Estudantes
da UCG organizam ato contra a reforma universitária
No dia 11 de novembro, estudantes da UCG (Univ. Católica
de Goiás) panfletaram denunciando o PROUNI e exigindo:
a redução das mensalidades; a matrícula de
todos os inadimplentes para posterior negociação;
o fim dos processos contra os estudantes que organizaram a luta
pela redução no ano passado; e o direito de livre
divulgação de suas idéias através
de cartazes, panfletos e faixas.
Mais de 100 estudantes (a maioria de psicologia) foram até
a reitoria entregar um ofício com reivindicações,
o reitor não quis receber pois já estava reunido
com o DCE (PT/PCdoB). O ofício era assinado por oito CA´s
mais o MEPR. O reitor convocou dezenas de seguranças para
impedir que estudantes entrassem na reitoria e ainda tentaram
impedir que o carro de som entrasse na universidade, mas mesmo
chamando a PM não conseguiram! Os estudantres foram em
direção da PM gritando “Fora PM, da Universidade!”,
eles tiveram de recuar até o portão, e confrontando
com seguranças, estudantes colocaram para dentro o carro
de som. A reitoria não recebeu o oficio mas ficou desmascarada
diante dos estudantes.
Luta
pelo Passe Livre em Maceió
No
dia 29/12 aconteceu uma manifestação contra o aumento
das passagens e pelo passe livre em Maceió. Cerca de 150
estudantes participaram do ato. Fez-se uma breve passeata pelo
centro, depois se deslocaram para uma praça, um cruzamento
foi interditado com pneus queimados.
Durante a passeata e no trecho interditado ônibus foram
pichados. A polícia reprimiu com bombas de efeito moral,
ferindo um ambulante, e os estudantes resistiram com pedras.
Os estudantes finalizaram o ato gritando palavras de ordem e preparando
a continuidade da luta.
VITÓRIA!
Estudantes derrubam as taxas na UFG!
Conquistamos
mais uma grande vitória em nossa luta contra a “Reforma”
Universitária do MEC/Banco Mundial. Após a sentença
da 9ª Vara de Justiça Federal de Goiás, assinada
em 30/07/2004, está proibida a cobrança de taxas
na UFG! Esta é uma vitória de todos os estudantes
que se organizaram de forma independente e decidida.
Estudantes
secundaristas do Rio de Janeiro apoiam a luta pela terra e pela
libertação dos quatro camponeses presos em Patrocínio
“Aos camponeses pobres de Patrocínio e à Liga
dos Camponeses Pobres do Centro-Oeste.
Nós estudantes secundaristas do Rio de Janeiro, frente
aos acontecimentos do dia 19 de agosto e às prisões
arbitrárias dos quatro companheiros de Patrocínio,
viemos através deste, declarar todo nosso repúdio
à criminosa ação policial contra os camponeses
pobres do acampamento Floresta/Salitre.
(...)
Declaramos também apoio incondicional aos camponeses pobres
em sua justa luta pela terra, sob a consigna de ‘Terra para
quem nela trabalha’, entendemos que a reforma agrária
não será obra de qualquer governo, e sim da luta
camponesa persistindo sempre em sua política de ocupações.
Gostaríamos de enviar aos companheiros presos, à
Liga dos Camponeses Pobres e a todos camponeses pobres do Brasil,
nossas calorosas saudações, reafirmando nosso compromisso
de não fazer sequer um minuto de silêncio, diante
de todas as ações do latifúndio contra os
camponeses pobres.
Reiteramos ainda, nosso compromisso de transformar nossas
escolas e universidades em caixa de ressonância de todas
as vitórias conquistadas pelo movimento camponês.
O Latifúndio é nosso inimigo e o camponês
nosso aliado!”
Assinam esta carta:
Estudantes do Colégio Paulo de Frontin, Antonio Prado Júnior,
Hebert de Sousa, Cefet-quimica, Colégio Pedro II- Centro,
Colégio Pedro II-São Cristóvão, Colégio
Aplicação UFRJ, Colégio SantaTerezinha de
Jesus, Escola Estadual Infante Don Henrique, Instituto Superior
de Educação, Colegio Barão de Lucena, Colégio
Inacio Azevedo, CEAT, Colégio Teixera, Movimento pela Educação
Popular-MEP, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado-PSTU,
Movimento Estudatil Popular Revolucionário-MEPR.
Reunidos
em plenária no dia 05 de Outubro de 2004, Rio de Janeiro-RJ
Estudantes
são intimados a depor por participarem de manifestação!
No último dia 19 de novembro os CA’s de Psicologia,
Filosofia e o MEPR organizaram mais uma manifestação
na Universidade Católica de Goiás na justa luta
pela redução do valor das abusivas mensalidades
e denunciando o PRO-UNI. A manifestação que contou
com um grupo de aproximadamente 80 estudantes percorreu quatro
áreas da universidade e se dirigiram à reitoria,
onde mais uma vez não foram recebidos pelo reitor e sim
por mais de 20 seguranças. O objetivo era oficializar nossas
reivindicações perante a reitoria que só
aceita conversar com os oportunistas do DCE, que por acaso tem
gente do mesmo partido do reitor e do governo federal (PT). As
mentiras divulgadas pela reitoria através de panfletos
e cartazes onde afirma serem as mensalidades da UCG as mais baixas
de Goiânia, através de uma comparação
com uma quantidade mínima de créditos com as faculdades
mais caras da cidade, isto tem revoltado os estudantes. Em repúdio
panfletos e cartazes foram queimados em frente à reitoria.
Temendo a determinação dos estudantes, a Reitoria
mantêm os processos internos contra 14 estudantes que participaram
do acampamento pela redução no final do ano passado.
Agora registrou ocorrência policial por causa da última
manifestação e ameaça após conclusão
do inquérito processar na justiça comum ou expulsar
os estudantes.
PCdoB
e PM atacam estudantes em luta
A mobilização independente dos estudantes
se viu covardemente atacada, dia 06/11, durante o Encontro Municipal
dos Estudantes em Luta, que proporia o rompimento com a Ames-RJ
(Associação Municipal de Estudantes Secundaristas),
devido a sua burocratização, que engessa a luta
combativa e realmente independente dos estudantes; e também
devido a sua mais que estreita ligação com o governo
Lula/FMI.
Com medo disto o PCdoB-AMES invadiram o local do encontro (UERJ),
fazendo ameaças aos participantes. Entretanto o pior estaria
por vir, pois o PCdoB, mostrando sua verdadeira face covarde,
policialesca e repressora, chamou a polícia militar para
acabar com o encontro. A PM, de fuzil na mão, usou de toda
a sua conhecida truculência para reprimir estes estudantes
com cassetetes e spray de pimenta, prendendo um e ferindo outros
tantos; estudantes que só estavam se reunindo para
discutir seus problemas e encaminhar novas soluções.
Enquanto isso militantes do PCdoB/UJS aplaudiam (literalmente)
a chegada da PM e gritavam apoio a polícia, enquanto essa
batia e agredia estudantes com gás de pimenta.
Após a primeira intervenção policial estudantes
mesmos cançados e muitos ainda sofrendo os efeitos do spray
de pimenta, decidiram se reunir em assembléia fora do prédio
na concha acustica da UERJ. Iniciada a assembléia, que
reafirmara os princípios do movimento, quando novamente
a PM interveio arrastando estudantes pelo chão, jogando
quentinhas (do encontro) no chão e agredindo indiscriminadamente,
chegando a prender um companheiro. Depois disto, não houve
condições de continuar o encontro, os estudantes
passaram a denunciar amplamente a ação do PCdoB,
e organizar assembléias por escolas.
O
MEPR participa da resistência junto com os moradores do
“Sonho Real”
No
dia 16/02, as 4000 famílias acampadas no parque oeste Industrial
(Sonho Real) desde maio de 2004, foram retiradas de forma truculenta
do acampamento pela polícia, com a cumplicidade do governador
do Estado de Goiás e do prefeito Íris Resende. Era
uma área abandonada de 27 alqueires, usada para desova
de cadáveres e desmanche de carros, e muito visada pelas
grandes imobiliárias. As 4000 famílias, decididas
a tomar o destino em suas mãos e não ficaram paradas
esperando promessas eleitoreiras tomaram suas terras, construíram
suas casas e suas ruas.
Em setembro, a juíza Grace Corrêa deu a ordem de
despejo. Os trabalhadores afirmaram que não sairiam, pois
lá era sua moradia e a ela tinham direito. As ameaças
do Estado se prolongaram até janeiro deste ano. Para se
defender, o povo se organizou nas barricadas, mantendo a segurança
durante todas as noites e preparando seus meios de defesa. No
dia 16 de fevereiro, ocorreu o que já estava sendo denunciado
por muitos: o massacre dos trabalhadores. Com tiros, destruição
de casas, assassinando inclusive crianças e, de acordo
com as denúncias, jogando corpos nas cisternas para ocultar
os assassinatos. De acordo com os relatos, mais de 20 pessoas
foram mortas, sendo que apenas a morte de 2 companheiros, Wagner
e Pedro, foi confirmada pela polícia e pela mídia.
Mas isso não bastou, a policia chegou ao absurdo de atacar
o povo no próprio velório dos 2 companheiros, os
moradores identificaram três policiais disfarçados,
que sacaram e dispararam armas fogo, mas levaram uma devida e
justa lição da fúria popular, foram linchados
pelos trabalhadores e fugiram acobertados pela Polícia
Militar, incluindo a tropa de choque.
O povo não se intimidou e resistiu com bravura, foram necessárias
várias investidas para os retirarem do local.
A ocupação teve apoio de vários movimentos,
dentre eles o MEPR, que desde o inicio se solidarizou, defendeu
a ocupação junto ao povo, com panfletagens e denúncias
entre os estudantes, além de participar diretamente da
própria resistência, onde dentre os 1000 presos 5
eram estudantes do MEPR. Isso só aumentou a indignação
geral das massas e as empurra para a luta, que é cada vez
mais crescente e forte, contra o latifúndio a burguesia
e seus aliados.
Combativa
greve no Pará garante permanência de cursos e melhorias
na UEPA
Perante as péssimas condições de funcionamento
e o tratamento dado pelo governo, reitores e pró-reitores,
ao Núcleo de Pedagogia da Universidade Estadual do Pará,
no início de setembro do ano passado, os estudantes e toda
a cidade de Conceição do Araguaia organizaram um
grande movimento e uma vitoriosa greve de 40 dias, pontuada: reabertura
dos cursos quer foram fechados, melhoria de laboratórios,
biblioteca e novas eleições do núcleo.
A luta estourou quando a faculdade fechou o curso de matemática
e letras e cortou vagas do curso de pedagogia. Os estudantes iniciaram
a batalha em defesa da universidade com uma manifestação
de cem estudantes e apoiadores pela cidade para propagandear,
colocar a situação da faculdade à população
e chamá-los para participar da greve.
Cinco dias depois da manifestação, os estudantes
e apoiadores fecharam a PA 156, rodovia que liga o estado do Pará
ao Tocantins, de seis às oito e meia da manhã parando
o trânsito, queimando pneus e estendendo as faixas para
denunciar o descaso absurdo que faziam com a universidade. Em
seguida, em meio às avaliações vibrantes
do ato decidiram logo que a solução era ocupar o
Núcleo, principalmente a parte administrativa.
Logo o reitor, junto a Maria Nilza, coordenadora geral do núcleo
e também primeira dama do município, tentou criminalizar
o movimento e desmobilizar a greve difamando a greve em um carro
de som pela cidade. Em minutos, estudantes cercaram o carro de
som, ganharam o apoio do motorista e pregaram no carro faixas
com as denúncias: UEPA EM GREVE, SOS UEPA, FORA NILZA.
Nilza e o reitor se mantinham intransigentes em ouvir as reivindicações
dos estudantes e mantiveram-se informados pelos pelegos que agiam
como seus porta-vozes, traindo os outros participantes do movimento.
Com a radicalização da luta o movimento rapidamente
arranjaram um pró-reitor para negociar com o comando de
greve.
De
um lado era o pró-reitor com enrolação, papo
furado e lero-lero para o lado dos estudantes, do outro, os grevistas
firmes na posição, ridicularizando-o e expulsando-o
das assembléias. Já os pelegos que apoiavam o reitor,
como o DCE, sustentavam o movimento antigreve e apoiavam um funcionário
da faculdade que queria vender a greve por quatro computadores.
Mas o tiro saiu pela culatra, os estudantes repudiaram o DCE e
impediram o funcionário de entrar na faculdade até
o fim da greve, o comando procurou a vice-governadora e o secretário
de promoção social, fizeram audiências e impuseram
suas reivindicações. A greve terminou com uma grande
vitória dos estudantes e de sua forma independente de luta.
O reitor foi obrigado a ceder e as exigências foram garantidas.
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