Emmanoel
Bezerra dos Santos, dirigente comunista
Em
17 de junho comemora-se o aniversário do revolucionário
Emmanoel Bezerra.
Emmanoel
Bezerra nasceu em 17 de junho de 1943, em Praia de Caiçara,
Município de São Bento do Norte/RN.
Destacado
líder estudantil, estudou no Colégio Atheneu, na
sua cidade natal. Foi presidente da Casa do Estudante quando cursou
a antiga Faculdade de Sociologia, na Fundação José
Augusto. Destacou-se nos estudos do marxismo-leninismo e economia
política, moldando sua militância política
sendo ardente defensor da ciência do proletariado nas acaloradas
discussões com os colegas e companheiros. Foi a principal
liderança do comitê universitário do Partido
Comunista Revolucionário, organizado naquela ocasião,
no Rio Grande do Norte. Viveu de 68 a 73 nos Estados de Pernambuco
e Alagoas. Organizou a bancada dos estudantes potiguares para
o histórico congresso da Une em Ibiúna – SP,
onde foi preso com os demais companheiros, sendo enquadrado pelo
famigerado Decreto-lei 477 do general Costa e Silva. A repressão
do regime militar fascista fez com que fosse expulso da faculdade
e iniciasse sua militância na clandestinidade. Dedicando-se
ao trabalho de organização e relação
com as organizações revolucionárias no estrangeiro
viajou por diversas vezes ao Chile e Argentina.
Em
1973, Emmanoel Bezerra, juntamente com Manuel Lisboa foram presos
e barbaramente torturados por dias seguidos pelos agentes do regime
militar fascista. Sua conduta exemplar diante de seus algozes,
sua postura firme e fidelidade aos princípios do marxismo-leninismo
fizeram com que sua morte significasse uma dura derrota para seus
inimigos.
Saudemos
nessa data esse grande revolucionário, que nas duras condições
do trabalho clandestino e das perseguições, juntamente
com Manuel Lisboa de Moura, deram gigantescas contribuições
para a forja do verdadeiro partido do proletariado. Sua trajetória
de luta, sua resistência, sua contribuição
teórica e prática, representam para os revolucionários
brasileiros um grande exemplo de dedicação à
causa do proletariado, e aponta para todos o caminho da luta revolucionária.
Sua
ardente fidelidade à causa revolucionária e firme
convicção no futuro luminoso da humanidade estão
estampadas nesse poema, escrito quando da sua primeira prisão
na Base Naval de Natal, em 1969.
Viva
Emmanoel Bezerra!
| Às
gerações futuras* |
Eu
vos contemplo
Da face oculta das coisas.
Meus desejos são inconclusos,
Minhas noites sem remorsos.
Eu vos contemplo,
Pelas grades insensíveis.
Meu sonho,
é uma grande rosa.
Minha poesia,
Luta .
Eu vos contemplo
Da virtual extremidade.
Minha vida (pela vossa).
Meu amor,
Vos liberta
Eu vos contemplo
As grades esmaecem.
|
Da
própria contingência
Mas minha força
É imbatível
Porque estais
À espera.
Eu vos contemplo
Do fogo da batalha.
Meus soldados
Não se rendem.
O grande dia
Chegará
Eu vos contemplo
Gerações futuras,
Herdeiros da paz e do trabalho
Ante o meu contemplar.
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Poema feito quando da primeira prisão de Emmanoel
na base naval de Natal em 1969. |
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