| A
crise do sistema capitalista é a causa da guerra imperialista
Não
existe nada mais horrendo, criminoso e cruel do que estamos vendo
nesta guerra imperialista que o EUA faz contra o povo iraquiano.Promovem
o bombardeio e o assassinato de milhares de pessoas para o assalto
de suas riquezas. Como se não bastasse a política
de miséria a que estão submetidos os países
do Terceiro Mundo através dos acordos de exploração
comercial e financeira de Banco Mundial e FMI, o imperialismo
vem sem máscaras e adereços invadir os países
que não se dobraram perante seu domínio completo.
A
partir de 1900, a livre concorrência que alavancara o capitalismo
no seu nascedouro, deu lugar ao capitalismo monopolista, o imperialismo.
Daí em diante, o capitalismo abandona seu desenvolvimento
livre para dar lugar ao controle total do mundo por um punhado
de empresas monopolistas, com sede em um número ainda menor
de potências e superpotências. A fusão do capital
industrial com o capital bancário transformou a exportação
de capitais no negócio mais lucrativo para as potências.
A formação de grandes monopólios, do crédito
e da produção, deram aos capitalistas lucros estratosféricos.
Estes
lucros, no entanto, não significam a prosperidade do sistema.
Como fora apontado por Karl Marx, a própria riqueza que
o capitalismo gera, o leva à ruína. Assim foi na
crise de 29 nos EUA, que depois de um aumento estupendo da produção,
proporcionado pela linha de produção fordista, viveram
seus piores momentos de desemprego, fome e miséria. É
a chamada crise de superprodução relativa, onde
em um determinado momento as mercadorias não são
mais absorvidas pelo mercado, estagnando a produção
e impedindo o ciclo de reprodução do capital. Isto
se dá porque na sua fase monopolista, o capitalismo agrava
a polarização da riqueza, reduzindo constantemente
a parcela da sociedade que tem dinheiro para consumir.
Desde
1973, quando houve uma elevada alta do preço do petróleo,
o capitalismo mundial entrou em uma nova grande crise, que marca
o fim do período de expansão econômica que
obtiveram a partir da II Guerra mundial. Abandonam de vez o que
fora chamado de "anos dourados" do capitalismo ou "Estado
de bem estar social", onde pela permanente ameaça
de revoluções no mundo, eram obrigados a conceder,
mais na propaganda que de fato, direitos políticos e sociais
aos trabalhadores.
Com
a bancarrota do revisionismo na URSS em 1992, onde a partir de
1956 o capitalismo vinha sendo restaurado, as potências
imperialistas ocidentais, principalmente os EUA, partilharam as
sobras do antigo domínio do social-imperialismo soviético
(Leste Europeu, Ásia Central, Sudeste Asiático e
suas influências na América, África e Oriente
Médio). Com esses novos mercados e fontes de matéria
prima, o EUA garantiu um crescimento de sua economia por mais
de uma década, cantarolando a todo mundo a vitória
do capitalismo como o "melhor dos mundos", "único
e possível sistema sobre a humanidade". Sem a URSS,
o EUA assume a condição de potência imperialista
hegemônica.
Ao
final dos anos 90, quando já estão dominados todos
os antigos territórios do social-imperialismo, a economia
mundial puxada pelos EUA começa a declinar, iniciam-se
sucessivas crises mundiais. Em 94 o México, que era apresentado
pelo FMI como o modelo de desenvolvimento para América
Latina, afunda em uma crise e quebra economicamente. Em 1995,
a Rússia decreta moratória da sua dívida
externa. Em 1996, é a vez da quebra dos chamados "tigres
asiáticos". Em 1998, a Turquia decreta moratória.
Em 1999, logo após a eleição de FHC estoura
a crise do real que acaba com a paridade com o dólar. Em
2000, quebra o Equador; 2001, Argentina; 2002, Uruguai; 2003 Bolívia.
Os
fatos desmentem os defensores do imperialismo e mostram ser sua
crise inevitável, constante e crescente. O epicentro da
crise de superprodução do sistema capitalista é
a própria economia norte-americana. O desaquecimento de
seu mercado interno, que tem levado a uma enorme redução
do consumo, o crescente desemprego e o aumento da criminalidade
expressam as graves contradições de sua base. Como
um verdadeiro buraco negro, o imperialismo, suga todas riquezas
do planeta. Sua economia parasitária necessita sempre de
mais e mais matérias primas para sustentar estes parias
da sociedade. A crise da economia ianque não pode ser mais
escondida. O próprio crescimento econômico da década
de 90 foi em grande parte falsificado. Os escândalos das
falências e concordatas da Enron, Xerox, Warner e Wordcom
demonstraram que o balancete de lucros destas empresas foram manipulados
para aumentar o preço de suas ações nas bolsas
de valores. Simplesmente mais de 11 trilhões de dólares
existiam somente nos balanços dos estelionatários.
Logo
ao iniciar seu governo, Bush lançou um plano de expansão
energética, pois o déficit do EUA está em
torno de 50%: houve "apagão" na Califórnia
e os norte-americanos precisam importar 50% do petróleo
que consomem. Os imperialistas necessitam controlar todas as fontes
de petróleo, dominar todas as matérias primas para
tentar dar sobre vida ao seu sistema. Não é a presença
de armas químicas a causa da invasão ao Iraque.
É a crise do sistema capitalista que empurra o EUA para
a guerra.
11
de setembro uma maquinação para justificar a guerra
A
invasão do Iraque pelas tropas norte americanas e inglesas
são a comprovação da política colonialista
que orienta os planos imperialistas de uma nova partilha, uma
nova divisão do mundo. O objetivo imediato da invasão
ao Iraque é o controle da 2ª maior reserva de petróleo
do mundo, além de conquistar uma posição
militarmente estratégica para seus objetivos de dominar
diretamente toda a região.
Os
planos de guerra dos ianques já estão sendo preparados
há anos pelas altas cúpulas reacionárias
do Estado norte-americano. Para compreendermos os preparativos
do imperialismo faz-se necessário que voltemos à
eleição de Bush. Este foi implantado com vergonhosa
fraude eleitoral como candidato que mais rapidamente poderia viabilizar
a guerra imperialista. Bush foi empossado pela Suprema Corte:
teve menos votos que seu concorrente e mesmo assim foi eleito
(depois falam que é no Iraque que não existe democracia).
Com
a eleição de Bush, os setores mais reacionários
chegaram ao controle do Estado, só faltava uma justificativa
para colocarem em prática seus planos de guerra. Houve
então o espetacular e cinematográfico ataque às
torres do WTC em 11 de setembro. Toda a perfeição
dos atentados e seus resultados demonstram que tratou-se de uma
maquinação do serviço de inteligência
dos ianques, vinculados provavelmente com o de Israel. Somente
com tamanho engendro puderam lançar a todo o mundo "Ou
se está com o EUA, ou se está com o terrorismo",
como esbravejou o fascista Bush filho.
Com
a chamada "Guerra ao terrorismo" justificaram a invasão
ao Afeganistão para perseguir Bin laden e a Al Quaeda.
Assassinaram milhares de afegãos e prenderam os que resistiam
no campo de concentração de Guantânamo, onde
esses prisioneiros são assumidamente torturados com sofisticados
métodos de dar inveja aos seus antigos mestres nazistas,
Ribentrop e Hitler. Com a invasão ao Afeganistão,
ensaiaram os planos de recolonizar novos territórios. Colocaram
como presidente títere Karzin, um antigo diretor de uma
companhia de petróleo norte-americana. Com o domínio
do Afeganistão os ianques passam a controlar uma importante
rota do petróleo do Cáucaso e principalmente obtém
uma base militar estratégica que ameaça tanto a
Rússia como a China.
Seguindo
com seus planos, os imperialistas iniciaram os preparativos da
invasão no Iraque, recolocando em discussão nos
Fóruns da ONU antigas acusações, exigindo
o desarmamento e o fim das tais "armas de destruição
em massa". Enquanto isto costuravam e articulavam a invasão
para a recolonização do Iraque.
O
imperialismo ianque é o mais violento que já existiu
sobre a Terra
Nenhuma
outra potência imperialista foi tão violenta e sanguinária
como o Estados Unidos. Após definirem a "Doutrina
Monroe", "América para os americanos" -
leia-se América para os norte-americanos - eles atacaram
e invadiram um número sem fim de nações oprimidas.
O ensaio militar de sua política imperialista se deu no
próprio território do EUA com o massacre de centenas
de milhares de índios em pleno século XIX. Na formação
de sua cultura racista e imperial, sempre esteve presente o preconceito
com os negros e latinos, organizações do tipo klu-klux-klan
são produto típico da degenerada cultura norte-americana.
O
imperialismo ianque se especializou em lançar "cortinas
de fumaças" que ocultassem as verdadeiras contradições
e quais são suas reais intenções. É
exatamente o que fazem com a chamada "Guerra contra o terrorismo",
procuram confundir a opinião pública mundial dizendo
que combatem fundamentalistas islâ-
micos, para ocultar que o que estão fazendo é um
assalto das riquezas do povo iraquiano. Realizar provocações
para justificar suas ações também é
sua especialidade. O serviço de inteligência do EUA
sabia que sua base no Pacífico, Pearl Harbol, seria atacada
pelos japoneses, para justificar a sua entrada na II Guerra Mundial
nada fez para impedir os ataques.
ONU,
balcão de negócios das potências imperialistas
Em
um mundo já dominado por potências em seus mais distantes
rincões, a luta por novas áreas de influência
significa a disputa entre os próprios imperialistas. Lênin
em seu estudo sobre o imperialismo o caracterizava como "a
disputa das potências imperialistas pela partilha e repartilha
do globo". A invasão do Iraque já é
parte de uma nova partilha do mundo. Quando esse país assinou
os acordos de armistício e foi submetido às sanções
da ONU, os beneficiados com a exploração do petróleo
iraquiano não foram somente as empresas norte-americanas,
mas principalmente as russas e européias. A França
exportou para o Iraque mais de 1 bilhão de dólares
em 2002. A defesa da paz nas discussões da ONU, não
passavam da tentativa da França, Alemanha e Rússia
em defender seus interesses e ganhar tempo para proteger seu mercado.
A
ONU é o imperialismo mascarado de "tropas humanitárias",
não respeitam o direito internacional e nunca defenderam
as nações oprimidas. Uma organização
criminosa que transformou o país mais rico do Oriente Médio
em um país super explorado por sanções econômicas,
sabotagens e toneladas de propaganda pró-ianque. Se houvesse
algum resquício de democracia na ONU, não teriam
submetido o Iraque a um embargo econômico, obrigando-o a
aceitar seu plano "humanitário" de petróleo
por comida, garantindo o domínio colonial sobre o Iraque.
Favorecendo sua exploração sob condições
ainda mais desiguais que antes de 91, mantendo o povo iraquiano
em situação de penúria ainda pior.
A
ONU não passa de um balcão de negócios, onde
através de acordos secretos dos mais criminosos se reparte
o mundo entre as potências e seus respectivos monopólios.
Toda diplomacia e discursos contra armas de destruição
em massa, não passam de balela. Todos sabem, particularmente
os sobreviventes japoneses de Hiroshima e Nagazaki, que a maior
arma de destruição em massa é a bomba atômica
e os maiores detentores de amas nucleares são as potências
imperialistas.
Lenin,
estava certo quando afirmava que na fase imperialista do capitalismo,
com a concentração do capital atingindo níveis
gigantescos, as empresas monopolistas passam a controlar complemente
os governos das principais potências. Esta situação
fica evidente na chamada "reconstrução"
do Iraque, que está na pauta das discussões da ONU.
Os contratos milionários para refazer toda a estrutura
destruída com os bombardeios já haviam sido firmados
antes mesmo da guerra iniciar. O parlamento americano já
aprovou resolução que exclui a Rússia, a
França e a Alemanha de qualquer benefício do butim.
O EUA já definiu que irão controlar sozinhos o poder
no Iraque, por sua vez os outros imperialistas defendem que seja
a ONU com a esperança de também participar da divisão
do saque. Os ianques estão irredutíveis, todo o
governo será composto por norte-americanos e o novo presidente
do Iraque é o general Garner.
Imperialismo
ianque rufa os tambores da 3ª Guerra Mundial
Logo
que chegou a Bagdá, o comando militar do EUA passou a fazer
todo tipo de provocações e ameaças às
nações que não "colaboram" com
sua política. Não é à toa que um míssil
americano já havia atingindo um ônibus na Síria,
o que resultou na morte de todos os passageiros. Mísseis
ianques também acertaram o território do Irã.
Reeditaram, imediatamente, a ridícula cantilena da "busca
de armas químicas e de destruição em massa",
para estes dois países.
Apontando
para esses países, o imperialismo norte-americano segue
sua lógica colonial de extensão de seus domínios,
invadindo as nações que não se submeterem.
A queda de Bagdá não põe fim ao conflito
no oriente médio, o controle direto dos ianques aumenta
violentamente o ódio que as massas sentem do imperialismo.
Para assegurarem sua posição invadirão outros
países e buscarão reforçar o Estado fascista
de Israel. A resistência do povo iraquiano seguirá
sem cessar e tende a aumentar proporcionalmente com o tempo em
que permanecerem em território iraquiano as tropas assassinas.
A
invasão do Iraque sem a aprovação da ONU
significou o fim desta instituição farsante. Com
o agravamento das contradições inter imperialistas,
as pugnas entre as potências já não podem
ser resolvidas diplomaticamente. Num cenário de agravamento
constante das contradições no mundo a ONU passa
a ser meramente figurativa.
Assim
como no período que antecedeu a I e II Guerras Mundiais,
assistimos a intensificação das disputas entre os
cartéis monopolistas, e entre os governos das potências.
A crise do capitalismo conduz as potências para uma guerra
entre si. Os ianques se preparam para uma nova e terceira guerra
mundial. Não é por acaso que os americanos colocam
de lado as declarações diplomáticas, desafiam
a Europa e intensificam a espionagem sobre russos e franceses.
Por outro lado russos vendem armas para os iraquianos, vetam decisões
dos norte-americanos e estimulam o chauvinismo dentro de seu país.
São momentos de definições de campos, de
divisões e acordos secretos, preparam-se dois campos, dois
blocos imperialistas.
É
claro que as confrontações interimperialistas não
se iniciarão com ataques diretos de uma potência
contra a outra. Antes se baterão nos territórios
dos países oprimidos, causando enorme dor e sofrimento
para as massas pobres que aí estão.
Amazônia
é disputada pelas potências imperialistas
Uma
das áreas estratégicas de dominação
para o EUA é a região amazônica. Para os próximos
20 ou 30 anos está será uma região chave
do ponto de vista do controle de riquezas naturais e fontes de
matéria prima. Esta região é a mais rica
em biodiversidade no mundo e possui 16% de toda a água
potável do planeta. Os ianques querem deter o controle
direto de todas as riquezas da América Latina, que é
sua principal base de dominação. Para eles é
fundamental manter longe todas as outras potências imperialistas,
que para destronar os ianques já disputam a décadas
o controle da região. Os russos e europeus exercem grande
influência sobre Hugo Chavez, os alemães têm
ligações com a guerrilha na Colômbia, sem
contar os Franceses que com a Guiana possuem uma forte base na
região. Mas estas outras potências imperialistas
procuram somente desestabilizar os ianques, pois ainda não
possuem forças para contender abertamente com eles.
Para
garantir o total controle os ianques já iniciaram a ocupação
militar da Amazônia. Toda a bacia do rio Amazonas já
está cercada por bases militares do exército do
EUA. Possuem bases ao norte, na Colômbia, à oeste
no Peru e no Equador, ao sul na Bolívia e agora por último
à leste em Alcântara no Maranhão. Todo o Sistema
de Vigilância da Amazônia, o Sivam, é controlado
pela Nasa (agência espacial ianque). O plano Colômbia,
que cinicamente apresenta a ocupação da região
como sendo para o combate ao "narcotráfico",
será a porta de entrada para o desembarque das tropas assassinas
do EUA. A Alca dá aos ianques grandes privilégios
alfandegários e transforma a América Latina em um
mercado cativo para eles.
As
potências imperialistas se preparam para disputar entre
si as riquezas amazônicas. Como país do Terceiro
Mundo fazemos parte do butim, o imperialismo se bate para definir
quem irá sugar ainda mais nossas riquezas. Não podemos
consentir, temos que lutar contra os planos de guerra do imperialismo.
O
pacifismo serve aos interesses imperialistas
Os
pacifistas que dizem que Saddam também é responsável
pela guerra, fazem assim o jogo do imperialismo, dos EUA. Não
se pode colocar no mesmo nível o líder de uma resistência
antiimperialista à invasão de seu país, e
o líder de um país colonialista como os EUA, que
destroem e matam para controlar mais fontes de matérias
prima e mercados. A paz que esses grupos pedem é a paz
submetida à exploração colonial dos EUA.
Para os revolucionários não representa paz se render
e ajoelhar-se perante os ditames do império.
Os
movimentos pacifistas em sua maioria se manifestam contra os EUA,
principalmente por não ter respeitado a ONU. Assim legitimam
a invasão desde que decidida pelas Nações
Unidas. Não questionam a invasão ao iraque e sim
quem a realiza, fazem assim o jogo dos imperialistas, particularmente
dos imperialistas russos e europeus, que hoje são contra
a guerra, mas amanhã não hesitarão em fazer
o mesmo, em qualquer outro país dominado. Os pacifistas
defendem Chiraq esquecendo a brutalidade com que a França
reprimiu os movimentos de independência da Argélia
e de outras colônias, ou como a Rússia reprimiu selvagemente
a luta do povo tchetcheno. Vale lembrarmos aos "senhores
da paz", que antes das atrocidades norte-americanas no Vietnã,
a França já havia ensaiado boa parte de massacres
contra o povo vietnamita.
A
posição dos oportunistas da paz, não faz
mais que trocar o domínio de um imperialismo por outro.
Independente do regime que exista no Iraque, quem deve decidir
sobre seu futuro é o próprio povo iraquiano. Todas
tentativas de atacar Saddam hoje, são em suma, defender
a invasão imperialista. Agora com a "reconstrução"
do iraque ficam claros os limites do pacifismo. Onde está
o movimento pacifista para exigir a saída dos imperialistas,
tanto das tropas americanos e do seu General Garner? Agora que
não há mais cenas de crianças mortas na TV,
está tudo bem?
O
único caminho para a paz é a destruição
do imperialismo
Para
todos antiimperialistas, revolucionários e socialistas
do mundo, o que esta em jogo não é o fim de uma
guerra, mas a libertação de todos os povos do mundo
do jugo imperialista. Não é somente o EUA, mas todo
o sistema imperialista mundial, que é responsável
pela exploração dos povos.
Os
pacifistas não fazem distinção entre as guerras
justas e as guerras injustas. Quando uma potência ataca
outro país, para roubar suas riquezas e controlar seu território
é uma guerra injusta. A resistência das massas e
da nação é uma guerra justa, uma guerra de
libertação contra o imperialismo. Mas os pacifistas
não conseguem ver assim. Acusam ambas as partes de responsabilidade
sobre o número de vítimas. Defender a paz pela paz
é fraseologia oca, uma simples abstração.
Ao falar de paz deve-se dizer a maneira de alcança-la,
e é impossível existir uma paz verdadeira enquanto
existir o sistema capitalista. O pacifismo criminaliza a luta
revolucionária dos povos e a resistência armada antiimperialista,
consolida assim a miséria das massas através do
conformismo.
A
História comprova que onde há resistência
é muito menor o número de vítimas do que
quando há rendição ou capitulação.
O pacifismo de Gandhi levou à morte, sob os fuzis ingleses,
um número muito maior de massas do que nas resistências
da Coréia e do Vietnã juntas. Se não fosse
a resistência palestina, seus homens-bomba e a sua juventude
heróica, Israel já teria expulsado e controlado
todos os territórios palestinos. Antes da OLP e Arafat
terem renunciado às armas, os palestinos tinham um território
e independência muito maior. A capitulação
de Arafat, ao invés de pacificar a palestina e garantir
maiores direitos para seu povo, fez aumentar ainda mais o número
de palestinos mortos pelo exército israelense, diminuiu
seu território e sua independência.
Os
verdadeiros lutadores da paz são os que lutam por todos
os meios contra o imperialismo. Somente quando não houver
a dominação de um punhado de potências sobre
a maioria dos países do mundo, poderá haver paz. |