| Lições
da resistência iraquiana aos povos do mundo
A
resistência iraquiana tem cumprido um importante papel na
contenda geral entre imperialismo e povos oprimidos. Sua heróica
luta tem debilitado as forças do imperialismo, na medida
em que o Iraque passou a ser a principal frente de luta contra
o imperialismo. A resistência foi capaz de, em pouco tempo,
alterar a correlação de forças interna tornando
inviável os planos de estabilização do governo
Bush. Têm lhes desferido duros golpes que impedem seu ataque
geral contra os povos do mundo. Foram obrigados a estacionar 135
mil soldados no Iraque, a um custo de bilhões de dólares,
e graças a resistência e o saque de petróleo
e sua exportação está paralisado.
O
avanço incontido da resistência (expansão
territorial inclusive) frente a toda sofisticação
de guerra dos invasores, coloca para as massas oprimidas de todo
o mundo a confirmação, em base bem objetiva, da
tese do Presidente Mao Tsetung de que "O imperialismo é
um tigre de papel", e de que é perfeitamente possível
derrotá-lo.
Esta
é a lição a ser assimilada por todos os povos
do mundo. De que a supremacia técnica e militar não
decide tudo. As massas sim, essas tudo podem. A resistência
iraquiana derrota as teses de diferentes correntes oportunistas
que covardemente propugnam uma solução "pacífica"
para o antagonismo entre imperialismo e nações oprimidas,
alegando que os imperialistas dispõem de armas nucleares
e podem destruir a todos facilmente. O que dizem, então,
estas correntes sobre a resistência iraquiana e seus enormes
êxitos alcançados? Nada! Apenas rugorizam as faces
de tão covardes e submissas suas posições.
A paz que almejam é a "paz do cemitério",
a da submissão ao imperialismo. A verdadeira paz é
a que está sendo construída no Iraque pelas próprias
massas em resistência.
A
base da ofensiva contra-revolucionária do imperialismo
sobre os povos é a gigantesca crise do sistema capitalista,
que percorre todo o mundo e tem como centro o próprio coração
do império, o EUA. No início da década de
70 encerra-se o período de ascenso econômico (pós-guerra)
dos Estados Unidos dando lugar a um quadro de sucessivas crises
econômicas. Quanto mais o imperialismo afunda em sua própria
crise mais se lança como um tigre feroz sobre as nações
e povos oprimidos.
Porém
sua condição de crise impõe que os golpes
da resistência dos povos lhe penetrem mais profundamente
as entranhas. O imperialismo está completamente podre por
dentro. Mas não cairá sozinho. Tentará de
todas as formas arrastar, junto de si, toda a humanidade para
a barbárie. No entanto a resistência do povo iraquiano
contra o imperialismo tem sido mais uma demonstração
na história de que "A lógica dos imperialistas
e todos os reacionários do mundo, diante da causa dos povos,
é provocar distúrbios, fracassar, voltar a provocar
distúrbios, fracassar de novo, até a sua derrota
- e eles nunca marcharão contra tal lógica. Quanto
aos povos, também é verdade, estes tem que lutar,
fracassar, voltar a lutar, fracassar de novo, voltar outra vez
a lutar e, assim, até a vitória; esta é a
lógica dos povos e igualmente eles jamais marcharão
contra tal lógica". A resistência iraquiana
é um chamado a todos os povos do mundo a se unirem na luta
contra o inimigo comum e derrotar o imperialismo.
Viva
a heróica resistência Iraquiana!
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distante" |