Assembléia Regional dos Estudantes do Povo – Goiânia
A II Assembléia Regional dos Estudantes do Povo (AREP)
aconteceu em Goiânia no dia 29 de novembro, sábado, no
mini-auditório da Faculdade de Educação da UFG - Universidade
Federal de Goiás - com o tema
"Rebelar-se é Justo".
Compareceram cerca de trinta pessoas. A Assembléia iniciou por
volta das nove horas da manhã e terminou às 19 horas, com muito
entusiasmo dos companheiros presentes.
A assembléia teve início com o canto da
Internacional – hino internacional do proletariado - em seguida
as entidades convidadas fizeram sua saudação, entre elas, LCP
(Liga dos Camponeses Pobres)/Nacional, Núcleo da Liga Operária
de Senador Canedo, MFP/CO (Movimento Feminino Popular/ Centro
Oeste), C.A de psicologia UFG, URDF, Núcleo da Liga Operária do
Distrito Federal e ANDES (Associação Nacional dos Docentes de
Ensino Superior)/ Regional Planalto. Em seguida uma companheira
da coordenação Regional do MEPR fez uma explanação acerca do que
é o MEPR, suas 3 principais tarefas: agitar e propagandear a
revolução, organizar a luta das massas nas escolas e
universidades e combater o oportunismo e seus dois princípios
Servir ao povo de todo coração! E ser
tropa de Choque da Revolução!
Na primeira mesa o companheiro da LCP/Nacional fez
uma exposição acerca da situação política nacional e
internacional, relatando a situação revolucionária que vivemos e
a necessidade de uma revolução baseada na ideologia científica
do proletariado. A palestra durou cerca de 1:30h, depois foi
aberto para intervenções, questionamentos, dúvidas, momento este
que esclareceu sobre a crise atual e o processo revolucionário
que já se desenvolve no Brasil. O palestrante frisou que o
processo de falência do capitalismo impulsiona o aumento do
protesto popular, evidenciando o povo em luta, tendo como
exemplo várias lutas radicalizadas dos camponeses com destaque
para a região amazônica no Pará e em Rondônia, em um processo de
enfrentamento e construção do poder popular. Também foi exposto
o processo de militarização e criminalização dos movimentos em
luta.
A segunda mesa consistiu em uma
breve exposição sobre o conteúdo da contra-reforma Universitária
e do IFET feita pelo companheiro da coordenação regional do MEPR,
ressaltando o processo de privatização paulatina das
universidades públicas via decreto e medida provisória, como
Prouni, PPP's (Parceria Público-Privada), EaD (Educação a
Distância), Enade, Lei de Inovação Tecnológica e Reuni. Essa
mesa serviu de base para a discussão sobre o caminho para barrar
as "reformas" do Banco Mundial tanto universitária,
trabalhista, etc, que corresponde a greve geral, enquanto
movimento que mobiliza, politiza e organiza as massas.
No balanço das atividades do II semestre foi apontado brilhantes
perspectivas para as lutas no ano que vem que são promissoras,
pois se por um lado o governo prejudica o ensino com a
implementação do Reuni e do IFET, por outro, se desmascara ainda
mais e aflora as contradições dentro das escolas e
universidades, propiciando politização e continuidade das lutas
combativas. Destacou-se o rechaço aos oportunistas e pelegos que
aparelham as lutas estudantis para caminho eleitoreiro como a
UNE e a necessidade de servirmos e nos ligarmos cada vez mais
com as massas trabalhadoras do campo e da cidade, além de
aumentar a propaganda revolucionária nas universidades
celebrando e defendendo todas as datas revolucionárias.
Que causemos a tempestade e o caos nas universidades e escolas,
seguindo contra a corrente, lutando pela nobre causa do povo
impulsionando um movimento estudantil combativo, independente,
popular e revolucionário.
A Assembléia Regional foi finalizada com todos de pé, entoando
A Internacional, o hino, e com a firme decisão de
desenvolver o movimento estudantil revolucionário e que sirva ao
povo.
Os companheiros de Goiânia esperam com muito entusiasmo a
realização da Assembléia Nacional.
Viva a
Assembléia Regional dos Estudantes do Povo!
Rebelar-se é Justo!