| Os
estudantes impedirão a ocupação do EUA em
Alcântara
No
dia 27 de novembro de 2002, os estudantes de São Luís,
no Maranhão, tomaram as ruas da cidade para dizer não
ao imperialismo ianque. Com grande ousadia e rebeldia afirmaram,
com gritos e faixas, que os ianques não irão ocupar
o Centro de Lançamentos de Alcântara. Esta base militar
foi entregue aos norte-americanos a partir de um acordo secreto
assinado pelo governo FHC. Este Centro pertencia à Força
Aérea Brasileira e possui a melhor localização
do mundo para lançamento de satélites e mísseis.
A
manifestação antiimperialista foi organizada pelo
Movimento Estudantil Popular Revolucionário, pelo grupo
Voz da Juventude e pelo movimento anarco-punk R2. Participaram
do protesto mais de 700 estudantes que representavam 12 escolas
e duas universidades. A passeata saiu da porta do Cefet e se encontrou
com estudantes de outras escolas secundaristas e cursinhos pré-vestibulares.
O ódio dos estudantes maranhenses contra o imperialismo
é muito grande, já na mobilização
as massas com muito entusiasmo aplaudiam os companheiros de nosso
movimento nas passagens em salas de aula.
Na
manifestação, a garra dos jovens da "Ilha rebelde"
ficou mais evidente. Com destemor cruzaram as ruas do centro da
cidade dando um recado claro para os norte-americanos: "Não
ousem pisar em nosso território". No fim da manifestação
uma bandeira ianque foi incediada e o presidente da Associação
dos Moradores de Alcântara, que participou de todo o protesto,
fez uma intervenção emocionada se colocando ao lado
na luta dos estudantes para impedir que os genocidas militares
ianques ocupem uma parte de nosso território.
Principais
termos do acordo que entrega a Base de Alcântara (CLA) para
os militares norte-americanos:
1)
A Base de Alcântara torna-se de controle exclusivo do EUA,
brasileiros só poderão ter acesso mediante autorização
do governo norte-americano.
2)
O EUA poderá fazer, sem aviso prévio, inspeções
na Base.
3)
Os crachás para acesso nas áreas restritas serão
emitidos pelo governo do EUA.
4)
O governo brasileiro não poderá inspecionar os contêineres
vindos do EUA.
5)
Estará proibida qualquer cooperação técnica
com brasileiros.
6)
Nenhuma remuneração paga pelo EUA para utilização
do Centro poderá ser revertida um projetos brasileiros
aeroespaciais.
7)
O Brasil fica proibido de utilizar o Centro para lançamentos
seus, ou de outros países, quando sejam vetados pelo EUA. |