| Ameaça
colonial da Amazônia
A
região Amazônica é uma das regiões mais ricas do planeta em recursos
naturais - a tão desejada biodiversidade -, matéria prima essencial
de laboratórios para a produção de remédios e de indústrias para
a produção de diversas mercadorias. Por estas características,
por suas imensas reservas minerais e por ter a maior bacia
hidrográfica do planeta esta região de nosso país, nos últimos
anos, passou a ser objeto de uma crescente corrida imperialista
pela disputa do seu controle.
Assim,
estamos vivendo uma situação colonial crescente na Amazônia;
a região está infestada de estrangeiros incrustados em ONGs,
além de europeus com a aparência de ecologistas bonzinhos: todos
numa selvagem disputa pelo domínio da imensa floresta. Esta nova
divisão de nosso território tem o beneplácito de governantes
de todas as laias, sejam eles de esquerda ou direita. Com consentimento
e contemporização dos governos de plantão, tem penetrado agentes
de toda espécie, espiões de todas as potências, numa açulada e
desenfreada cobiça pelas riquezas do nosso país. Estão mapeando
todo o território visando sua utilização futura; os protagonistas
dessa disputa se transvestem de cientistas, enquanto aqueles que
de fato se dedicam à ciência prestam seus “nobres e neutros” serviços
ao imperialismo.
Com a ajuda do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,
projeto financiado pela NASA e pelos europeus, desenvolve-se na
Amazônia (não apenas na parte brasileira, mas em toda a Amazônia
latino-americana) um mega-projeto, no qual o SIVAM virou atividade
de escoteiros. O conjunto dessas atividades permitem uma varredura
completa na região e o inventário de todo tipo de riquezas encontradas,
para que logo se inicie sua exploração. Exemplo desta situação
são as pesquisas feitas sobre a vegetação e o seu valor medicinal:
a própria Rede Globo mostrou que mais de 97% das plantas
medicinais foram ou estão sendo patenteadas por potências imperialistas.
Nas
escolas dos EUA há algum tempo são estudados mapas do Brasil sem
a Amazônia, substituindo-a pela denominação de “Área de Controle
Internacional”. Do jeito que as coisas andam isto não está tão
distante da realidade. Os gringos, através de suas ONG’s e do
próprio Estado brasileiro, tem demarcado vastas regiões - que
somam milhões de hectares - como áreas de reserva de diferentes
formas: áreas de proteção ambiental, reservas florestais, reservas
biológicas, etc., onde são mantidos verdadeiros exércitos particulares
que controlam o acesso de qualquer pessoa. Existem áreas nas quais
brasileiros não entram; só estrangeiros têm acesso.
Para
abrir o caminho para o imperialismo o Estado brasileiro, através
de seus governos de plantão - como o do Acre, do PT - tem atuado
de forma contundente na expulsão dos trabalhadores da região;
são expulsos seringueiros, madeireiros e principalmente camponeses.
Visam o esvaziamento humano da Amazônia, a construção de “vilas
estratégicas”, a “cooptação” (para “vigilância”) de agrupamentos
indígenas inteiros, numa desenfreada militarização de toda a região,
combinada com o incremento das ações policiais do IBAMA e de outros
aparatos repressivos.
Plano
Colômbia: guerra imperialista chega à America Latina
O
chamado “Plano Colômbia” , apresentado como “plano de combate
às drogas e ao terrorismo”, tem como objetivo justificar a militarização
de todo o continente latino-americano e a ocupação militar ianque
da Região Amazônica. A tese da “internacionalização da Amazônia”,
defendida pelas potências imperialistas, não tem outro objetivo
senão justificar a dominação e a exploração desenfreada
da região. Com a desculpa do combate às drogas, da defesa
do meio ambiente e mais que nunca do “combate ao terrorismo”,
o imperialismo apressa seus planos de coesionamento da opinião
pública de seus países para o apoio à guerras de rapina pelo controle
desta estratégica região.
Mesmo
antes dos acontecimentos de 11 de setembro o governo norte-americano
já vinha implementando seus planos beligerantes. Os Estados Unidos
têm cerca de 250 “funcionários” civis e militares na Colômbia.
A maioria deles está envolvida em operações conduzidas pela polícia
e pelo exército colombiano, que visam o treinamento e patrocínio
financeiro do Estados Unidos no suposto combate às drogas neste
país.
Porém,
a verdade é que o alvo do governo norte-americano não são os traficantes
nem apenas a guerrilha colombiana. O alvo central dos ianques
é o movimento revolucionário que toma corpo na América Latina.
Dentre ele, destaca-se a guerra popular no Peru, que retoma suas
ações e segue incontível há 21 anos.
O
exército ianque já possui bases militares na Colômbia, Peru, Equador
e Bolívia; procura agora instalar uma área de lançamento de mísseis
na Argentina. Toda esta política de intervenção nos países da
América Latina vêem sendo aplicada há anos e, com os últimos acontecimentos
nos EUA, se tornarão ainda mais intensas. Não podemos subestimar
os sinistros planos que os imperialistas preparam para os povos
oprimidos do mundo e, diante deles, só nos resta o caminho da
luta combativa.
Frente
a toda esta situação não podemos permanecer calados; já passa
da hora dos estudantes lançarem seu brado contra essa ameaça colonial
que avança. É o momento de levantarmos por todo o país uma campanha
de denúncias, esclarecimentos e de ações concretas anti-imperialistas
sob a bandeira de:
“Abaixo
o imperialismo!”
“Ianques
fora da Amazônia e América Latina!”
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Vejam
uma “pequena” lista dos bombardeios que os EUA fizeram após
a Segunda Guerra Mundial: |
| China
1945-46-50-53;
Coréia
1950-53;
Guatemala
1954-60-67-69;
Indonésia
1958;
Cuba
1959-60;
Congo
1964;
Peru
1965;
Laos
1964-73;
Vietnã
1961-73;
Camboja
1969-70; |
Granada
1983;
Líbia
1986;
El
Salvador década de 80;
Nicarágua
década de 80;
Panamá
1989;
Iraque
1991-99;
Sudão
1998;
Afeganistão
1998
Iugoslávia
1999 |
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