| Cresce
por todo o país a luta combativa e independente dos estudantes
Tocantins
Estudantes
deflagram greve vitoriosa
A
greve dos estudantes da UNITINS, campus Araguaína, iniciou-se
em 23 de setembro de 2002, foi organizada pelos C.A.s e D.A do
campus. A partir desta coordenação foi criado o
movimento SOS UNITINS – POR ESPAÇO FÍSICO.
O
campus de Araguaína tem em torno de 500 estudantes distribuídos
em 5 cursos. A falta de espaço físico impossibilita
que mais estudantes ingressem no curso superior, o processo seletivo
já foi adiado algumas vezes e o número de vagas
oferecidas é sempre menor. Por isto, as reivindicações
não interessavam somente aos estudantes da UNITINS, e sim
a toda população e os estudantes secundaristas que
aguardam para entrar na universidade.
Reitoria
x Estudantes
A
reitoria tem o projeto de ampliar o núcleo da veterinária
em Araguaína para comportar novos alunos. Porém
este campus fica distante da cidade e não tem estrutura
para os cursos de humanas. Os estudantes não aceitaram
ir para este lugar e exigiam o espaço de um prédio
do governo, que serve de sede para a Secretaria de educação
do estado e para uma escola de ensino fundamental e médio
com cursos profissionalizantes. Neste prédio havia 20 salas
vazias, o diretor responsável alegava que seriam ocupadas
todas em 2003. Afirmação que toda a população
sabia ser falsa.
A
exigência dos estudantes era: utilizar estas salas até
que o governo construísse um novo prédio só
para a UNITINS.
86
dias de greve
Depois
de muitas conversas, o movimento SOS UNITINS, decidiu em assembléia
de estudantes que somente radicalizando iriam conseguir o que
queriam. Assim foi deflagrada a greve. Inicialmente foram planejados
piquetes diários para impedir de assistir aula os poucos
alunos que não aderiram ao movimento. A greve tinha atividades
diárias para envolver todos os estudantes, estes participavam
em comissões e escalas para panfletar e recolher assinaturas
para o abaixo-assinado.
Os
grevistas fizeram uma manifestação pela cidade e
logo depois ocuparam o campus da universidade, com faixas, bandeiras,
bumbo, carro de som. A diretora chamou a polícia sob a
falsa alegação de existirem "alunos radicais
armados invadindo a universidade". A PM entrou no campus,
algemou as lideranças que foram obrigadas a se deitar com
o rosto para o chão. No entanto, os outros estudantes não
deixaram que seus companheiros fossem levados. Foi necessária
a presença do juiz da cidade para soltar os estudantes.
Houveram
várias passeatas e muitos panfletos foram distribuídos
nas praças centrais pedindo apoio à população.
Foi feito também um abaixo assinado para mostrar que os
estudantes não estavam sozinhos. Mesmo com toda esta pressão
obtiveram poucas respostas. Fruto disto decidiram ocupar o prédio
das salas que eram reivindicadas. Centenas de estudantes organizaram
barracas e toda estrutura necessária para permanecer no
prédio o tempo necessário. Depois de ocupado, mais
uma vez a policia foi chamada. Desta vez os estudantes fecharam
os portões e protegeram as lideranças. Resistiram
no prédio até ser marcada uma reunião com
a reitoria.
Repressão
policial
Durante
todos os atos a polícia sempre apareceu fortemente armada,
para intimidar e tentar criminalizar a justa luta dos estudantes.
Mas os estudantes não se intimidaram. Pelo contrário,
aprenderam que é necessário estar preparado para
resistir, pois em toda luta justa do povo o Estado utilizará
todo o seu aparato para reprimir.
A
vitória
Neste
dia, houve uma negociação entre a reitoria, o diretor
da escola, e o movimento SOS UNITINS. Diante da firmeza dos estudantes
foram cedidas 8 salas para serem usadas pela universidade. Depois
da vitória, os estudantes decidiram, em assembléia,
encerrar a greve. Nestas 8 salas foi instalado todo o curso de
geografia. Isto possibilitou a abertura de mais vagas no processo
seletivo 2003.
Neste
mesmo dia, a diretora do campus pediu demissão alegando
que o reitor estava deixando alunos radicais tomarem conta da
universidade e que estava dando mais crédito aos alunos
que a ela. Na verdade a diretora se sentiu vencida, pois em todo
momento foi contra a luta, botou a polícia para bater nos
estudantes e ameaçou os professores que apoiavam a greve.
Depois
da saída da diretora, uma comissão vinda de Palmas
assumiu a direção do campus para planejar a reposição
de aulas e a estruturação para as novas salas. Os
alunos pressionaram para que um professor do campus de Araguaína
assumisse, porque somente com um professor que conviveu com todo
este processo poderia coordenar melhor o campus e ouvir os estudantes.
Em 2 semanas, mais uma vitória, um professor da própria
cidade assumiu a direção do campus.
Pernambuco
Luta
contra a taxa na UPE
A
cada ano reduzem-se mais as verbas destinadas ao custeio da educação.
Isto tem deixado a UPE em péssimas condições
de funcionamento. Utilizando a falta de verbas como pretexto a
reitoria da UPE cobra de seus alunos matrícula e mensalidades.
Contra esta privatização descarada os estudantes
da FFPP (Faculdade de Formação de Professores de
Petrolina, campus da UPE) têm travado há mais de
9 meses uma grande luta.
A
partir de uma grande agitação feita no ato da renovação
de matrícula foi montado um grupo que entrou com uma ação
judicial, reclamando na justiça com base nas constituições
federal e estadual o direito de estudar gratuitamente. Ao iniciar
o semestre passado foi conformado o Comitê de Luta Contra
a Privatização, na seqüência foi feita
uma assembléia com mais de 400 estudantes que deliberou
a instauração do boicote e ao final do mês
de agosto a adesão já chegava a 65%. Foram realizadas
várias manifestações massivas dentro e fora
da faculdade, a luta teve grande repercussão e conquistou
a simpatia da maior parte da população.
Diante
da organização e da disposição de
luta dos estudantes a direção desatou uma campanha
de pressões e chantagens na tentativa de conter a luta.
Chegou ao absurdo de ameaçar chamar a polícia para
impedir um estudante de entrar na faculdade, mas nem assim conseguiu
conter a luta. No final do ano, com a realização
do I Seminário de luta contra a privatização,
foi deliberada a continuidade do boicote e tiradas algumas atividades
de mobilizações durante as férias, entre
elas várias idas ao fórum, o resultado foi uma sentença
judicial dando ganho de causa a 56 estudantes. Mais 124 companheiros
entraram na justiça e conquistaram liminar que lhes asseguraram
o direito de se matricularem sem pagar.
Com
esta nova vitória a direção da faculdade
demitiu 32 professores substitutos inviabilizando o funcionamento
da faculdade e responsabilizando os alunos que lutam contra a
privatização numa clara tentativa de jogar os estudantes
uns contra os outros. Uma assembléia geral foi convocada
e os estudantes e professores não se deixaram iludir pela
lábia da diretora, responsabilizaram-na pelas demissões
e exigiram a recontratação imediata dos professores.
Passadas algumas semanas a diretora foi obrigada a recontratar
os professores substitutos. Recentemente todos os processos foram
julgados e o parecer definitivo do juiz de Petrolina dá
aos estudantes mais uma vitória.
A
luta agora consiste em trabalhar pela ampliação
do boicote, o direito conquistado por alguns deve ser estendido
a todos.
Abaixo
a política de privatização da educação!
Minas
Gerais
Vitória
na luta contra as taxas na UFMG
Pelo
terceiro semestre consecutivo, estudantes da UFMG conquistaram
a vitória de não pagar a matrícula semestral
que atualmente é de R$157,00.
A
reitoria se enganou quando pensou que iria intimidar e barrar
a continuidade da luta ao expulsar 6 companheiras da Faculdade
de Educação (FaE) por não terem pago a taxa
de matrícula. Além de garantirmos o cancelamento
da expulsão das companheiras da FaE, hoje mais de 40 companheiros
e companheiros de vários cursos entraram na justiça
e não vão pagar a semestralidade até o final
do curso.
Para
ampliarmos esta luta foram realizadas panfletagenes e banquinhas
divulgando o material do Comitê de Luta contra a privatização
e do MEPR na recepção de calouros realizada pela
reitoria. Denunciamos o plano de privatização em
que as taxas se incluem e tivemos como resposta um grande apoio
dos estudantes novatos, o que demonstra que esta luta será
cada vez mais massiva.
Estudantes
ganham batalha contra taxa de matrícula na Unimontes
No
início deste ano, a Unimontes foi palco de uma grande luta.
O movimento que se iniciou com 30 companheiros decididos a não
pagar mais as abusivas taxas se alastrou por todos os cursos da
Universidade. A luta ganhou as ruas em uma agitada e combativa
panfletagem no centro da cidade, que contou com a participação
e apoio dos professores e da população.
A
pressão feita pelos estudantes, fez com que a justiça
expedisse uma liminar obrigando a Uunimontes a suspender a cobrança
das taxas de matrícula. Mais de 450 estudantes fizeram
a matrícula sem pagar a taxa de R$ 218,00!.
Agora
os companheiros preparam-se para enfrentar uma nova fase da luta:
ampliar a organização para assegurar o direito conquistado.
A
reitora da Unimontes afirma que as taxas de matrícula representam
70% das arrecadações próprias e que sem elas
a universidade vai falir porque o Estado só paga o pessoal.
Este argumento prova que estamos certos, que a universidade vem
sendo privatizada passo a passo, de taxa em taxa.
Após
a vitória dos estudantes, o reitor da Unimontes prestou
declarações à imprensa dizendo que vai recorrer
à justiça e que tem o apoio da Procuradoria Geral
do Estado. Em anúncios pagos, declara insistentemente que
a cobrança da taxa é indispensável para o
funcionamento da Universidade, do hospital universitário,
dos projetos, da pesquisa e extensão e até da biblioteca.
Tenta assim colocar o povo de Montes Claros contra os estudantes
que boicotam a taxa de matrícula. Na vã tentativa
de nos intimidar, a reitoria da Unimontes só faz aumentar
o movimento por uma universidade verdadeiramente pública,
gratuita, democrática e que sirva ao povo.
Estudantes
contra a privatização do CEFET
Os
estudantes do CEFET-Araxá têm travado uma grande
luta contra a privatização do ensino, a situação
aí não é diferente dos Cefets de todo o país.
Nós
estudantes do Cefet-Araxá nos organizamos no final de 2002
e iniciamos uma luta decidida contra a cobrança da taxa
de matrícula que era no valor de R$ 65,00. O boicote foi
a forma de luta que encontramos para barrar a política
criminosa dos governos de plantão, que tentam repassar
a sua obrigação de manutenção do ensino
para nos alunos.
Foram
feitas diversas reuniões e assembléias de alunos
e pais, o que resultou numa derrota aos planos do governo, pois
o pagamento da taxa deixou de ser obrigatório. Este é
apenas o início da luta dentro do Cefet-Araxá, pois
iremos seguir nos organizando dentro de cada sala de aula para
este ano exigir todos nossos direitos.
Rebelião
de estudantes assusta diretores em Mariana
No
dia 04 de dezembro de 2002, os estudantes da Escola Estadual Dom
Silvério, organizados pelo Movimento Estudantil Popular
Revolucionário, realizaram uma grande manifestação
em defesa de seus direitos, que ficou conhecida como a REBELIÃO.
Durante o turno da tarde centenas de alunos paralizaram as aulas
e foram para o pátio exigir do governo e da diretoria da
escola a reforma imediata da quadra, reativação
dos computadores, equipamentos de laboratório, mais higiene
nos banheiros e liberdade para contruir o novo movimento estudantil
dentro de cada sala de aula. Por mais que algumas pessoas ligadas
aos altos escalões dos "educadores" tentassem
denegrir a nossa luta, chamando a manifestação de
baderna, os alunos saíram vitoriosos. No dia seguinte a
diretora da E.E. Dom Silvério, Lúcia Godinho, e
a superintendente de ensino foram obrigadas a se reunirem com
os representantes da Frente Estudantil Rebelião para discutirem
as reivindicações dos estudantes. Todas as nossas
exigências foram atendidas.
Rio
de Janeiro
Luta
pelo bandejão na UFRJ
Nessa
universidade, milhares de estudantes não conseguem almoçar
por menos de 4-5 reais. Isto porque na UFRJ não existe
mais Restaurante Universitário (Bandejão) para seus
alunos e funcionários.
Esta
universidade já teve mais de dez bandejões, porém
a partir de meados de 1992 eles foram sendo gradualmente desmontados,
acabando com o direito dos estudantes de se alimentarem por um
preço mais baixo. Naquela época, governo Collor/Itamar,
com boa parte das estatais já privatizadas, se acentuou
a política de cortes de verbas para a educação.
Os bandejões foram todos fechados e alguns alunos passaram
a receber bolsas de auxílio alimentação,
que por sinal durou pouquíssimo tempo.
No
início do ano letivo de 2003, alguns estudantes de geografia
se manifestaram com cartazes e palavras de ordem durante uma aula
inaugural que contava com a participação do Ministro
da Educação, que preferiu não comentar o
protesto, apesar de constantemente ficar afirmando que não
permitirá que a universidade seja privatizada. Inconformados
com a situação, os estudantes decidiram concentrar
todas as reclamações e exigências pela reabertura
dos bandejões, numa luta conjunta em toda a universidade.
A Frente Estudantil Revolucionária – MEPR tem participado
ativamente junto com os demais estudantes na construção
de Comitês de Luta pelo Bandejão nos campi da Ilha
do Fundão, Praia Vermelha e IFCS.
Estudantes
da UFF em luta pela moradia estudantil
Os
estudantes que ingressam na Universidade Federal Fluminense (UFF)
são postos à prova de um desafio para permanecerem
estudando: terem que bancar os custos de moradia, pois a universidade
nunca forneceu, em suas diversas alocações, residência
para os estudantes. O Governo Federal simplesmente tira o corpo
fora da responsabilidade de dar condições para que
os estudantes possam prosseguir seus estudos. A situação
é mais grave na UFF – Niterói, aí 70%
dos alunos são de fora da cidade ou do estado do Rio. A
falta de moradia estudantil, agregada com a inexistência
de passe-livre para universitários na região, é
a principal razão dos grandes níveis de evasão
escolar da UFF.
A
única alternativa referente a moradia estudantil em Niterói
é a Casa do Estudante Fluminense (CEF), que deveria ser
custeada pelo Governo Estadual. Fora a isenção de
luz e água, a Casa do Estudante sobrevive através
de parcas doações da UFF e pela organização
interna dos moradores (estudantes universitários e secundaristas
diversos). O que predomina é a inexistência de verbas
destinadas à Casa, as infiltrações (de água
e raízes de árvores) nas paredes, ratos e baratas,
além da superlotação constante (a Casa tem
cerca de 50 vagas, mas como a procura é imensa, os moradores
acabam improvisando "vagas extras").
Em
meados de 2002, os estudantes da UFF, cansaram de ouvir as desculpas
da reitoria e passaram a organizar o Fórum de Luta pela
Moradia, que apesar de ainda estar em disputa por traçar
uma linha acertada, segue na luta promovendo debates e organizando
atos em defesa do direito de estudar. A Frente Estudantil Revolucionária
– MEPR, vem participando do Fórum desde a sua criação
no sentido de lutar por imprimir uma linha revolucionária
à luta pela moradia. Repudiamos as tentativas do DCE, que
por vários anos prometeu erguer essa bandeira mas nunca
cumpriu. O que estes oportunistas querem é se apropriar
da justa luta que os estudantes estão construindo. Para
tal se aliam à reitoria na tentativa de desmoralizar o
Fórum.
Na
Unesp (SP), os estudantes dão um grande exemplo de luta.
No dia 23 de abril, os estudantes ocuparam uma das salas centrais
do campus de Bauru. A reivindicação é a construção
de moradia estudantil e pelo direito de participar nas decisões
dentro da faculdade. Os estudantes foram vetados de participar
do conselho universitário sendo agredidos pela PM com cães
e gás de pimenta. O movimento por moradia só desocupará
quando estiver construído os blocos.
Paraná
Pedagogia
na luta contra o sucateamento
A
Universidade Federal do Paraná, também tem sido
alvo de inúmeros ataques por parte do governo federal.
O curso de Terapia Ocupacional é o melhor exemplo: possui
apenas 1 professor efetivo e, devido a isso, os estudantes não
têm ao menos um Colegiado de Curso, já que para participar
da administração o professor precisa ser efetivo.
A estrutura dos cursos que não recebem "apoio"
da iniciativa privada é extremamente precária, os
laboratórios são antigos e mal equipados. Quase
não há serviços de assistência aos
estudantes: as casas de estudantes são pagas e as bolsas
são poucas e insuficientes. Além disso, a Universidade
já começa a ser invadida por taxas, que crescem
a cada dia.
No
curso de Pedagogia, algumas turmas perderam o ano devido à
falta de professores e a maioria dos estudantes ficou ao menos
sem uma disciplina. Alguns professores foram contratados apenas
no final do ano e deram em 2 meses o conteúdo de matérias
que são anuais! Na Pedagogia, 32 estudantes desistem do
curso por ano, sendo que em alguns cursos a desistência
passa de 50. No total, a Universidade tem cerca de 2400 vagas
ociosas!
Um
grupo de companheiras da Pedagogia organizou no início
do ano uma Pauta de reivindicações junto aos estudantes,
entregando-a em forma de abaixo assinado à direção
do Curso e exigindo soluções. Esse foi um passo
muito importante, pois rompeu o imobilismo e a inércia
em que se encontrava o movimento estudantil na Universidade. O
DCE oportunista, dirigido pelo PT, apoiou a candidatura do atual
reitor Carlos Moreira e tem o rabo preso com a reitoria. Não
organizam luta e nada fizeram durante o ano para resistir à
política de corte de verbas. O Centro Acadêmico de
Pedagogia é ligado ao DCE e aplicam essa mesma política
de conciliações.
Os
estudantes que organizaram o abaixo assinado preparam agora uma
paralisação das aulas para exigir a contratação
imediata dos professores em aberto para esse ano letivo e já
começam a se organizar em uma chapa combativa e independente
do DCE para tomar o Centro Acadêmico dos oportunistas e
colocá-lo a serviço da luta dos estudantes.
Hoje
é falta de professores, amanhã pedirão que
saia do nosso bolso o dinheiro para pagá-los! Abaixo o
sucateamento das Universidades!
Amazonas
Estudantes
da UFAM invadem reitoria
Os
estudantes do ICHL - Instituto de Ciências Humanas e Letras,
ocuparam a Diretoria da Unidade (ICHL) para reivindicar a entrega
do seu laboratório de informática. Essa luta pelo
Lab. Informatica é uma novela que ja dura dois anos de
promessas e de traições no M.E. na UFAM.
A
atual direção do DCE/UFAM (UJS/PCdoB) vive de conchavo
com a reitoria, o que fez com que os estudantes não reividicassem
mas essa entidade como entidade de luta. Vários C.A.s de
oposição a UJS no DCE se mobilizaram juntamente
com a fração minoritária do DCE para ocupar
a direção do ICHL e fazer um verdadeiro apitaço.
Desculpem o texto pequeno, estou enviando o e-mail direto do computador
da diretora do ICHL. E, não sei quando nos colocarão
para fora. Antônio Júnior - vice pres. DCE/UFAM,
direto do computador da diretora. (retirado do Centro de Mídia
Independente)
Goiás
Estudantes
se matriculam sem pagar taxa na UFG
Para
fazermos a matrícula do ano letivo na UFG, somos obrigados
a pagar uma taxa no banco, como em uma universidade particular.
Se não pagamos, somos impedidos de nos matricular e continuar
estudando.
No
dia 02 de abril, 11 estudantes da UFG, que reclamaram na justiça
o direito de estudar sem pagar a taxa de matrícula, obtiveram
a seu favor a decisão de um juiz, que considerou a cobrança
da taxa uma violação da gratuidade da educação
publica. Alguns diretores tentaram defender a cobrança
de taxas e convencer os alunos a pagá-las, mas o que o
debate gerou foi mais estudantes dispostos a boicotar as taxas
e não pagar o que não devem.
Com
as matrículas feitas e o reinício das aulas, os
estudantes propagandearam ao máximo sua vitória.
Distribuímos panfletos, colamos cartazes e tomamos a palavra
em vários eventos da universidade, convocando os companheiros
a se juntarem nesta luta. Os representantes da Reitoria ficaram
sempre na defensiva e tiveram de engolir a combatividade estudantil.
Os
estudantes da UFG continuam avançando na organização,
travando a luta pela constituição de Comandos de
Luta Contra a Privatização. Além de lutar
pela garantia da matrícula dos 11 estudantes que entraram
na justiça, vamos pedir o ressarcimento para àqueles
que pagaram a taxa. O boicote ficará cada vez mais forte.
Luta
pelo passe-livre em Goiânia
A
ganância e podridão dos governantes e empresários
do transporte coletivo há algum tempo tem despertado a
fúria e revolta da população de Goiânia,
que têm reagido bravamente atacando centenas de ônibus
e desafiando a repressão da polícia militar. Os
estudantes, junto ao Movimento Estudantil Popular Revolucionário,
também se manifestaram em repúdio aos seguidos aumentos
das passagens e exigindo o Passe-Livre.
Foram
organizadas duas combativas manifestações. A primeira
foi no dia 1.º de novembro de 2002, um dia antes do aumento
da passagem. Estudantes de vários colégios secundaristas,
da UFG e Universidade Católica de Goiás –
UCG, organizaram o Dia do Pulão, pulando as catracas dos
ônibus, para se encontrarem e saírem em passeata.
Ainda mais estudantes foram mobilizados em direção
ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros. Depois
se dispersaram em grupos e voltaram para casa sem pagar passagem.
Na
segunda manifestação, algumas semanas depois, os
estudantes saíram às ruas empunhando muitas bandeiras
vermelhas e fecharam o principal cruzamento do Centro da cidade,
impedindo a circulação dos ônibus. A ação
durou aproximadamente vinte minutos, até que um dos ônibus
avançou para cima dos manifestantes, que mantiveram a rua
fechada. Quando o trânsito já estava sendo liberado,
os policiais covardes vieram atrás, atirando para cima
e agredindo os estudantes. Não conseguiram dispersar a
massa, pelo contrário, encontraram muita resistência,
inclusive do povo que acabou aderindo ao protesto.
A
luta pelo Passe-Livre em Goiânia segue adiante, e os estudantes
se preparam para novos embates.
Mato
Grosso do Sul
Luta
pelo passe-livre
Ao
voltarem das férias os estudantes universitários
de Dourados/MS receberam uma péssima "surpresa"
da pteriam direito ao meio-passe, teriam que gastar 0,60 para
se deslocar até a universidade. O prefeito de Dourados,
Laerte Tetila do PT, aproveitou o período de férias
para atacar o direito dos estudantes, pensava assim que seria
possível acabar com o passe-livre para os universitários.
Entretanto
a resposta dos estudantes foi imediata. No dia 04 de fevereiro,
foi feita uma combativa assembléia com alunos da UEMS (Universidade
Estadual do Mato Grosso do Sul) e UFMS (Universidade Federal do
MS). Uma das propostas discutidas foi a de fechar a prefeitura,
"aquela porcaria" como disse um estudante. Ao final
da Assembléia foi definida a manifestação
para 06 de fevereiro. A disposição dos estudantes
era de lutar até conquistar o seu direito de volta.
Logo
pela manhã, no dia combinado, mais de 500 universitários
tomaram as ruas de Dourados. A passeata foi até as portas
da prefeitura, o secretário de transportes, Oslon Paes,
foi bastante vaiado quando chegou ao local, arrogante ele não
recebeu os estudantes. Mas os universitários estavam preparados
para acampar na porta da prefeitura. O prefeito covardemente fugi
arrumando uma viagem para Brasília. Todos estes expedientes
não desanimaram os manifestantes que se mantiveram firmes
com suas faixas, bandeiras e palavras de ordem. Às 11:30
o secretário de transportes foi obrigado a receber uma
comissão de estudantes. Diante de tamanha pressão
a prefeitura cedeu e os universitários tiveram de volta
o seu justo direito ao passe-livre! |