Declaração política da ILPS (Liga Internacional de Luta dos Povos) por ocasião do quarto aniversário de sua fundação:

"Quatro anos de dura luta, com mais desafios pela frente"

25 de maio de 2005

Por ocasião do quarto aniversário de fundação da ILPS (Liga Internacional de Luta dos Povos), desejamos enviar nossas mais calorosas saudações militantes a todas as organizações participantes da Liga e aos nossos aliados na grande frente única internacional contra o imperialismo e a reação.

Desde a sua fundação, em 25 de maio de 2001, a Liga Internacional de Luta dos Povos alcançou vitórias significativas em seu objetivo de fortalecer a unidade internacional das forças progressivas na luta por um mundo novo e melhor. Estamos cientes dos grandes e difíceis desafios que se colocam. Teremos de nos esforçar mais em despertar, organizar e mobilizar as grandes massas dos povos para avançar na causa da libertação nacional, pela democracia e pela libertação social.

A fundação da Liga foi uma vitória para os povos em sua luta para construir um mundo livre da exploração e da opressão. A Liga tem o objetivo de se tornar uma arma dos povos contra a globalização imperialista e as guerras de agressão. A fundação da Liga foi uma resposta à urgente necessidade das imensas massas em se unir na luta contra o imperialismo e a reação.

A crise mundial do sistema capitalista leva os países imperialistas, liderados pelo USA, a se tornarem mais ávidos e agressivos. Os imperialistas estão unidos em intensificar a exploração e a opressão das massas trabalhadoras. Mas eles também disputam e competem entre si pelas fontes de energia e matérias-primas, mercados, investimentos e esferas de influência.

Os trabalhadores e outros setores das massas dos países dominados do mundo subdesenvolvido sofrem o pior saque imperialista e as guerras de agressão. Mas os trabalhadores dos países imperialistas não são sócios dessa agressiva devastação. Eles também sofrem com o desemprego em massa, a violação de seus direitos de organização sindical e a retirada de muitos dos benefícios sociais e direitos democráticos conquistados em lutas passadas.

Estamos no auge da repressão estatal que se instalou sob o pretexto da guerra contra o chamado terrorismo. Os governos reacionários estão aprovando leis pretensamente anti-terroristas, mas que de fato são dirigidas contra aqueles que se opõem ao sistema imperialista de exploração e opressão. Nas Filipinas, no Peru e na Índia, os líderes das massas e ativistas que pertencem a organizações-membro da Liga estão sendo hostilizados, presos, torturados, sumariamente mortos e desaparecidos.

Mas a exploração e a opressão gera resistência. Testemunhamos nos últimos anos um grande ascenso nas lutas dos povos em todo o mundo. Milhões de pessoas saíram às ruas das cidades em todo o mundo para protestar contra as invasões americanas no Afeganistão e no Iraque. Milhões também marcharam em protesto contra as demissões em massa, os ataques aos direitos sindicais e às reduções nos benefícios sociais em tantos países.

O imperialismo norte-americano é frontalmente confrontado pela resistência armada do Povo iraquiano. As lutas armadas revolucionárias de libertação nacional, pela democracia e pela libertação social estão se espalhando nos vários países na Ásia, Oriente Médio e na América Latina.

Vemos de forma positiva o ascenso e crescimento dos movimentos populares contra a globalização imperialista e as guerras de agressão. Com sua experiência direta na luta, as grandes massas dos povos estão desenvolvendo a sua consciência e combatividade política. Os genuínos antiimperialistas e progressistas devem batalhar e manter a iniciativa entre as várias correntes ideológicas e políticas nos amplos movimentos das massas.

A Liga e suas organizações participantes na Europa, América do Norte, Ásia e outras regiões têm sido ativas nas ações globais contra as guerras de agressão desenvolvidas pelos norte-americanos contra o Afeganistão e o Iraque. A Liga e suas organizações participantes se uniram às ações de protesto contra o "livre mercado" e a globalização durante as reuniões das instituições imperialistas como o FMI (Fundo Monetário Internacional), Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio (OMC) e agrupamentos imperialistas como o G-7 e WEF.

Desde a bem sucedida Assembléia Internacional da ILPS, nós nos tornamos mais consolidados e prontos para enfrentar os grandes desafios do futuro.

A Segunda Assembléia Internacional da Liga coloca as seguintes tarefas:

A Liga deve apoiar as importantes lutas antiimperialistas e democráticas dos povos pela libertação nacional e social. Nós devemos priorizar os povos e nações que estão sujeitas às piores formas de opressão e exploração e onde os povos estão realizando as mais efetivas formas de resistência contra imperialismo norte-americano e seus lacaios.

Em nosso esforço para ajudar construir a frente única internacional contra o imperialismo e a reação, adotamos e colocamos em prática a política da frente única ampla das forças patrióticas e progressistas. Nós combatemos o sectarismo para não perder as grandes massas e as forças positivas. Mas nós também evitamos a posição ultra-liberal para não perder de vista o propósito antiimperialista e democrático do movimento.

A Liga deve se esforçar para promover uma linha antiimperialista e democrática através de campanhas educacionais e de informação, através de seminários e conferências e através de formas de ação de massas. A Liga pode atrair muitas organizações de massa através de atividades educacionais e políticas em torno de seus 18 pontos políticos. Deve ser capaz de tomar a iniciativa em muitos "fóruns sociais", conferências e seminários, mesmo aqueles realizados por instituições e organizações ligadas às agências imperialistas.

A Liga, como está organizada, é uma grande e importante articulação de centenas de organizações de massa. Mas é ainda muito desigualmente distribuída geograficamente. A Liga precisa se expandir na América Latina, África, no Oriente Médio, Europa Oriental e em todos os lugares do planeta.

A Liga deve trabalhar duro para realizar o potencial de se tornar a maior e grande frente única internacional das organizações de massa antiimperialista e democrática. Mas a Liga deve sempre estar pronta e disposta a cooperar com outros centros e articulações antiimperialistas e assim ter acesso e desenvolver a cooperação com outras organizações que ainda não estão dentro da ILPS. A frente única antiimperialista deve sempre crescer com a ILPS aumentando propriamente e cooperando com outras forças.

Avançar na luta contra o USA e demais poderes imperialistas e contra os fantoches reacionários!

Avançar nas lutas de libertação nacional, pela democracia e pela libertação social!

Viva a solidariedade internacional dos povos do mundo!

Comitê de Coordenação Internacional
Distribuído pela Secretaria Geral
Escritório de Informação da Internacional League of People's Strugge (ILPS)

Retirado de: www.cebraspo.com.br

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