Solidariedade aos estudantes progressistas da Universidade Columbia

retirado do www.cebraspo.com.br

Na noite de 4ª-feira, 4 de outubro, estudantes progressistas da Universidade Colúmbia protestaram contra o Projeto racista Minuteman, fora e dentro do auditório onde eles estavam discursando. Apesar de os estudantes terem sido submetidos a violentos e repetidos ataques pelas tropas de assalto Minuteman eles conseguiram falar o queriam e Jim Gilchrist, o fundador do Minutemen, terminou o seu discurso. Agora a universidade está ameaçando punir os estudantes anti-racistas. É urgente você agir imediatamente para dar a sua solidariedade.

A coalizão ANSWER preparou um modo fácil para você enviar sua mensagem para o Presidente Lee Bollinger, da Universidade Colúmbia, em apoio aos estudantes contestadores que estão sendo ameaçados pelas represálias que se seguiram ao protesto contra Jim Gilchrist, fundador do Projeto Minuteman, uma vigilante organização racista anti-imigrantes. Os contestadores entraram no auditório com faixas que diziam: “Ninguém é Ilegal” e “Diga não ao Racismo” . Eles foram agredidos fisicamente pelos Minutemen e seus asseclas. Quando eles discursavam contra o fascismo e o racismo, eles falavam por todos nós. Ainda, existe uma campanha coordenada de represálias contra os estudantes iniciada pela FoxNews, pelo Minutemen, pelo prefeito republicano da cidade de Nova Iorque, Mike Bloomberg, pelo New York Times e outros jornais.

É importante compreender que o Projeto Minuteman é, em sua essência, o mesmo que o nazismo e a KKK. Este fato tem sido disfarçado pela legitimidade conferida ao Minutemen por Lou Dobbs na CNN, na Foxnews e outros jornais considerados importantes, inclusive o NPR. O líder da supremacia branca da KKK, David Duke, conseguiu atingir a “ legitimidade” nas principais redes de jornais quando ele concorreu para governador na Lousiana. Tirando a máscara de um KKK ou a suástica de um uniforme nazista, nada muda na essência fascista deles.

 

Para compreender a declaração dos manifestantes explicando a decisão deles irem ao auditório leia abaixo:

GRUPOS RACISTAS E FASCISTAS NÃO SÃO BEM-VINDOS !

Declaração dos manifestantes anti-Minutemen que invadiram o auditório da Colúmbia contra a falação de Jim Gilchrist, em 4 de outubro.

6 de outubro de 2006.

Em conseqüência do protesto da noite de 4 de outubro contra Jim Gilchrist e os racistas Minutemen no auditório Roone Arledge queremos nos pronunciar claramente: estamos orgulhosos de mandar esta mensagem para todo o país dizendo que grupos racistas e fascistas não são bem-vindos à Colúmbia ou à cidade de Nova Iorque.

Como Chicanos e Latinos, além de Afro-americanos e povos progressistas de outras nacionalidades, nós assumimos como nossa a responsabilidade de dar voz às famílias imigrantes, sem documentos, que vivem com medo de grupos terroristas atuantes como o Minutemen. As patrulhas armadas desses grupos levam mais e mais pessoas desesperadas que intentam trabalhar a se depararem sempre com caminhos mais perigosos no USA. Mais de 3 mil pessoas, incluindo centenas de crianças, morreram no deserto. O sangue deles está nas mãos de Gilchrist e seus assassinos. Marginais fascistas não merecem discussão acadêmica. Como Hitler na Alemanha pré-nazista, Gilchrist e o Minutemen tentam demonizar as pessoas pobres estrangeiras considerando-as “fora” dos problemas da sociedade. Seu grupo não apresentou razões plausíveis. Ele expele racismo e ódio tentando dividir as pessoas jogando-as uma contra outras. Quanto mais Gilchrist tenta dourar sua mensagem em audiências nacionais mais a realidade revela a história verdadeira. Gilchrist é um membro da Coalizão da Califórnia para Reforma da Imigração que notabilizou-se agora por se referir aos mexicanos como “selvagens”. Discursando sobre os imigrantes mexicanos e centro-americanos, o co-fundador do Minuteman, Chris Simcox certa vez disse: “Eles não têm problemas em cortar sua garganta e tomar seu dinheiro ou vender drogas às suas crianças ou raptando sua filha. Eles são pessoas endemoninhadas”.

Este racismo vil transforma-se diretamente em violência sobre a face da terra. Seria legal matar os “ilegais” , disse um voluntário Minutemen. “ Atirar nos olhos deles. Essa é a minha recomendação política de imigração”. Não é de se admirar que organizações neo-nazistas como a Aliança Nacional elogie o Projeto Minuteman em suas publicações e tenham membros alistados nas milícias Minutemen.

Nós estamos convictos que caso o Partido Nazista fizesse um comício público no campus – grupos judeus iriam lá desafiá-los – como nós. Nós estamos certos que se a Ku Klux Klan fizer um comício no campus - grupos afro-americanos estarão lá para desafiá-los – assim como nós. O Minutemen não é diferente.

Nós estamos contentes pelo inesperado número de pessoas que responderam nosso chamado numa demonstração contra o racista e fascista Minutemen na noite de 4 de outubro. As centenas de pessoas fora do Roone Arledge cantando “ Munutemen, nazistas, KKK, racistas, fascistas FORA !” representaram os estudantes e pessoas da comunidade de todas as categorias de vida. Dentro do auditório, talvez cerca de 80% da multidão repeliram a mensagem de ódio do Minutemen.

Quando entramos no auditório, na noite de 4 de outubro, portando estandartes anti-racistas, pelos direitos dos imigrantes, nós enfrentamos um violento ataque dos adeptos de Gilchrist. Fomos os esmurrados e chutados. Estamos contentes porque a despeito desses ataques nós demos nosso recado. Quando Gilchrist abandonou o palco foi porque ele e seu grupo ficaram isolados.

Isso não é uma publicação de um discurso livre. O Minuttmen foi capaz de reservar um espaço na nossa universidade e ter a proteção da segurança do campus e a NYPD – tudo para expor seu discurso de ódio. Nós, juntamente com centenas de outros, expressamos nosso direito de falar e protestar.

Há mais de 50 anos, quando do Movimento dos Direitos Civis e do Movimento dos Direitos das Mulheres, grupos de ultra-direita têm, rotineiramente, usado a violência, o linchamento, assaltos armados e bombardeios contra o povo oprimido. Demais, quando nos organizamos para nos opormos a eles, para expressarmos nossos desprezos pela violência deles, somos censurados por impedir a palavra livre de quem perpetra a violência.

Agradecemos todos os que se juntaram aos nossos protestos dentro e fora do auditório.

Vergonha para a administração da Universidade Columbia por iniciar uma investigação sobre manifestantes pacíficos depois de ter falhado na condenação dos responsáveis pela violência. Vergonha para o Colegiado Republicano por convidar esses fascistas assassinos provocando tal afronta em nosso campus.

Nº visitas:
| Principal | Movimento Estudantil | Educação | Nacional | Internacional | Ciência | Arquivos |
| Literatura | Música | Cinema | Pintura | JEP1 | JEP2 | JEP3 | JEP4 | JEP5 | JEP6 |
| Heróis do Movimento Estudantil | Páginas Sugeridas | Contato | Livro de Visitas |