| Paraná
Oportunistas
do DCE (PT) e PSTU se unem na tentativa desesperada de impedir
o crescimento da organização independente dos estudantes
No
período que antecedeu a preparação da III
Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo, a Universidade
Federal do Paraná viveu dias de grande luta política.
A delegação de companheiros da UFPR, através
do CA de Pedagogia, encaminhou um pedido à PRAHE (Pró
Reitoria de Assuntos Humanos e Estudantis - uma instância
da Universidade que recebe um recurso destinado apenas a financiar
eventos estudantis), afim de conseguir o recurso para pagamento
do transporte até Goiânia, onde seria realizado a
Assembléia.
Ao
tomar conhecimento deste fato, os representantes do DCE, foram
de forma sorrateira até a PRAHE, tiraram cópias
do pedido. Bem ao estilo do velho movimento, pregaram o pedido
nas paredes da faculdade de educação em cartazes
contendo os dizeres: “MEPR utiliza CA de Pedagogia para
financiar seu movimento”. O fato é que desesperados
com o crescimento de uma organização livre do oportunismo,
o DCE vê-se ameaçado e conta os dias para seu fim
juntamente com as sub-secretarias estudantis do governo: Une e
Ubes. Alegavam nas discussões que achavam um absurdo que
o CA recebesse os recursos porque o MEPR não era a UNE,
não representava oficialmente os estudantes, achando que
são donos dos estudantes, escolhendo por eles qual movimento
devem participar.
Mas
o tiro saiu pela culatra
A
resposta dos companheiros paranaenses foi imediata: escreveram
um manifesto aos estudantes de Pedagogia, onde denunciavam a atitude
oportunista do DCE, que para confundir os estudantes, distorceu
a realidade e inventou mentiras sobre o MEPR numa tentativa de
isolar o movimento dos estudantes daquela faculdade.
Esse
manifesto foi colado em todas as paredes do prédio da Faculdade
de Ciências Humanas e Educação e encontrou
grande repercussão entre os estudantes e também
entre os professores, que solidários a nossa causa, prestaram
seu apoio ao CA e à Assembléia Nacional.
Além
disso, as companheiras do CA colaram a prestação
de contas da entidade no Jornal Mural e passaram em sala defendendo
a posição assumida pelo CA, de que o dinheiro destinado
ao ônibus não era do Centro Acadêmico e sim
da Federal e que qualquer estudante ou organização
estudantil da Universidade poderia solicitar os recursos. A intervenção
dos companheiros nas salas de aula surtiu grande efeito. Com o
oportunismo desmascarado, os estudantes foram à forra.
Diziam: “isso é dor de cotovelo, só porque
eles perderam as eleições do CA para vocês”,
“não se preocupem, nós não acreditamos
nessas pessoas, eles nunca aparecem na Universidade”, “como
nós podemos ajudar vocês a conseguir dinheiro, já
que não conseguiram o ônibus?”, ou ainda, “agora
é que eu quero mesmo participar desse movimento”.
Os estudantes foram solidários, prestando grande apoio
às companheiras do Centro Acadêmico.
Desesperados,
os oportunistas tentaram ainda realizar uma Assembléia
para atacar o CA. O máximo que conseguiram foi um abaixo-assinado
fajuto, que teve o enorme número de 4 assinaturas, (o mesmo
número das pessoas que assinaram o tal cartaz do DCE contra
a Assembléia Nacional). Os papéis ficaram por dois
dias circulando por cima das mesas, completamente ignorados pelos
estudantes.
DCE
e PSTU, não contentes com o resultado de suas calúnias,
como é de costume do movimento oficial, só poderiam
atacar o CA intervindo juntamente aos seus chefes da pró-reitoria.
Articularam velhacamente por debaixo dos panos, baixando uma declaração
estilo AI-5 que negava o recurso para os companheiros, com a desculpa
fuleira de que não havia dinheiro.
Mas
isso também não intimidou as companheiras, que foram
até a PRAHE exigir satisfações sobre o acontecido
e acabaram descobrindo pela boca dos próprios funcionários
que “aquele era o pedido que o DCE veio ver” ou “aquele
pedido que deu a maior confusão”. Ao afirmar que
o secretário da Pró-Reitoria estaria violando a
resolução da Universidade que estabelece que os
eventos que tem prioridade são os eventos nacionais organizados
pelo movimento estudantil, o secretário afirmou que a reitoria
financia aqueles pedidos feitos pelo DCE, único órgão
representativo dos estudantes! Voltamos ao regime militar, quando
apenas os sindicatos e entidades estudantis legitimados pelo governo
eram reconhecidos, os demais eram subversivos e coisas do gênero.
Reconheceram que não admitem a independência dos
movimentos, que apenas financiam o movimento oficial.
Nada
impediu que os companheiros do Paraná participassem da
Assembléia. Com a pressão feita pelos estudantes
e professores progressistas, conseguimos que o Setor de Educação
financiasse a viagem de 7 companheiros, que participaram intensamente
dos 4 dias da III ANEP, e que voltaram ainda mais fortalecidos
para organizar a luta dos estudantes na região e desmascarar
esses oportunistas e lambe botas de reitoria na UFPR.
O
movimento no Paraná tem se fortalecido aos poucos, mas
de forma crescente, desmascara parte a parte a ação
dos representantes do governo (DCE) dentro do movimento estudantil.
Surge novo e cheio de vigor o novo movimento estudantil na UFPR!
Viva
a organização independente dos estudantes!
Abaixo
o oportunismo governista do DCE/UNE na UFPR!
Viva
o Movimento Estudantil Popular Revolucionário! |