| As
urgentes tarefas dos jovens revolucionários
Goiânia,
Passira, Quipapá e Pará, os conflitos pela terra
sacodem todo o Brasil. Em Goiânia, a polícia assassinou
dois operários, numa covarde ação de desocupação
de um terreno abandonado. Era o Acampamento Sonho Real, onde 4
mil famílias viviam há nove meses e mais de 2 mil
casas de alvenaria já haviam sido construídas. No
Pará, a morte de uma religiosa norte-americana fez retornar
para os telejornais as notícias do permanente estado de
conflito que vive está região do país. Em
Pernambuco, na cidade de Passira, no dia 17 de dezembro, dois
líderes camponeses foram assassinados por pistoleiros a
mando do latifúndio. No dia do velório, o cortejo
fúnebre se transformou em colunas rebeldes e os camponeses
invadiram a fazenda do latifundiário e destruíram
totalmente a sede da fazenda, terminando por incendiar o que havia
restado. Em Quipapá, cidade do agreste pernambucano, uma
patrulha do serviço secreto da policia militar invadiu,
atirando, o Assentamento Bananeiras perseguindo uma liderança.
Os camponeses reagiram, mataram um policial e tomaram suas armas!
É a justa rebelião das massas em resposta ao ataque
do Estado reacionário da grande burguesia e do latifúndio.
A
política dos reacionários do governo Lula-FMI é
enviar o exército e a polícia federal para as áreas
conflagradas! Isto é, mais violência e controle para
cima das massas. Junto com a repressão direta ao movimento
camponês, o governo federal envia a Ouvidoria Agrária,
que, sob a máscara de intermediar os conflitos agrários,
tem aplicado a política do latifúndio. Em Quipapá,
a Ouvidora Agrária do INCRA afirmou que todos os envolvidos
no confronto recente serão retirados do programa de reforma
agrária do governo e perderão seus lotes! É
a criminalização da luta popular, a punição
ao direito do povo de se defender! Toda esta repressão,
revela o nervosismo do governo petista diante da aguda situação
da luta pela terra. O que eles preparam, porque esta é
a sua única política para o povo, é mais
repressão. É a marcha acelerada para o fascismo!
Se na cidade sua “campanha pelo desarmamento” se realiza
através da entrega voluntária das armas mediante
o pagamento de indenização, no campo as polícias
militares e federal têm realizado verdadeiras operações
de buscas de armas entre os camponeses pobres, no Assentamento
Bananeiras até as foices foram apreendidas. Desarmar para
melhor atacar. Qualquer semelhança com a política
de Bush antes da invasão do Iraque não é
mera coincidência.
O
imperialismo entrará em colapso com a tempestade revolucionária
dos povos!
Eleições
no Iraque, o que colhem os imperialistas ianques? Mais ações,
mais resistência. Eleições farsantes que não
iludem ninguém. Democracia com 200 mil soldados invasores
no território iraquiano é o último delírio
desta mídia semicolonial e pró-fascista. A democracia
está nas ações, nas massas que lutam contra
a dominação imperialista. Legítima é
a heróica resistência do povo iraquiano, que com
sua rebeldia inquebrantável conclama os povos do mundo
a se unirem contra nosso inimigo comum, o imperialismo norte-americano.
Uma onda de revoltas e de vitórias se espalha por todo
o planeta e a resistência iraquiana é a demonstração
de que os povos sairão vencedores. O que ganharam o EUA
com a invasão ao Iraque? Mais colapso em sua economia,
maior crise financeira e monetária. A luta revolucionária
no mundo aprofunda a crise imperialista! Lutemos companheiros,
derrotemos os lacaios imperialistas em nosso país, afundemos
ainda mais os ianques em sua crise agônica.
O
rastilho de pólvora que incendeia todas as nações
oprimidas segue seu caminho luminoso de luta e liberdade. O audacioso
povo nepalês declara a ofensiva estratégica de sua
guerra popular prolongada, impulsionado por um invicto Exército
Popular de Libertação que tem derrotado o Exército
Real e a monarquia feudal. O povo está prestes a tomar
o poder no Nepal! Que farão os imperialistas ianques e
os expancionistas indianos? Irão invadir mais uma nação
soberana e colherão mais uma derrota humilhante. Do alto
do Himalaia, no topo do mundo tremula a bandeira vermelha da revolução!
As massas das nações oprimidas estão retomando
seu caminho de luta, uma tempestade revolucionária dos
povos se aproxima. Viva a heróica resistência iraquiana!
Viva a revolução democrática do Nepal!
A
crise do imperialismo ianque não cessa. Com a desvalorização
do dólar, com sua balança comercial fechando deficitária
em U$ 617 bi, que fará o governo pró-fascista do
EUA? A reeleição de George Bush representará
a radicalização da violência contra as nações
oprimidas. Estejamos certos companheiros, os norte-americanos
não cessarão sua política genocida, só
a luta das massas pode detê-la. Já estão ameaçando
novos ataques. Em sua linha de “guerra preventiva”
já está tomando medidas concretas para atacar países
como Síria e Irã. Não podemos consentir,
não podemos aceitar que os imperialistas decidam nosso
futuro de acordo com suas crises e disputas comerciais. Morte
ao imperialismo! Viva o direito de autodeterminação
dos povos!
Barrar
a “reforma” universitária do governo Lula-FMI!
Lutar,
lutar e lutar! Esta é nossa tarefa companheiros! O que
o governo federal está fazendo, juntamente com seus funcionários
da Une, é um crime contra a universidade brasileira. Lançam
medidas provisórias que legalizam e aprofundam o processo
de privatização das universidades públicas,
e, ainda têm o desplante de chamar isto de reforma. O projeto
que está sendo implementado pelo governo petista e por
seus assessores do PCdoB, é uma contra-reforma, isto sim,
é a aplicação completa dos acordos MEC-USAID
que nem o regime militar consegui fazer. Enganadores! Querem passar
esta contra-reforma como sendo a reivindicação histórica
do movimento estudantil de democratização da universidade.
Mestres da demagogia e da mentira! Falam de 400 mil “vagas
públicas”, prestem atenção, “vagas
públicas”, não vagas nas universidades públicas,
as vagas das quais falam são as compradas dos tubarões
do ensino e não as que o movimento estudantil exige.
Passaram
o conteúdo da contra-reforma universitária no roldão
das Medidas Provisórias e, agora com um projeto de lei,
querem regulamentar a privatização e jogar migalhas
para nos confundir. Privatizam nossa universidade e acabam com
a lista tríplice. Entopem de dinheiro as burras dos tubarões
de ensino e agora falam em e regulamentar o ensino privado. E
a Une chama isto de vitória histórica, e o ministro
Tarso Genro fala que isto é uma “reforma republicana”,
só se for de uma república de bananas com a qual
sonha o ministro e seus moleques mega-pelegos. Ilusão achar
que houve qualquer recuo na posição do governo,
isto é papo da Une para contornar as derrotas e humilhações
que sofreram durante todo o ano passado, principalmente em sua
fracassada caravana governista.
Esmagar
o oportunismo no Brasil! Viva o novo movimento estudantil!
“Só
com uma grande desordem sob os céus poderá haver
ordem sob os céus”. O governo e os oportunistas não
se desmascararão sozinhos. Contam com um espírito
reacionário que se dissemina pelos monopólios de
comunicação partes importantes das universidades.
Aumentam em número e em mediocridade os retrógrados
de plantão. Surgem aos montes novos Bóris Casoy,
Diogo Mainardi e Arnaldo Jabor. Aqueles que sempre pedem mais
repressão e acham uma boa a idéia de vender o Brasil
para os “states”. Nerurastêmicos colonizados
que para tudo inventam um argumento, uma forma de defender o governo
e sustentar a farsa do crescimento econômico. É nesta
onda reacionária que o governo pretende fazer um ataque
mais profundo aos movimentos populares. Criminalizar todo e qualquer
tipo de luta. Tornar ilegal e “ilegítimo” todo
o movimento que tenha um mínimo de independência.
Por isto vem a reforma sindical, por isto existe a campanha do
desarmamento, por isto existe a Comissão de Combate a Violência
no Campo. Reprimir com repre-
sentatividade, esta é a lógica desta gerência
parafascista.
Tempos
difíceis virão companheiros e o ataque é
nossa melhor defesa. Deter a ofensiva do governo Lula-FMI contra
o movimento popular com luta, muita luta. Rebelar está
é a consigna! Contra-restar em todos os aspectos: político,
ideológico, econômico e cultural. Lutar nas ruas,
nas reuniões, nas assembléias, nas agitações,
na propaganda, nos jornais, nos panfletos contra a política
dos oportunistas. Devemos nos preparar para os ataques que inevitavelmente
virão. Não nos surpreender com a violência
do Estado, não nos assustar com as escandalosas medidas
governistas, não deixar que este quadro gere a intimidação.
E por que devemos agir assim? Porque o povo só tem a luta
como solução para seus problemas. Porque Goiânia,
Quipapá, Passira e Pará são realidades. Porque
Maceió, Florianópolis, Fortaleza e Salvador sentiram
a força viva da rebelião estudantil. Porque é
para a luta que devemos nos preparar, sempre deve ser assim.
Por
mais tenebrosa que seja a noite o dia sempre vem! Uma verdadeira
e Nova Democracia vai raiar no Brasil pela força incontida
das massas pobres de camponeses, operários e estudantes!
A Une governista já iniciou seu caminho sem volta de desestruturação,
sobrevivem graças aos incentivos governamentais, com uma
base cada vez mais esvaziada. Estão sendo obrigados a se
retirar das universidades públicas para buscar abrigo nas
privadas, enquanto isto cresce o número de forças
políticas que se dispõem a romper com a Une. Que
fiquem por lá PCdoB, PT, PSDB e PFL, eles se merecem. A
reconstrução do movimento estudantil brasileiro
vive um importante momento de definições. O MEPR
como a corrente democrática e popular do movimento estudantil,
deve aumentar sua ação, principalmente nas atividades
junto às massas, participando das lutas e politizando o
seu dia-a-dia. Jogamos um papel de vanguarda na luta pelo desenvolvimento
do novo movimento estudantil, assumamos com o orgulho esta responsabilidade.
Todos
à IV Assembléia Nacional dos Estudantes do Povo!
É
em meio a esta a crescente crise social, que se realizará
a IV Assembléia Nacional de nosso Movimento. Nosso desafio
é dar um salto na massividade do MEPR. Salto que representará
uma importante vitória para a luta estudantil no Brasil.
Isto significa aumentar e aprofundar a organização
do MEPR nas escolas e universidades. A luta pela realização
da IV ANEP significa o prosseguimento dos esforços do ano
de 2004, das lutas econômicas e das Assembléias Regionais.
Significa darmos atenção concentrada à construção
de nosso movimento, por isto é de fundamental importância
melhorarmos o funcionamento de nossas Coordenações
Regionais e dos Grupos de Base do movimento. As Assembléias
Regionais foram um acontecimento de grande importância na
vida de nosso movimento, exigiram grandes superações
de nossos companheiros e simpatizantes. Representaram um passo
importante para atingirmos os nossos objetivos na Assembléia
Nacional. Mas como constatamos no balanço da Coordenação
Nacional do movimento nem todas as metas foram cumpridas e o número
de participantes ainda foi pequeno. Isto revela como se dá
o processo de crescimento de nosso movimento, onde as massas lutam
conosco mas ainda não ingressam. Esta é uma realidade
que só pode ser superada pela persistência e pela
melhora em nossa organização.
Estas
são as tarefas dos estudantes revolucionários, conclamamos
todos os estudantes brasileiros a cerrar fileiras junto com o
MEPR nesta batalha. São tarefas que já estão
sendo cumpridas e estão sendo impulsionadas neste momento
de preparação para a IV ANEP. Gostaríamos
de destacar a participação ativa dos companheiros
do MEPR de Goiânia na resistência heróica das
massas do Acampamento Sonho Real. Saudamos, particularmente, os
cinco companheiros de nosso movimento que foram presos durante
aquela luta, por sua coragem, por seu comportamento exemplar na
prisão e por seguirem com firmeza e sem vacilação
o grande princípio ideológico de nosso movimento:
“Servir ao povo de todo o coração”.
Vocês foram a expressão concretizada do que são
os militantes do MEPR, de nosso espírito aguerrido de luta.
São a demonstração viva de que um novo movimento
estudantil se desenvolve em nosso país.
Viva
o Movimento Estudantil Popular Revolucionário!
Viva a resistências dos povos do mundo!
Viva a revolução agrária!
Todos à IV Assembléia Nacional dos Estudantes do
Povo! |