Fome
Zero é pura demagogia
O
tão alardeado programa de combate à fome tem sido
o carro chefe da política social do governo Lula e instrumento
para tentar encobrir as verdadeiras causas e soluções
do problema da fome em nosso país. Concretamente a fome
em nosso país é um grave problema, mas abordá-lo
de forma separada das suas causas é tentar encobrir as
suas origens com campanhas assistencialistas, para fazer demagogia
com o povo, fingindo que está solucionando-o.Este problema
tem sua origem nos tempos da colonização com o domínio
português, que estabeleceu um sistema para explorar as riquezas
de nosso país, fazendo verdadeiros extermínios da
população indígena, roubando suas terras,
estabelecendo um regime brutal de escravidão. É
resultado de mais de 500 anos de dominação e exploração.
Resultado de um sistema sevil latifundiário que espolia
e joga os camponeses em uma situação gravíssima
de miséria, obrigando-os muitas vezes a abandonarem suas
casas de origem para irem para regiões metropolitanas e
servirem de exercito de reserva dos trabalhadores na cidade, servindo
para a burguesia implemente ainda mais os salários de fome.
Desta forma falar de combater a fome sem destruir o latifúndio
é puro oportunismo. É resultado do sistema capitalista
que impõe que para que uns tenham de sobra, outros não
podem ter. Quem sustenta o esbanjamento de senadores e deputados,
com suas mansões e carros de luxo, é a miséria
do povo. Falar em acabar com a fome sem acabar com as classes
e com a injusta distribuição de renda é puro
engodo.É resultado da situação de semi-colônia
de nosso país. De forma que imperialismo, principalmente
ianque, explore ainda mais o povo brasileiro. Ao mesmo tempo em
que fala de fome zero Lula vai pedir bênção
ao Bush e garantir que todos os acordos anti-povo firmados por
FHC com os monopólios imperialistas, FMI e banqueiros em
geral, serão todos honrados. Lula e seu governo estão
com toda a pressa possível para executar as reformas que
FHC não conseguiu, como a reforma da previdência
para tirar da boca dos pobres para continuar engordando as contas
dos banqueiros, e a reforma trabalhista para tranqüilizar
os gananciosos grandes empresários para aprofundar ainda
mais a exploração sobre a classe operária
e os demais trabalhadores. É o mesmo Lula que vai à
televisão justificar um salário de fome de R$240,00,
que corta 14 bilhões do orçamento nacional para
pagar juros aos banqueiros sanguessugas, garantindo um superávit
primário maior do que o governo passado.Para garantir sua
auto-promoção têm veiculado uma imensa propaganda
em todos os meios de comunicação, e também
para que não tenham que tirar um centavo do bolso para
dar a quem tem fome, pois a solução do problema
é colocada como cada um dar um pouquinho que tem para que
o governo distribua. O governo diz que a campanha do fome zero,
não é só dar a mixaria de R$50,00 para famílias
carentes, que o projeto engloba também mudanças
estruturais. Só que essas mudanças estruturais não
mexem no sistema latifundiário, na dominação
imperialista que vive o nosso país e nem na injusta divisão
de renda, característica do capitalismo. Portanto, essa
campanha, ao invés de acabar com a fome, tem dois objetivos:
o primeiro, é garantir que dentro da crise que o sistema
vive atualmente, o povo siga sendo mais explorado ainda para engordar
uns poucos, mantendo assim a fome. O segundo, é manter
o caráter de "popular" desse governo às
custas de uma campanha assistencialista. Nossa guerra não
é contra a fome, e sim contra todas as causas da fome e
da miséria, contra os que oprimem e exploram o povo e contra
os que defendem os opressores e exploradores a todo custo, como
esse governo dito "popular e democrático". Nossa
guerra é a guerra dos camponeses contra o latifúndio,
é guerra contra a dominação ianque em nosso
país, contra a instalação da base de Alcântara
no Maranhão. Só assim poderemos verdadeiramente
acabar com a fome.
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