que o simples fato de que
os meios de produção estarem na mão do
Estado não garantiria que a sociedade fosse socialista.
Ele dizia com muita propriedade que nas relações
de produção socialistas continuam a existir, em
muitos casos, aspectos capitalistas e nesses casos continuam
a persistir relações de classes entre indivíduos
na produção. Isso é algo que não
se pode superar de um golpe só. Há que ter etapas
na revolução para alcançar isso.
A revolução proletária
aspira eliminar “quatro aspectos” dizia Chang lembrando
Marx:
1. as diferenças de
classe em geral;
2. todas as relações de produção
em que elas se apóiam;
3. todas as relações sociais que correspondama
essas relações de produçãoe
4. todas as idéias que emanam dessas relações
sociais.
A revolução tem
que continuar até que seja abolida da face da terra a
totalidade destes quatro aspectos!
Ele olhava o horizonte mais
adiante, por isso ao dirigir as massas para abrir novos caminhos,
“escalar as mais altas montanhas” e conquistar sua
própria libertação, ele conquistou a confiança
da nova geração de revolucionários durante
a Grande Revolução Cultural.
Chang foi um dos encarregados
por Mao para fazer parte do grupo dirigente e orientador da
sem precedente “revolução dentro da revolução”,
em Pequim. Ele participou ativamente nos episódios mais
difíceis e importantes desse acontecimento, inclusive
no episódio chamado “a Tormenta de janeiro”,
em Shanghai, quando os rebeldes se apoderaram dos centros de
administração e comunicação. Esta
foi à primeira “tomada do poder” por parte
das massas na Revolução Cultural em janeiro de
1967.
Quando nos princípios
da década de 70 Deng Xiaoping e as forças revisionistas
do Partido Comunista lançaram a ofensiva para tomar o
poder das mãos das forças proletárias,
Mao, doente, se apoiou em Chang e no núcleo de líderes
revolucionários (entre eles, Jiang Quig, sua esposa),
para armar e mobilizar as massas politicamente e levar uma luta
de vida e morte para conservar e desenvolver o governo do proletariado.
Chang aceitou o desafio com um valor indomável. Ele baseou
sua estratégia na confiança que tinha nas massas
como as fazedoras da revolução, pois a chave para
defender e continuar a luta era despertar a atividade consciente
das massas seguindo o marxismo. Manteve essa orientação
mesmo quando setores das massas foram ganhos ardilosamente para
idéias retrógradas e quando a correlação
das forças políticas e internacionais se tornaram
desfavoráveis para a revolução chinesa.
Assim, quando depois da morte
de Mao os revisionistas dentro do Partido Comunista da China
deram o golpe de estado armado, a primeira medida tomada, como
não podia deixar de ser, foi contra o núcleo revolucionário
do Partido Comunista e a prisão imediata de Chang Chun
Ciao e de Jiang Qiu e dos outros membros do pejorativamente
chamado “Bando dos Quatros”.
E a canalha revisionista que assaltou o poder operário
não teve a dignidade de se apresentar autenticamente
perante o povo. Descaradamente continuaram se dizendo comunistas.
O único critério da verdade é a prática.
Todos conhecemos a prática dos dirigentes da China hoje.
A revolução proletária
mundial que se processa hoje tem que fazer uma avaliação
de sua prática, de suas debilidades, seus pontos fracos,
seus grandes logros, identificar de pronto seus traidores capitulacionistas,
revisionistas e oportunistas que sempre procurarão se
infiltrar nas suas fileiras e seguir aprendendo com seus verdadeiros
líderes como foi Chang.
Honra e glória a Chang Chun Chiao!
Retirado de: www.cebraspo.com.br