Por uma nova bandeira

Estudantes ocupam a faculdade de Direito da UFMG em protesto contra o regime militar (1968)A experiência histórica confirma a importância do movimento estudantil nas lutas pelas transformações da sociedade. Confirma também que ele só cumpriu este papel quando se dedicou a servir ao povo e à sua causa. Isto significa que devemos combater essa sociedade degenerada que aí está, baseada na exploração do homem pelo homem, na busca pelo lucro material como fim, no egoísmo e no individualismo. Hoje, mais do que nunca, o movimento estudantil deve combater implacavelmente toda esta podridão e lutar por um mundo novo.

A situação em nosso país é a de uma aguda crise econômica, social e política. De forma concentrada ela se expressa como crise moral do velho e podre Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente o norte-americano.

Estudantes apoiam a luta do povo pela moradiaE são estas condições objetivas que determinam a situação revolucionária em desenvolvimento no país, que empurra as massas para a luta. Os gerentes de turno do Estado brasileiro fazem de tudo para aplicar os planos que assegurem os interesses imperialistas e as reformas que perpetuem a velha, corrupta e opressora máquina estatal. É em razão disto que seguem pendentes no país o problema agrário e nacional, nunca resolvidos, os quais constituem-se no ferrolho que mantém as massas populares trabalhadoras na mais intensa exploração e opressão e a nação submetida ao imperialismo. Para levar adiante a tarefa democrática revolucionária de libertar as massas populares e a nação, é imprescindível que o movimento estudantil tome parte ativa na frente única revolucionária juntamente com a classe operária, os camponeses pobres e a pequena burguesia democrática.

Estudantes queimam bandeira ianque em frente ao consulado norte-americano após a II Assembléia Nacional dos Estudantes do PovoA luta contra o imperialismo, principalmente o norte-americano, é parte inseparável da luta por uma verdadeira democracia, assim como pela conquista da paz em todo o mundo. Não podendo superar sua gigandesca crise que beira à catástrofe, o grupo de monopolistas ianques comandados por Bush desencadeou, com os bombardeios ao Afeganistão, a luta pela nova partilha do mundo, colocando em marcha a preparação da nova guerra mundial. Fazer a revolução para derrotar o imperialismo e seus lacaios em cada país é o único caminho para a libertação nacional e popular e é a condição única de eliminar as guerras para sempre.

De forma especial ainda necessita-se da mais massiva luta por escolas e universidades que sirvam ao povo, por uma verdadeira educação baseada no conhecimento científico, educação que vincule o estudo investigativo com a produção e a luta popular. É necessário rebelar-se contra toda essa burocracia a serviço do capital, rejeitar as ilusões mesquinhas e os expedientes fuleiros que tentam nos empurrar como "autonomia e democracia", eleição para reitor por lista tríplice e outros. Na luta por uma escola e universidade novas lutemos para exercer o controle de todas as suas atividades por estudantes, professores e funcionários. O oportunismo que tem predominado no movimento, apodrecendo-o no reformismo mais reles e decrépito, tem por objetivo desviar os estudantes do caminho revolucionário.

Militantes do M.E.P.R. queimam bandeira da UBES em protesto ao oportunismo dessa entidadeAtravés do reconhecimento de sua ordem institucional, de suas leis anti-povo, participando do farsante e corrupto jogo das eleições, legitima toda a situação de opressão e exploração sobre as massas populares. Traficando com os interesses dos estudantes e do povo, submetem tudo aos seus mesquinhos projetos eleitoreiros, processo que só fomenta o personalismo, a hipocrisia, a vaidade e a sede de poder pessoal.

Para cumprir tarefas tão grandiosas e urgentes necessita-se daquele verdadeiro e autêntico movimento estudantil. Somente um novo movimento estudantil, popular e revolucionário pode impulsionar as massas estudantis para servir ao I Assembléia Nacional dos Estudantes do Povopovo, servir aos interesses de nosso país e à humanidade, através do único caminho possível: o de mobilizar-se para a revolução, pela transformação completa de nossa sociedade, pela destruição de todo este sistema apodrecido, de exploração, miséria e opressão e pela construção de um novo poder de nova democracia que marche ininterruptamente para o socialismo, o poderdas massas populares, baseado na aliança da classe operária com os camponeses pobres. Nos dias 29 e 30 de abril e 1° de maio de 2001, 500 ativistas estudantis, universitários e secundaristas, se reuniram em torno de uma Nova Bandeira: fundaram um novo movimento estudantil popular e revolucionário. O primeiro passo foi dado. Um grande passo! A tarefa dos estudantes revolucionários é a de erguer bem alto esta Nova Bandeira, construindo e desenvolvendo o novo movimento estudantil para servir ao povo e à revolução.

Levantemos juntos e vigorosamente a Nova Bandeira!

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