| Ubes
/ PCdoB falsificam assinaturas para promover a farsa da "reconstrução"
da UCMG
Fruto
das lutas políticas travadas no seio do povo, o processo
de reorganização do movimento estudantil nos anos
80, derivou-se em dois caminhos: o caminho reformista, eleitoreiro
representado pelas correntes que hoje se encontram encasteladas
em Une/Ubes e o caminho revolucionário, que propõe
um novo movimento combativo e independente. Em Belo horizonte,
companheiros secundaristas da UCMG rompem com Ubes em 1995, defendendo
a construção de um novo movimento combativo, independente
e rebelde que se organizasse em cada escola servindo a luta dos
estudantes e de todo o povo.
Em
1996, realiza-se o primeiro congresso da União Colegial
de Minas Gerais (UCMG), defendendo as bandeiras da construção
de uma entidade de luta, desfilia-se da Ubes . Assim, os estudantes
de BH, passaram a ter a União Colegial como grande referência
do movimento estudantil. Durante esses anos, aquele grupo de companheiros
ganhou corpo. Na luta contra o oportunismo vanguardeou a construção
de grêmios combativos, se organizando nas principais escolas
da região, as batalhas foram diversas: a luta pelo direito
a meia-entrada, as manifestações pelo passe livre
estudantil, contra as diretorias autoritárias, pela democracia
nas escolas, contra a aprovação automática,
contra o fim do ensino técnico, contra o sucateamento do
ensino público.
Em
Belo Horizonte, é clara e marcante a oposição
entre o movimento da UCMG e o da Ubes. Durante a luta pelo passe
livre, enquanto os estudantes foram às ruas reivindicar
seus direitos, UBES reunia-se com a prefeitura e empresas de ônibus
para negociatas e traição, enquanto desenvolvia-se
a luta combativa nas escolas, os oportunistas aliavam-se a diretorias
reacionárias para combater a luta dos estudantes, com deduragens,
perseguições e paralisia.
| Para
atacar a livre organização dos estudantes:
mentiras
e falsificações
A
Ubes agora metida nas altas cúpulas do Estado brasileiro
quer destituir, via cartório, a diretoria da União
Colegial de Minas Gerais. A mesma UCMG, que foi tão
atacada, difamada e temida pelos oportunistas, agora é
alvo da sua cobiça.
A
descoberta dessa atitude rasteira empreendida por Ubes/PCdoB,
se deu durante o período de preparação
para o congresso de 2003 da União Colegial. Ao consultar
os arquivos do cartório, os membros de sua diretoria
se depararam com um fato inusitado: as atas dos últimos
congressos haviam desaparecido! Engano? Talvez, se a história
parasse por aí. No lugar das atas originais, constavam
novas atas as quais continham os nomes dos antigos diretores
da entidade, porém no seu lugar o que havia não
eram suas assinaturas, mas a falsificação
mais grosseira que aos olhos do mais míope dos tabeliões,
jamais seria aceita. Essa falsa ata, registrada pelos oportunistas,
é o primeiro elemento da farsa montada pela Ubes/PCdoB
e todos os oportunistas. |
Assinaturas
verdadeiras |
Assinaturas
Falsas |
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A
farsa da “reconstrução da UCMG”: oportunismo
na lama
Em
novembro de 2003, a UBES, dando prosseguimento a farsa, realiza
o chamado “congresso de reconstrução da UCMG”.
A caricatura de congresso foi convocada por um ex-presidente da
entidade, que renunciou oficialmente à diretoria da UCMG
em 1996, e está sem estudar há mais de 15 anos.
A primeira reunião para preparação do “congresso”
foi realizada na Assembléia Legislativa, junto a deputados
e todos estes políticos que estão acostumados a
atacar os interesses dos estudantes e do povo. A Seção
de abertura teve a presença “ilustre” prefeito
de Belo Horizonte Fernando Pimentel - PT.
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É
gritante a diferenciação entre o Movimento
da UCMG e o oportunismo da UBES. Defrontando esses dois
cartazes percebe-se ao longe a oposição entre
o caminho da luta apontado pela União Colegial e
o pântano em que os filhotes de Amazonas e Rabelo
se afundaram. |
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Oportunistas
querem a UCMG para seu podre jogo eleitoral
| Durante
o Estado novo e o regime militar, períodos de maior
fascistização da história nacional,
a intervenção do Estado no movimento sindical
e estudantil se tornou sistemática. Em 1937, o ministério
do trabalho de Getúlio Vargas interveio e destituiu
as diretorias de praticamente todos os sindicatos. Na década
de 60 a lei Suplicy de Lacerda destituiu todas as diretorias
de diretórios acadêmicos e entidades estudantis,
colocando apoiadores do regime em seu lugar, o que não
impediu os estudantes mantivessem os centros acadêmicos
livres, longe dos olhos do governo, garantindo sua organização
independente.
Essa
montagem produzida pela Ubes/PCdoB, não se diferencia
muito das manobras feitas pelo regime militar . Esse “congresso”
financiado pelo Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel
do PT, demonstra que controlar a UCMG é fundamental
para a prefeitura continuar impedindo a implementação
do Passe-livre para todos os estudantes e prosseguir com
a aplicação do regime de aprovação
automática nas escolas municipais. Portanto, serve
a mesma claque que controla a prefeitura há 10 anos,
atacando violentamente todos os direitos dos estudantes.
A
demonstração mais clara dos objetivos eleitoreiros
dessa manobra, foi a carta do Comitê Estadual do PCdoB.
>>> Carta do Comitê
Estadual do PC do B, desmascara como usam e manipulam as
entidades estudantis. É deste jeito que o PC do B
de João Amazonas e Rabelo age. Utilizam o movimento
estudantil para fazer suas campanhas eleitorais e eleger
os seus candidatos, atrelando as organizações
estudantis ao governo, traindo os interesses dos estudantes.
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Viva
a UCMG independente e de luta! |
 Da
mesma forma com que os estudantes resistiram aos ataques
do regime militar à sua livre organização,
a Ubes/PCdoB terá que enfrentar a disposição
dos estudantes que não abaixam a cabeça diante
dos ataques do inimigo, seja ele qual for. A UCMG livre
de todo governismo e eleitoralismo segue existindo, como
uma entidade que tem sua legitimidade dentro das escolas
junto dos estudantes e que leva a luta pelos nossos direitos
até o fim. Isso fica provado no congresso da verdadeira
UCMG realizado em outubro de 2003, que foi marcado por uma
combatividade e disposição de luta de todos
os estudantes presentes e na nova diretoria eleita da entidade
que já começa a trabalhar dentro das escolas.
A Ubes pode usar de todos seus esquemas no cartório,
podem utilizar de todos seus mecanismos sujos, e de todas
as fraudes que não impedirão os estudantes
de lutarem e nem acabarem com a organização
combativa, independente e rebelde dos estudantes. |
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