| Diretora
da Faculdade de Formação de Professores de Petrolina
(FFPP/UPE) prender estudante
No
último sábado, dia 29 de maio, o estudante Jildo
do 5º período de geografia da FFPP, representando
o Movimento Estudantil Libertação, foi até
o Prevupe (cursinho pré-vestibular realizado aos fins de
semana no campus da Faculdade) para fazer carteirinhas de estudante.
Autorizado pela assessora e irmã da diretora, Rosilande
Ribeiro, expôs seu material. Surpreendeu-se com a chegada
da coordenadora do cursinho, Maria Cristina Medeiros Diniz, que
aos gritos ordenava que Jildo retirasse o material chegando a
tentar puxá-lo pelo braço em direção
a saída da faculdade. Jildo não saiu, pois a entidade
tem o direito de fazer o seu trabalho de divulgação
do movimento estudantil e não pode ser tratada desta forma.
Então a professora Cristina começou a passar em
sala caluniando a organização. Jildo foi atrás
esclarecendo as mentiras e denunciando a ameaça de Cristina
de chamar a polícia para prendê-lo.
Flávio
Pereira, o estudante expulso pela direção da FFPP
por lutar contra a privatização, chegando a faculdade
para ajudar na emissão das carteirinhas, tomou conhecimento
do ocorrido e juntou-se a Jildo. Neste momento vários estudantes
passavam e se dirigiam a banquinha interessados em apanhar o material
que os companheiros distribuiam, enquanto isso a diretora Socorro
Ribeiro, encostou o carro na porta da faculdade e ficou os observando
de longe. Somente quando todos os estudantes do cursinho já
havia entrado para a sala de aula e os dois companheiros estavam
sozinhos foi que ela entrou. Afinal sabe muito bem a diretora
que se os estudantes do cursinho estivessem presentes não
permitiriam tamanho absurdo. Chegou ordenando que eles se retirassem,
dizendo que do portão pra dentro quem manda é ela,
como se a faculdade fosse uma extensão do quintal de sua
casa. Mais uma vez os estudantes mantiveram–se firmes e
responderam que não sairiam. Em seguida chegou a polícia
e a diretora fez questão de apontar para os estudantes
ordenando que eles fossem detidos. Ao serem detidos e terem seu
material apreendido Jildo e Flávio se manifestaram contra
a atitude truculenta e questionaram o por que de sua prisão,
qual era a acusação, mas sem justificativa foram
conduzidos à delegacia. No ato da prisão um estudante
que chegava e presenciou a tudo voltou-se para a diretora indignado
e disse "a senhora não tem o direito de fazer isto".
Na
recepção da delegacia, além das professoras
já citadas, estava a superintendente da Codevasf, Izabel
Cristina, para endossar esta arbitrariedade da direção
da Faculdade. Lá os companheiros tiveram seus pertences
pessoais apreendidos e foram levados para outra sala onde ficaram
detidos, ainda sem saber qual a acusação lhes era
imputada. Somente com a chegada do advogado do MEL os estudantes
souberam que acusação da diretora era de que eles
distribuíam panfletos contendo injúrias, calúnias
e difamação. O advogado lhes informou também
que eles nem sequer poderiam ter sido presos por esta acusação,
em seguida foram tomadas as providências e depois de 4 horas
detidos os estudantes foram liberados, porém terão
ainda que responder a um processo criminal
Esta
atitude da diretora da faculdade é uma tentativa de amedrontar
os estudantes que lutam contra a privatização da
universidade, perseguindo os companheiros que tem se colocado
a frente desta luta. A diretora quis impedir que o MEL- Movimento
Estudantil Libertação – confeccionasse as
carteiras de estudantes porque sabe que esta entidade faz parte
do novo movimento estudantil que se ergue e porque teme o fortalecimento
de uma organização estudantil independente e combativa.
E realmente a direção tem motivos para se preocupar.
Dois dias após a prisão dos estudantes foi feita
uma panfletagem de denúncia na FFPP e a reação
dos estudantes da faculdade foi de muita revolta contra a atitude
da direção e solidariedade aos companheiros presos.
Os companheiros estão agora respondendo a um processo criminal,
como se fossem eles os criminosos, e este fato gerou ainda maior
indignação dos estudantes, que não pretendem
deixar que mais esta afronta cometida pela diretora da FFPP fique
sem uma contundente e merecida resposta.
Abaixo o autoritarismo e a truculência da diretora da FFPP! |