Viva
o povo iraquiano! Morte aos invasores!!
A
sentença de morte contra Saddam Hussein culmina os procedimentos
ilegais, injustos e inválidos de uma corte fantoche
Prof.
Jose Maria Sison
Presidente,
Comitê de Coordenação Internacional
Liga
Internacional de Luta dos Povos/ILPS
O Presidente Saddam Hussein não legitimou
nenhum momento a farsa montada para condená-lo à morte.
Desde o começo da ocupação, homens, mulheres
e crianças participam da heróica resistência
iraquiana. O povo iraquiano não passa um dia sem realizar
ações contra a ocupação!
Os
procedimentos e o veredito de morte contra Saddam Hussein, presidente
do Iraque, pela corte de um governo fantoche sob a ocupação
do USA, no Iraque, são ilegais, injustas e inválidas.
A
corte é um produto e um instrumento da agressão do
USA. Os Estatutos de Nuremberg, de 1945, declaram, “iniciar
uma guerra de agressão, não é somente um crime
internacional, é o supremo crime internacional, diferente
somente de outros crimes de guerra pelo fato dele próprio
acumular o caráter hediondo de todos.”
A
invasão do Iraque pelo USA foi realizada com base em mentiras
e violações dos Estatutos da ONU. Contrariamente às
pretensões de Bush, o governo Hussein, do Iraque, não
possuía nenhum armamento de destruição em massa,
não tinha nenhuma conexão com a Al Qaeda e não
constituía qualquer ameaça ao USA.
De
acordo com os Estatutos de Nuremberg e da ONU, tudo que se seguiu
à agressão do USA é ilegal, desde as leis do
Sr. Bremer sob a assim chamada autoridade Coalizão, até
a chamada nova constituição do governo fantoche.
Saddam
Hussein é considerado um prisioneiro de guerra do USA de
acordo com as Convenções de Genebra e, de fato, está
sob a custódia dos militares norte-americanos. Neste sentido,
ele não pode ser acusado pelas forças de ocupação
por nenhum alegado crime cometido antes da guerra de agressão
desencadeada em 2003.
A
parcialidade do julgamento de Saddam Hussein é muito bem
compreendida, entre outras coisas, pela série de assassinatos
de seus advogados (bem como de advogados de seus co-defensores)
e pelas substituições dos juízes, todas motivadas
politicamente. Mesmo a oportunidade da sentença de morte
de Hussein, no domingo, 5 de novembro, foi feita para influenciar
as próximas eleições de 7 de novembro em favor
do Partido Republicano de Bush.
A
alegada acusação contra Hussein e seus co-defensores
de assassinarem 143 pessoas em retaliação à
tentativa fracassada de seu assassinato, em 1982, empalidece na
comparação com o colossal crime de agressão
perpetrado pelo US contra o povo do Iraque.
O
USA já matou mais de 650.000 iraquianos desde 2003, para
não falar das mortes de mais de 1,5 milhões de iraquianos,
inclusive mais de 500.000 crianças, durante o período
de 12 anos dos bombardeios e sanções econômicas
de 1991 em diante. A sanha assassina do USA não tem semelhança.
O USA está comprometido também em cerca de 3000 mortes
e cerca de 40.000 feridos decorrentes de sua ação
tresloucada.
O
imperialismo do USA é um monstro assassino e ladrão
aos olhos do povo iraquiano e dos povos do mundo. Como caudilho
dos imperialistas, Bush poderia ser levado a julgamento por ter
cometido o pior crime possível que foi a agressão.
Seus crimes contra a humanidade são incomparáveis
às acusações levantadas contra Saddam Hussein,
que aparece como um patriota e mártir aos olhos da maioria
dos iraquianos e árabes.
A
brutal ocupação do Iraque pelo USA e seus cúmplices
está estimulando o povo do Iraque a fazer a resistência
armada para conseguir a libertação nacional e a democracia
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