22 dias
de bombardeios covardes contra o povo palestino. Armamentos pesados
e, inclusive, proibidos pela Convenção de Genebra (como bomba de
fósforo branco, urânio radioativo...) foram usados pelas tropas
fascistas de Israel.
Israel
iniciou seus ataques no dia 27 de dezembro achando que com seu
gigantesco e desproporcional armamento bélico iria acuar o povo
palestino e facilmente derrotar o Hamas, principal partido da
Resistência Palestina. Mas se enganaram! Assim como colheram derrota
em 2006 no Líbano, sendo expulsos pela resistência popular dirigida
pelo Hezbollah, também foram expulsos pela heróica resistência do
povo palestino.
Mesmo com
tantos assassinatos e destruição de casas e da infra-estrutura da
Faixa de Gaza, o povo palestino escolheu a resistência: “mais vale
morrer de pé do que viver de joelhos”. Com esta firme decisão as
massas palestinas fazem sua História. Pois não existe arma no mundo
capaz de vencer um povo decidido e organizado para lutar.
No dia 17
de janeiro, após matar mais de 1.300, mutilar outros 5.500 e
desabrigar dezenas de milhares, o genocida Estado de Israel declarou
o cessar-fogo. Que podiam fazer mais? Dentro de Israel dezenas de
milhares de pessoas se mobilizavam se opondo aos bombardeios – num
único dia mais de 100.000 pessoas marcharam pelas ruas exigindo o
fim da agressão sionista. No mundo todo, em todos os continentes,
várias dezenas de países, milhões e milhões de massas foram às ruas
denunciar o Estado sionista de Israel e apoiar a heróica resistência
palestina. E, principalmente, na palestina, o povo se uniu como
nunca e não se dobrou ante o monstro agressor. Cada dia mais, maior
é a solidariedade dos povos à Resistência e ao Hamas; e em
contrapartida, maior é o ódio contra Israel e o imperialismo ianque
– que orquestrou e apoiou todo este massacre.
Quando
Israel declarou o cessar-fogo, mas prometendo continuar com as
tropas na Faixa de Gaza, a resistência palestina respondeu
contundente: "O inimigo sionista deve cessar todas suas agressões,
retirar-se completamente da Faixa de Gaza, suspender o bloqueio e
abrir as fronteiras. Não aceitaremos a presença de um único soldado
em Gaza" – disse o Hamas. No dia seguinte iniciou-se a retirada das
tropas fascistas.
O
cessar-fogo está mantido desde então e o Hamas está governando a
Faixa de Gaza utilizando escritórios provisórios. No dia 27 a
imprensa noticiou a morte de um soldado israelense e o ferimento de
outros 2, além de um oficial, que patrulhavam a fronteira com Gaza –
nenhuma organização assumiu o ataque. No mesmo dia, Israel fez
disparos com tanque e matou um palestino em sua casa. Apesar disto,
o cessar-fogo segue em vigor.
Imperialismo continua sua política sanguinária
Mais uma
derrota para o imperialismo. Mais uma vitória dos povos e nações
oprimidas. Mas o monstro imperialista não aceitará facilmente suas
derrotas e tanto o povo palestino quanto outros povos e nações
subjugadas podem ser alvo de novas agressões. Quanto mais se atolam
na crise, mais guerras farão para sair dela.
Os
primeiros dias do governo do novo boneco do imperialismo ianque,
Barack Obama, dão conta do que serão os próximos anos. Mesmo fazendo
tanta maquiagem em torno dele (como um suposto defensor da
democracia e da paz) o imperialismo já colocou na conta de Obama o
primeiro ataque, lançando mísseis contra o Paquistão (utilizando a
mesma e já enferrujada desculpa de “combate ao terror”)
e a morte de, ao menos, 3 pessoas.
Apenas
poucos dias foram suficientes para demonstrar que Obama não passa de
um mero gerente do imperialismo e que a política de guerras por
território e matéria-prima vai continuar. Tanto os mísseis no
Paquistão, quanto a declaração de Obama exigindo apoio da Inglaterra
para colocar mais 4 mil soldados no Afeganistão, revelam que as
eleições nos USA em nada mudaram a política sanguinária do
imperialismo ianque. Inclusive, Joe Biden, vice-presidente de Obama,
foi mais direto e claro nas intenções de seu governo ao declarar:
“Nós vamos recuperar o território que foi perdido para o Talibã.
Detesto ter que dizer isto, mas os americanos devem preparar-se para
mais mortes nesta frente de combate.”
Viva a Heróica Resistência Palestina!
Morte ao Imperialismo!
Morte às tropas invasoras de Israel! Viva a Resistência Popular!
Novos
vídeos da Resistência Palestina:
(colocamos vídeos adicionados no youtube nas últimas semanas)