Luta
pela libertação dos companheiros presos
Rio
de Janeiro
"Liberdade
para estudar, liberdade pra lutar!"
No
dia 26/03, contando com o apoio do Núcleo de Advogados
do Povo, foi organizada uma comissão composta por estudantes
e representantes da Comissão de direitos humanos da Assembléia
Legislativa, que visitou a cela onde encontrava-se o companheiro
Marcelo e mais 68 presos.
A
Polinter, conhecida entre os presos como "Massacre",
é a delegacia mais importante do Rio de Janeiro, local
que reflete o tratamento desumano que a política carcerária
impõe aos presidiários.
De
imediato, o delegado tentou evitar que entrássemos na carceragem,
mas insistimos para que fôssemos visitá-lo onde ele
se encontrava preso, para que fosse exposta a real situação
dele. A cela estava superlotada, a ventilação precária.
O companheiro foi retirado da cela para receber a comissão.
Sua postura era firme e os demais presos, surpresos com os motivos
que levaram à prisão dos companheiros, o respeitavam
por esta postura.
No
dia 27 de março, companheiros da Frente Estudantil Revolucionária,
do movimento Resistência Popular (RP), estudantes da UFRJ
e Universidade Candido Mendes realizaram uma manifestação
em frente à Polinter Exigindo "Liberdade Imediata
aos companheiros estudantes presos!". Gritando nossas palavras
de ordem, com faixas e cartazes exigimos a libertação
dos companheiros presos. A polícia que não esperava
nada desse tipo demorou para colocar um policial de cara feia
como guarda na porta de entrada. Em seguida a manifestação
posicionou-se na lateral da prisão, numa avenida expressa
nas docas, onde ocorreu a parte mais emocionante do ato. Através
das frestas de ventilação que davam para o interior
da carceragem, quando os companhheiros gritávam "Liberdade
pra estudar", ouvia-se vinda de dentro uma retumbante resposta
coletiva "Liberdade pra lutar", os presos comovidos
com nossa luta, agitavam-se nas celas batendo nas grades e gritando
em coro. A repercussão foi tamanha, que foram enviados
para aquele local sete policiais armados, claramente desesperados
para que encerrássemos imediatamente o ato, pois podia-se
dar a partir dali uma rebelião já que, toda a carceragem
gritava e cantava conosco. Foram momentos marcantes para o MEPR
e para os presos, que apesar da repressão e das grades,
puderam ver nos olhos dos agentes carcerários o pânico
diante da organização dos estudantes.
O
ato em seguida partiu para o Batalhão de Policiamento de
trânsito para onde as companheiras haviam sido transferidas
na noite anterior. Lá, gritamos nossas palavras de ordem
e apesar de não se poder escutar respostas dos presos,
pois a carceragem é muito distante da entrada, tinha-se
certeza que as companheiras as ouviam, devido à força
e vibração de nosso compacto grupo.
Minas
Gerais
Manifestação
em BH pela libertação dos companheiros
No
dia 28 de março os estudantes de Belo horizonte foram para
às ruas exigir a libertação dos companheiros
presos no Rio de Janeiro.
Em
todas as escolas e universidades envolvidas na mobilização
do protesto, os estudantes se levantaram em solidariedade aos
companheiros que travavam a luta em defesa do heróico povo
iraquiano. Cerca de 300 estudantes, universitários e secundaristas,
dispostos em colunas, a plenos pulmões, gritavam palavras
de ordem contra a guerra, contra os bandidos imperialistas. Erguendo
alto a bandeira do Iraque, a odiosa bandeira ianque foi pisoteada
e queimada no centro da cidade demonstrando todo o ódio
que a juventude carrega em seus corações contra
este sistema de fome, miséria, espoliação
e massacre dos povos.
Num
dado momento, manifestantes com rostos cobertos, como jovens palestinos,
picharam na fachada do McDonald’s. Desafiantes palavras
de ordem contra o imperialismo, marcando nas mentes e corações
das massas a bandeira de luta dos povos contra o imperialismo.
Goiás
Manifestação
em Goiânia repudia a perseguição ao MEPR
A
tempestade de manifestações contra a guerra imperialista
promovidas pelo MEPR também tomou as ruas de Goiânia,
mostrando mais uma vez a combatividade inabalável do Movimento
Estudantil Popular Revolucionário.
No
dia 27 de março, aproximadamente cento e vinte estudantes,
por volta de oito horas da noite, saíram em passeata em
direção à lanchonete McDonald’s. Foi
uma passeata vibrante. Organizados em colunas, levando bandeiras
vermelhas do movimento e faixas com frases antiimperialistas,
bradaram palavras de ordem distribuiram panfletos contra a agressão
imperialista e pelo fim da perseguição aos companheiros
presos no Rio de Janeiro.
Chegando
ao McDonald´s, a bandeira ianque foi queimada aos gritos
de "Ianques go home!" e "Morte ao imperialismo!"
A polícia fascista e covarde, temendo a combatividade dos
estudantes chamou reforço e atacou a passeata quando esta
já se distanciava da lanchonete para dispersão.
Várias viaturas e camburões fecharam a avenida e
atacaram a todos. Com armas nas mãos atiraram para cima,
no chão e até na direção dos companheiros
que resistiram às agressões, respondendo os golpes
de cassetete, chutes e socos dos PMs com as bandeiras e pedras
encontradas nas calçadas. Sentiram nas costas o peso de
nossas bandeiras vermelhas, a fúria de nossas companheiras
e a vontade de luta de nossa juventude na forma de pedradas que
utilizamos para nos defender! Perceberam que não será
fácil seu trabalho de defesa de seus patrões imperialistas.
Durante o confronto foram presos cinco companheiros, todos menores.
Os
cinco companheiros, todos estudantes secundaristas, foram agredidos
de forma covarde pela polícia militar no caminho para a
delegacia! Foram tapas no ouvido, socos, pontapés e golpes
de cassetetes além da tentativa de humilhação
moral, tentando forçar os companheiros a repetirem as palavras
de ordem antiimperialista. Os covardes foram derrotados, pretendiam
intimidar os companheiros, mas estes mantiveram a moral elevada
conscientes que lutavam pelo povo. Na delegacia, quando um dos
menores quis falar dos ferimentos, foi alegado que não
tinha papel para encaminhar para o IML. Sem nenhuma prova os menores
foram acusados de terem danificado patrimônio particular.
Foram libertados com a presença dos pais sem nenhum esclarecimento
real do motivo da prisão. Muitas batalhas nosso povo ainda
travará, e estes covardes ainda pagarão!
Pernambuco
Em
Petrolina (PE), no dia 27/03, estudantes da FFPP (Faculdade de
Formação de Professores de Petrolina), realizaram
um caloroso debate onde foram feitas as denúncias sobre
a prisão dos companheiros que participaram da manifestação
do dia 24/03, no Rio de Janeiro. O debate, que girou em torno
da invasão ao Iraque teve repercussão em todo o
campus e animou várias discussões entre estudantes
e professores.
Os
companheiros fizeram uma grande agitação com cartazes
e panfletagens contra a guerra. O excelente resultado do debate
repercutiu em panfletagens nas escolas secun-
daristas, envolvendo em uma delas mais de 500 estudantes em uma
exposição de murais. A grande receptividade dos
estudantes de Petrolina às manifestações
antiimperialistas organizadas pelos companheiros da FFPP, cruzou
as águas do Rio São Francisco, resultando em um
convite para uma palestra na cidade vizinha, Juazeiro - Ba. Essa
palestra foi um grande sucesso. Os alunos foram muito receptivos,
e vibraram com as palavras de ordem pela derrubada do monstro
imperialista. Os comentários sobre a palestra espalharam-se
rapidamente entre as outras escolas, e vários estudantes
desejam ingressar no MEPR e levar a frente a luta antiimperialista
no Brasil.
Pará
Manifestação
em Belém contra a prisão dos estudantes no Rio
Companheiros
do MEPR e do Centro Acadêmico de Pedagogia da Universidade
Estadual do Pará, fizeram no dia 04 de abril um ato em
repúdio às prisões das três companheiras
e dos dois companheiros no Rio. Mais de 100 estudantes participaram
do protesto que ocorreu no campus da UEPA. Milhares de panfletos
denunciando a agressão do EUA ao Iraque foram distribuídos
nas principais escolas da capital paraense. O clima de revolta
com a prisão foi muito grande, aumentando ainda mais o
ódio dos estudantes ao imperialismo norte-americano. Os
estudantes de Belém deram um recado claro que não
aceitarão nenhuma forma de pressão e intimidação
sobre movimento estudantil.
Ceará
Estudantes
de Fortaleza realizam manifestação nas ruas da capital
cearense contra a guerra imperialista e exigindo liberdade para
os companheiros presos durante a manifestação no
Rio de Janeiro. Em seu informe os companheiros contam: "Fizemos
uma manifestação e queimamos a bandeira norte americana
e inglesa. Não nos intimidamos com a petulância dos
ianques em querer prender em nosso próprio país,
os companheiros que repudiavam a guerra no Iraque. Não
nos deteremos diante das tentativas de intimidações
dos ianques."
Como
conseqüência deste primeiro ato, foi organizado um
debate sobre a guerra imperialista com estudantes do Instituto
de Educação do Ceará, um dos maiores centros
de formação de professores do estado.
Veja
as fotos da manifestação em Belo Horizonte |