| Perseguição
à organização estudantil em Belo Horizonte
No
dia 25 de março, se iniciou na Escola Estadual Técnico
Industrial Professor Fontes (Belo Horizonte) uma greve dos estudantes.
O movimento estourou quando já no final de março
(no meio do ano letivo), a diretoria decidiu aprovar automaticamente
todos os estudantes do 1º ano do ensino médio que
haviam sido reprovados no ano passado. Além disso, com
o intuito de cortar ainda mais gastos com a educação,
fundiu várias turmas deixando as salas superlotadas! Essas
medidas foram colocadas em prática pelo diretor Geraldo,
que sequer foi eleito, e a exemplo de uma série de outras
escolas no Estado, foi designado como interventor da Secretaria
de Educação.
Revoltados
com a decisão da diretoria, os alunos do turno da tarde
paralisaram as aulas e ocuparam o pátio da escola se recusando
a entrar nas salas enquanto essas medidas não fossem canceladas.
A
paralisação daquele dia deixou desesperado o interventor
Geraldo, que do seu gabinete acionou a PM para reprimir a manifestação.
A mando do diretor, invadiram o pátio da escola cinco viaturas
e os soldados da PM, batendo a torto e a direito nos alunos, prenderam
o diretor da UCMG, Felipe Nicolau. Cercados pela massa de estudantes
que gritavam "Escola que é prisão, vai ter
rebelião!", os policiais arrastaram o companheiro
até a viatura. Felipe ficou detido e só foi liberado
no final da tarde.
Nesse
ano, quando tanto se fala dos 40 anos do golpe militar fascista,
quando se fala de democracia e liberdade, o que vemos nas escolas
de Minas Gerais, é a repressão em cima dos estudantes
que se organizam para lutar pelos seus direitos. Em diversas escolas
os diretores não são eleitos pela comunidade escolar
e sim impostos pela Secretaria de Educação. Em 2001
a diretora do Estadual Central, Lúcia Polli "Pinochet"
chamou a polícia para os estudantes e fechou o grêmio.
Hoje ela é superintendente da Secretaria de Educação
para comandar a repressão em todas as escolas da capital.
Hoje o que acontece na E.E.T.I. Professor Fontes é mais
um capítulo da absurda repressão ao movimento estudantil.
O diretor Geraldo, orientado diretamente pela Secretaria de Educação
pratica uma sistemática repressão ao movimento estudantil
e impede há três anos que se exista um grêmio
na escola. No acontecimento do dia 25, além de chamar a
polícia, perseguiu e ameaçou de expulsão
vários estudantes.
Se
enganam se acreditam que com a repressão vão impedir
a luta dos estudantes. O que acontece é que a cada dia
os estudantes se organizam mais para garantir o seu direito de
estudar e aprender.
Reberlar-se
é justo!
Escola
que é prisão vai ter rebelião!
Abaixo
a repressão da Secretaria de Educação! |