Estudantes colombianos são
reprimidos pela polícia

No
último dia 30 de maio estudantes da Universidad Pedagógica de
Bogotá foram duramente reprimidos pela polícia. Os
estudantes estão enfrentando o chamado “Plano Nacional de
Desenvolvimento” que está aprofundando o desmonte da
Universidade Pública e Gratuita e o corte de verbas anunciado
pelo gerente do imperialismo no país Álvaro Uribe, conhecido
como terrorista e homem de alto escalão do narcotráfico
internacional.
O
gerente Uribe qualificou o protesto de “terrorismo” e
apressou-se em defender o avanço de sua política fascista, dando
ordens para a polícia entrar na Universidade:
"Eso
es puro terrorismo, eso no se puede aceptar en el país. La
Policía puede entrar por orden directa del Presidente a
cualquier recinto universitario donde haya violência."
Sem
respeito algum à autonomia universitária, o lambe-botas de Bush
quer militarizar também a Universidade para melhor conter a
rebeldia do movimento estudantil. O problema da autonomia
universitária, mais precisamente da proibição da entrada da
polícia no espaço universitário foi reivindicação do movimento
estudantil de Córdoba que, inclusive, conseguiu, através da
democratização da universidade, assegurar este direito no início
do século passado.
O
diretor da Polícia, Oscar Naranjo, ainda enfatizou a sentença de
Uribe: "La orden del Presidente es muy clara, la Fuerza
Pública hará presencia inmediata dentro de las Universidades
donde se generen actos violentos."
Durante
o Ato 21 estudantes foram detidos pela repressão e, destes, 12
serão processados por terrorismo. Pelo menos um professor também
foi preso.
O que os
estudantes fizeram foi se defender da ação covarde da polícia
fascista colombiana. O Estado Colombiano, serviçal do
imperialismo, é quem pratica a violência contra o povo: jogando
milhões de pessoas na miséria, no desemprego crescente,
entregando a educação ao imperialismo, sem assegurar mínimos
direitos ao povo, entregando tudo do país ao imperialismo,
principalmente ianque.