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28
de março de 2007:Dia Nacional de Lutas do Estudantes
Rio
de Janeiro: Mais de 5 mil estudantes tomam as principais
ruas
do centro da cidade do Rio de Janeiro.
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A
passeata se concentrou na Candelária, percorreu a Avenida
Rio Branco, em seguida chegou à Av. presidente Antonio
Carlos, passando em frente ao Tribunal de Justiça
do Rio de Janeiro – onde foi votado a INCONSTITUCIONALIDADE
do passe-livre – e logo adiante na ALERJ (Assembléia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
O
oportunismo eleitoreiro fez um acordo com a polícia
para a manifestação fechar apenas meia pista,
mas logo nos primieros minutos, as massas estudantis, desobedecendo
os partidos eleitoreiros, que encastelados no carro de som,
gritavam para não ser fechada a avenida inteira, tomaram
toda a pista. Durante a passeata, os deputados e vereadores
que subiram no carro de som foram vaiados pelo conjunto
de secundaristas. Dentre as diversas palavras-de-ordem podia-se
ouvir: “Queremos estudar! Passe Livre Já!”
e “Não vamos entregar, dinheiro pro patrão!
Se não tem passe-livre vai ter rebelião!”.
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Com muito entusiasmo e combatividade os estudantes chegaram na reta
final da passeata. Em frente ao Tribunal de Justiça várias
pedras foram lançadas quebrando diversas vidraças.
A fúria dos estudantes foi revelada. Era apenas um pequeno
recado da indignação dos estudantes com o TJ que,
mais uma vez, votou contra a educação e a favor dos
empresários de transporte.
A polícia que reagiu batendo covardemente e ainda prendendo
algumas estudantes, também sentiu a rebeldia dos secundaristas
que com paus e pedras foram soltar as estudantes agredidas e detidas
covardemente. Algumas estudantes foram soltas pela manifestação.
A PM ainda conseguiu prender uma estudante menor de idade.
A passeata continuou em clima de muita revolta com a ação
truculenta da Polícia Militar. Pouco tempo depois, o protesto
chegava na ALERJ que já estava escoltada pela polícia.
Os estudantes ainda tentaram invadir o prédio, mas os portões
foram trancados. Na entrada da Assembléia Legislativa ficou
a inscrição: “PASSE LIVRE JÁ! MEPR”
Depois de certo tempo parado em frente à ALERJ, os estudantes
voltaram a fechar o trânsito. Rapidamente chegou um ônibus
com a famigerada Tropa de Choque. Enquanto os estudantes ainda se
preparam pra sair em passeata novamente, a Tropa de Choque, sem
qualquer motivo, disparou bombas de efeito moral, Gás de
Pimenta e tiros de borracha.
Os estudantes se defenderam deste ataque com uma chuva de pedras,
que impediu a tropa de choque de andar e quebrou os vidros do ônibus
da Polícia que trouxe a Tropa de Choque até o local.
O carro de uma rede de TV (SBT ou Globo) também foi quebrado.
A polícia não parou de atacar os estudantes com bombas
e balas de borracha. Prontamente, os estudantes arrancaram todas
as lixeiras da rua e colocaram no meio da rua pra impedir que a
tropa de choque chegasse mais perto. Uma barricada foi levantada;
o fogo impediu a locomoção da Tropa que teve de recuar
debaixo das pedras que tanto estudantes como transeuntes jogavam.
Em meio a este conflito, foram quebrados pelo menos 4 bancos: Santander,
Bradesco, Itaú e Itaú Personallité. Os trabalhadores
que passavam pelo local repudiavam a ação da polícia
e defendiam os estudantes; os camelôs que trabalham ali, vieram
engrossar a resistência, descontando todo o ódio que
têm da Guarda Municipal, que também foi acionada e
que rouba toda semana mercadorias destes trabalhadores.
Depois deste conflito com a Polícia, defensora dos
interesses patronais, a manifestação ficou dispersa.
Uma hora depois, a passeata voltou a se organizar em frente
à Assembléia. A Tropa de choque, PM e a Guarda
Municipal continuaram no local, mostrando armas, atirando
bombas e provocando os manifestantes e o povo que ali passava.
Ainda teve mais confronto. Desta vez os estudantes, além
de se defenderem com pedras e paus, atacaram um carro importado
de algum deputado.
Informações de algumas rádios disseram
que o engarrafamento atingiu toda a cidade e chegou até
outro município -Duque de Caxias. De fato os secundaristas
cumpriram com o proposto: o título do panfleto que
chamava a manifestação era “Se o passe
livre não voltar a cidade vai parar!”.
Segundo a mídia, seis estudantes foram detidos e 3
policiais foram internados.Os grêmios estudantis e as
massas secundaristas fizeram questão de afirmar: “Este
é apenas o começo da batalha pela volta do passe-livre
no Rio. Vai ter muito mais”.
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Belo
Horizonte - Minas Gerais
Secundaristas
e universitários fazem manifestação pelo passe
livre e contra a "reforma" universitária, e queimaram
a odiada bandeira dos EUA!
Porto
Velho - Rondônia
Estudantes
fizeram manifestação contra a "reforma"
universitária do governo Lula/Banco Mundial e pela revogação
das DCN's!
Em
Goiânia teve manifestação no
setor universitário contra a “reforma” universitária
e as DCN’s. Em Uberlândia também
teve manifestação. No centro da cidade os estudantes
exigiram o passe-livre e mostraram seu repúdio à “reforma”
universitária do Banco Mundial. Em Curitiba,
no dia 30/03, teve uma aula pública nas escadarias do Prédio
Dom Pedro I onde uma professora do ANDES-SN falou sobre a Universidade
Nova, como uma nova cara da “reforma” universitária.
Após a aula teve um ato público contra a “reforma”
e em memória da resistência ao regime militar.
Viva
o Novo Movimento Estudantil Popular Revolucionário!
Viva o movimento estudantil independente, combativo e rebelde!
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